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Abominável: Justiça Eleitoral permite que 350 candidatos condenados pelo TCU por roubaheira e/ou outros crimes sejam candidatos

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Ao menos 350 candidatos que já ocuparam cargos públicos e tiveram condenações pelo Tribunal de Contas da União (TCU) reprovando suas gestões nos últimos oito anos, prazo em que deveriam estar inelegíveis, estão na disputa das eleições brasileiras  deste ano.

Acredita-se que esse fato abominável, envergonha a Justiça Eleitoral do País diante do mundo.

 A  Associação de Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) levantou 11 mil nomes de gestores que tiveram as contas reprovadas e deveriam ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa se tentassem disputar a eleição deste ano.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dois desses ex-gestores já tiveram suas candidaturas deferidas. Procurado, o TCU informou que cabe à Justiça Eleitoral fazer o juízo sobre se cada candidato é inelegível por conta de condenações passadas.

Por isso, mesmo tendo as contas reprovadas e sem cumprir o prazo legal, alguns candidatos podem conseguir concorrer

 

 

Otavio Ventureli(de Brasília)

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Ministério Público de Mato Grosso pede à Justiça a prisão preventiva de dois PMs acusados de participar de chacina na qual morreram 6 pessoas

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O promotor Eduardo Antônio Ferreira Zaque, das Promotorias de Justiça de Cláudia, municipio de Mato Grosso, pediu a prisão preventiva dos policiais militares Fábio Fonseca Francoso e Jalles Souza Dutra, acusados de participar da chacina em uma fazenda no município de União do Sul, região norte de Mato Grosso. Também pediu busca e apreensão domiciliar na residência de Jalles.

A representação pela decretação da prisão preventiva foi feita pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) contra Fabio e Jalles, em razão da prática de pelo menos seis homicídios e ocultação de cadáver.

De acordo com o Ministério Público, no dia 19 de abril de 2020 o proprietário da Fazenda Promissão, Agenor Vicente Pelissa, registrou um boletim de ocorrência noticiando uma tentativa de roubo em sua propriedade.

Quando as equipes da Polícia Militar chegaram à propriedade rural encontraram três veículos e uma motocicleta que não pertenciam ao proprietário fazenda, além de documentos pessoais, aparelhos telefônicos, estojos e projeteis balísticos de diferentes calibres. Após diligências iniciais o caso foi encaminhado à Gerência de Combate ao Crime Organizado.

Conforme apurado, Agenor teria tomado conhecimento um dia antes, por intermédio de um de seus funcionários, que sua fazenda seria alvo de um roubo. O fazendeiro então teria negociado com o comandante do Núcleo do Município de Santa Carmen, Evandro dos Santos, para que protegesse sua propriedade e evitasse o roubo.

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No dia 18 de abril teria chegado à fazenda o grupo apontado como sendo o responsável pelo roubo da carga de soja, composto por composto por Nicolas Jordani Rodrigues, vulgo “Nick”, Leandro Paes de Barros, vulgo “seco”, Francisco Wanderson, vulgo “Nem” e Francisco Diego Costa Lima, vulgo “capivara”, contando ainda com a participação de dois funcionários da fazenda, Naldinho e Bill, e quatro caminhoneiros que foram contratados para realizar o frete da carga, iniciou a execução do crime.

O grupo, no entanto, foi surpreendido por diversos disparos de arma de fogo, sendo que somente Francisco Costa Lima, vulgo “capivara”, conseguiu sobreviver. Os demais foram executados e os corpos escondidos pelos investigados.

Com a realização da perícia, restou constatado que os materiais apreendidos no imóvel rural resultaram em confronto positivo com outros três casos de homicídios. Um destes foi o homicídio da criança Hugo Gabriel Mascarenha Padilha, de apenas 11 anos, que foi alvejada na cabeça com disparos de calibre .12, em sua residência.

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“Dos indícios existentes que apontavam a participação dos Policiais Militares Jalles e Fonseca nos crimes ocorridos na Fazenda Promissão, somando-se a conclusão do exame pericial balístico e a suspeita da participação deles na execução da vítima Hugo Gabriel, corrobora para indicar a presença deles no local dos fatos em apuração”, citou o promotor.

A autoridade policial então requereu a prisão preventiva de Fabio Fonseca e Jalles Dutra, representando também pela busca e apreensão domiciliar, em razão da participação em diversos crimes, entre eles: homicídio e ocultação de cadáveres. Ainda, postulou pela conversão da prisão temporária dos policiais militares Evandro dos Santos, João Paulo Marçal e Roberto Carlos Cesaro em prisão preventiva.

A justiça já havia considerado insuficientes as provas indicadas pela autoridade policial para embasar o pedido da prisão preventiva, para atestar indícios da autoria dos policiais, e por isso negou o pedido de prisão. Com a decisão da Justiça, João Paulo Marçal de Assunção, Evandro dos Santos e Roberto Carlos Cesaro, foram soltos no dia 24 de outubro.

O Juízo da Vara Única de Cláudia MT então encaminhou os autos para manifestação do Ministério Público, que pediu a prisão.

 

 

Otavio Ventureli(da redação com assessoria)

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