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Maioria dos prefeitos não acredita em retorno das aulas presenciais em 2020

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Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios – CNM revelou que 70,4% dos prefeitos mato-grossenses não acreditam na possibilidade de retomada das aulas presenciais em 2020. A consulta realizada em setembro contou com a participação de 108 municípios do estado. O objetivo era retratar os desafios das gestões municipais e as ações educacionais realizadas durante a pandemia, assim como as medidas que estão sendo pensadas para a retomada das atividades presenciais e garantia do ano letivo.

De acordo com a pesquisa, 89 municípios ainda não possuem data definida para reabertura das escolas da rede municipal. Quase todos os gestores (98,1%) afirmaram que estão sendo oferecidas atividades pedagógicas não-presenciais aos estudantes, tanto da educação infantil quanto do ensino fundamental.

Do total de cidades que estão adotaram o ensino remoto, 105 (99,1%) têm distribuído materiais impressos, com estratégias diversificadas aliadas a outros tipos de atividades por meio de recursos digitais, como aulas gravadas, plataformas de ensino, televisão, rádio e aplicativos.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, ressaltou que desde o início da pandemia a entidade está orientando os prefeitos para o retorno seguro das aulas. “O retorno das atividades escolares é uma grande preocupação dos prefeitos e, por isso, o assunto vem sendo amplamente discutido com representantes das outras esferas de governo, entidades representativas de classes, especialistas e outras autoridades”, lembrou.

“A nossa posição sempre foi de que a retomada das atividades presenciais só deve ocorrer quando o poder público for capaz de oferecer segurança sanitária não só à comunidade escolar, mas também às famílias. O resultado da pesquisa só reforça a postura cautelosa dos gestores com a saúde da população”, avaliou.

O levantamento também revelou que a formação de docentes como ação fundamental para o alcance dos objetivos educacionais vem sendo realizada em 73,6% dos municípios entrevistados.

O aporte financeiro para as ações de caráter excepcional tem sido a principal preocupação dos atuais gestores, que afirmam que o mínimo de 25% dos recursos vinculados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) já está comprometido.

Além dos investimentos em ações emergenciais para continuidade das atividades pedagógicas não-presenciais e da alimentação dos alunos, o orçamento das prefeituras também precisa comportar a adequação e preparação das escolas de acordo com os protocolos sanitários.

Nos municípios pesquisados, apenas para aquisição de EPIs aos alunos, a projeção dos custos é de cerca de R$ 37,1 milhões, somente para as redes municipais, além de todos os demais custos relacionados à adaptação das escolas para atender aos protocolos para a retomada das aulas.

Planejamento

Os planos de contingência, elaborados de forma articulada entre as áreas da Educação e da Saúde para o retorno das aulas presenciais, são pré-requisitos necessários para que as atividades sejam retomadas de forma segura, sem que isso contribua para o aumento dos riscos de disseminação do novo coronavírus.

Em Mato Grosso, 79 municípios afirmaram já possuir um plano de retorno às aulas pronto ou em elaboração, e 76 já estabeleceram um comitê ou colegiado interdisciplinar para definição das ações conjuntas e de articulação no processo de elaboração dos planos.

Fonte: AMM

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Momento Cidades

Mato Grosso registra 141.764 casos e 3.817 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta terça-feira (27.10), 141.764 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 3.817 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 767 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 141.764 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 5.504 estão em isolamento domiciliar e 131.941 estão recuperados.

De acordo com a área técnica, houve uma correção no banco de dados que contabiliza os casos em isolamento domiciliar. O sistema ainda considerava casos que já passaram pelo prazo máximo de 20 dias de recuperação. Portanto, esses casos que já extrapolaram o prazo da recuperação passaram a ser contabilizados como recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 161 internações em UTIs públicas e 149 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 40,76% para UTIs adulto e em 17% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (28.587), Rondonópolis (10.504), Várzea Grande (9.949), Sinop (7.045), Sorriso (6.229), Lucas do Rio Verde (5.871), Tangará da Serra (5.664), Primavera do Leste (4.881), Cáceres (3.455) e Campo Novo do Parecis (2.879).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 114.339 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 957 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na última segunda (26), o Governo Federal confirmou o total de 5.409.854 casos da Covid-19 no Brasil e 157.397 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 5.394.128 casos da Covid-19 no Brasil e 157.134 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados de terça-feira (27).

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Boletim Informativo nº 233

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Fonte: AMM

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