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Rede Governança Brasil abre segunda turma de mentoria para prefeitos

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A Rede Governança Brasil (RGB) realizou na última segunda-feira (13) o primeiro encontro virtual da 2ª Turma de Mentoria para Prefeitos, formada por chefes do Poder Executivo e assessores de cinco cidades selecionadas: São José (SC), Camapuã (SC), Palmeirópolis (TO), Diamantina (MG) e Ouro Branco (MG). 
A sessão foi mediada pela coordenadora do Grupo Mentoria e vice-presidente do Conselho de Administração da RGB, Cristiane Nardes, que fez uma breve apresentação sobre a organização e destacou o principal propósito dessa iniciativa. “A mentoria de governança para os municípios visa orientar os gestores sobre os mecanismos de liderança, estratégia e controle para alcançar os objetivos organizacionais. A proposta é levar conhecimento de alta qualidade, especialmente em cidades que ainda carecem de um sistema de governança”, afirmou Nardes.
Na ocasião, o embaixador da RGB e ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, ministrou uma palestra sobre os conceitos e noções básicas de governança, enfatizando questões de riscos quando há falta de governança nos municípios brasileiros. “Qual o risco de a alta aprovação conquistada nas eleições transformar-se em manifestações  contra a má entrega de políticas essenciais para a população? Qual o risco de estourar um grande escândalo nos próximos quatro anos  e o governante  alegar que não sabia de nada?”, pontuou o embaixador da RGB. 
Os prefeitos e assessores fizeram questionamentos que foram esclarecidos pela equipe de mentores da RGB, que detalhou os próximos passos da turma e o plano de ação a ser desenvolvido para cada prefeitura. 
Participaram também do encontro o diretor de Assuntos Estratégicos da RGB, Douglas Avedikian, o presidente do IGCP, Marcelo Becker, e as coordenadoras do Comitê de Governança na Prática da RGB, Viviane Obadowiski e Luana Lourenço. A próxima sessão de mentoria será no dia 20 de setembro. 
Prefeitos: Ovino Coelo de Ávila –  São José(SC); Manoel Eugênio Nery  – Camapoã (MS); Bartolomeu Moura Júnior – Palmerópolis (TO); Juscelino Roque  –  Diamantina (MG) e Hélio Campos  – Ouro Branco (MG)
A mentoria é um processo de aceleração de carreira conduzido por um profissional mais experiente na área de atuação. Essa técnica de aprendizado está em ascensão no setor privado e vem também trazendo bons resultados no setor público, fomentando o desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais. O Grupo de Mentoria, formado por profissionais voluntários da RGB e do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance (IGCP), tem a missão de capacitar os gestores públicos em questões relativas à governança.
Os membros voluntários da RGB seguem o Guia do Programa de Mentoria para os municípios brasileiros, publicação inspirada na obra “Teoria U: como liderar na percepção e realização do futuro emergente”, de C. Otto Scharmer. A primeira turma teve início em agosto e segue com calendário de atividades até dezembro. Ao todo, quatro turmas serão lançadas até o final deste ano.

Fonte: AMM

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Sistema Único de Saúde: o que seria de todos nós sem ele?

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Davi Valle

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Em 5 de outubro de 1988, quando promulgada a Constituição Federal do Brasil, o artigo 196 já declarava que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Os artigos seguintes já prenunciavam aquilo que seria regulamentado dois anos depois: o Sistema Único de Saúde – SUS. 

Constitucionalmente, as ações e serviços públicos de saúde devem ser oferecidos à população através de uma rede integrada, regionalizada e hierarquizada, cofinanciada por todos os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). Além disso, esse sistema único de saúde tem como diretrizes a descentralização, o atendimento integral e a participação da comunidade. 

Quase dois anos depois da publicação da nossa Carta Magna é que tudo isso foi regulamentado, através da Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990, data considerada como o nascimento de fato do SUS, que hoje completa 31 anos de existência. 

Muito mais do que palavras registradas por políticos, o SUS partiu de um grande movimento popular, encabeçado por engajados profissionais e estudiosos da área da saúde, principalmente sanitaristas, que enxergaram a grande necessidade que as pessoas tinham de contar com serviços públicos e gratuitos na área da saúde e, mais do que isso, enxergaram que desses cuidados com os cidadãos dependia toda a seguridade do povo brasileiro, com impactos não só na saúde, mas na economia, na qualidade de vida, na longevidade e em tantos outros indicadores sociais. 

Antes de o SUS existir, o acesso à Saúde era um privilégio. Apenas quem contribuía para a Previdência Social podia contar com o sistema público, que era limitado à assistência médico-hospitalar. Naquela época, não existia toda essa gama de serviços que temos hoje, como as unidades básicas de saúde, cuidando da promoção da saúde e da prevenção de doenças; o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); os atendimentos ambulatoriais; as grandes campanhas de vacinação em massa, por exemplo. Àqueles que não contribuíam com a Previdência, o jeito era pagar por atendimento na rede particular. Se isso já é uma dificuldade para a esmagadora maioria dos brasileiros hoje, imagine há mais de 30 anos? Em último caso, para os que não conseguiam pagar por atendimento médico, a opção era contar com a caridade de ou as instituições filantrópicas.

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Voltando para os tempos atuais, podemos imaginar o que seria de nós, brasileiros, se não fosse o Sistema Único de Saúde para nos atender durante esta pandemia de covid-19, que enfrentamos desde o ano passado? É graças ao SUS que é possível criar os protocolos utilizados em todas as cidades, visando mitigar os impactos do coronavírus. É graças ao SUS que é possível disponibilizar testes nas unidades de saúde à população e, imediatamente, o médico pode prescrever o tratamento, orientar o paciente a ficar em isolamento e se cuidar. É graças ao SUS que a Vigilância em Saúde pode monitorar todos os casos e, com isso, apontar aos gestores o melhor caminho a ser seguido com medidas concretas de enfretamento à doença. É graças ao SUS que temos vacinas disponibilizadas no país, mediante rigoroso e criterioso controle de qualidade feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. É graças ao SUS que temos um exército de profissionais da saúde atuando na linha de frente do combate ao coronavírus, seja nas unidades de saúde, fazendo a testagem, o tratamento, cuidando dos enfermos; seja na maior campanha de vacinação da nossa história, que ficará para sempre marcada em nossas mentes e corações. 

Engana-se quem pensa que, por ter nascido em berço de ouro, nunca precisou ou nunca vai precisar do SUS. Agora mesmo estamos testemunhando isso. A vacina contra a covid-19 somente está disponível na rede pública e todos, absolutamente todos, necessitam recorrer ao SUS para ficar imunizado. Mas não é só agora que isso acontece. No cotidiano, o SUS permeia a vida de todos. A Vigilância Sanitária, que fiscaliza os produtores de alimentos que consumimos, os restaurantes, as farmácias, os hospitais públicos e privados, é do SUS. Quando nascemos, quando adoecemos, quando morremos, é a Vigilância em Saúde que faz todo o monitoramento e levantamento de dados. Quando sofremos um acidente e precisamos de doação de sangue, isso é possível graças aos bancos de sangue públicos. Quando recebemos informações sobre como prevenir contra as mais variadas doenças, esse conhecimento partiu de pesquisadores que trabalham para o SUS. Se no nosso bairro não temos casos de dengue, é graças aos agentes de endemias que fazem o trabalho de casa em casa. São inúmeras as formas com que o SUS impacta as vidas de todos nós. Sempre para o nosso bem e para o bem comum. 

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E neste dia tão especial, não poderia deixar de prestar a minha homenagem a todos aqueles que fazem parte desta grande rede, a todos aqueles que lutaram para que o SUS fosse possível, a todos aqueles que diariamente vestem a camisa da Saúde pública, gratuita e de qualidade. Sem sombra de dúvidas, depois da democracia, o SUS é a maior conquista que o povo brasileiro já logrou, pois sem saúde, não é possível que o trabalhador acorde de manhã para ir ao trabalho, buscar o pão de cada dia para sua família. Sem saúde, nada podemos fazer. 

Devemos todos reconhecer que, apesar de todos os problemas e desafios, é graças ao SUS que temos acesso à saúde. É dever de todos reconhecermos a importância dessa indispensável ferramenta de política pública e lutar para que esteja sempre em processo de aprimoramento e ampliação, levando cada vez mais qualidade de vida a todos que vivem em solo brasileiro. Viva o SUS!

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