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Reconstituição da morte de Isabele no Alpaville em Cuiabá aponta 78 segundos para que a adolescente fosse brutalmente morta pela amiga

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Precisamente 78 segundos. Este foi o tempo que demorou para que Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, tivesse sua vida ceifada, no dia 12 de julho, após a sua amiga, de mesma idade, entrar no mesmo banheiro em que ela estava fumando um cigarro eletrônico e disparasse contra a sua cabeça.

Terminava naquele apertar de gatilho uma amizade de anos e mudava-se o futuro de duas famílias, envolvidas em uma história de repercussão nacional.

Nesta quarta-feira (02), a Polícia Civil finalizou o inquérito e o remeteu para o Poder Judiciário, que irá dar seguimento ao caso. Em entrevista coletiva, o delegado Wagner Bassi explicou a dinâmica dos fatos e contou, com base em laudos e provas técnicas, como tudo se deu no fatídico dia.

O inquérito mostra que o namorado da adolescente que atirou vai de Uber até a casa dos Cestari e deixa a arma sem munição. A pistola passa pela mão de várias pessoas, que inclusive apertaram o gatilho. A vítima então chega às 16h41 no local. No total, eram nove pessoas na residência, entre familiares e visitantes.

Entre 21h e 21h30, o namorado da adolescente que atirou resolveu ir embora da casa. Ele então insere o carregador na arma. “Pegou o carregador que estava na mochila e inseriu na pistola, sem que isto fosse visto pela responsável pelo disparo”, comenta o delegado Wagner Bassi.

As duas armas então são guardadas e fechadas dentro do case, que não tem cadeado, mas sim apenas uma trava.

Às 21h59, o namorado da atiradora deixa o condomínio de luxo. A adolescente então pega o case com as duas armas, em cima do sofá da sala e sobe a escada. A única que estava municiada (o que é diferente de carregada, quando está pronta para o disparo) era a que disparou.

O tempo de subida da escada é de 36 segundos, segundo a reconstituição. “Ela [adolescente] disse – em depoimento – que foi ao quarto do pai, o que não aconteceu. Ela vai direto até o quarto dela, pega o case e o abre”, explica o delegado. Depois, pega a arma, e vai para o banheiro, no quarto dela, onde estava Isabele, fumando cigarro eletrônico.

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As duas então ficam no banheiro durante 1 minuto e 18 segundos (78 segundos). Neste intervalo de tempo, acontece um disparo, como já revelado anteriormente, a curta distância. Neste meio tempo, desde que saiu do case, até que houvesse o disparo, a arma é carregada (há o movimento para que seja inserida a munição na câmara da pistola e a deixasse pronta para o tiro).

Às 22h01, a porta se abre e as câmeras, que funcionam por movimento, ligam. Sendo assim, é iniciada uma gritaria dentro da casa, o que mostra que o crime já ocorreu.

A investigação apenas constatou que a versão apresentada pela adolescente não é compatível com as provas e concluiu por ato infracional análogo a homicídio doloso, já que a adolescente, no mínimo, assumiu o risco ao não verificar se a pistola estava carregada e apontar para o rosto de Isabele.

Vale lembrar que a adolescente disse que o disparo ocorreu de forma acidental, após o case com as armas cair de sua mão e a pistola disparar enquanto ela a pegava. Porém, o exame de luminol feito nos objetos não mostra sangue na maleta onde estavam os armamentos.

Somente havia sangue nas roupas da adolescente que atirou e na arma do crime. Isabele, provavelmente, não sentiu nada e morreu na hora. Isso porque a região atingida faz com que o corpo praticamente ‘desligue’ e que a vítima caia já sem vida.

A perícia aponta que a adolescente de 14 anos, que realizou o disparo, posicionou-se na frente da vítima, elevou a arma a uma altura de 1,4 metro do chão, com alinhamento horizontal e a uma distância entre 20 e 30 centímetros do rosto de Isabele.

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O pai da atiradora, o empresário Marcelo Cestari, foi indiciado por quatro crimes, entre eles homicídio culposo, pois deixou a filhar pegar a arma que resultou na morte da amiga.

Chama atenção que as armas estavam a todo o tempo na mesa, o que gerou perplexidade das autoridades, já que havia visitas dentro da casa. Outro detalhe destacado é que não havia nenhum cofre para que o armamento fosse guardado. Sendo assim, os adolescentes tinham livre acesso às pistolas.

Marcelo Cestari será indiciado por posse ilegal de arma de fogo, pois o namorado da filha pediu para levar as armas para sua casa e ele confessa que autorizou.  Além disso, recebeu armas em casa que estavam em nome de terceiros. Pela legislação, isso é proibido.

Ele responderá por homicídio culposo (de um a três anos de pena) – por agir com imprudência e negligência ao permitir que a filha dele pegasse esta arma de fogo. A atitude dele, segundo as investigações, resultou na morte de Isabele.

Cestari também entregou a arma para adolescente, o que gera reclusão de três a seis anos. Por fim, entende-se que responderá também por fraude processual. Algumas condutas dele, na visão da Polícia, podem ter atrapalhado a investigação.

“Primeiro: quando o Samu chegou, havia armas e objetos que estavam em cima da mesa, ele mandou que a esposa guardasse. Não deveria ter mexido. Segundo: o disparo foi muito claro. Ele disse nas ligações várias vezes que não foi tiro. Isso também pode caracterizar fraude processual”, disse Bassi.

 

Otavio Ventureli(da redação com OD)

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Levantamento do INPE aponta que o número de queimadas no Pantanal entre janeiro e agosto de 2020 equivale ao que queimou em 5 anos

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O número de focos de incêndio registrado no Pantanal, entre janeiro e agosto deste ano, equivale a tudo o que queimou no bioma nos seis anos anteriores, de 2014 a 2019.

 O levantamento é feito a partir de informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).u

Os dados revelam que, entre janeiro e agosto, foram registrados pelos satélites do Inpe um total de 10.153 focos de incêndio no Pantanal, bioma que soma 150 mil quilômetros quadrados, localizados nos Estados do Mato Grosso (35%) e Mato Grosso do Sul (65%).

O número de focos supera os 10.048 pontos de queimadas contabilizados pelo Inpe entre 2014 e 2019. Se comparado com o ano passado, quando houve aumento das queimadas criminosas na Amazônia e no Pantanal, o número deste ano é três vezes superior aos 3.165 focos de incêndio verificados entre janeiro e agosto de 2019.

Em relação aos 603 focos confirmados em 2018, o cenário deste ano representa uma alta de 1.700%. Os dados de focos de incêndio do Inpe mostram que os focos deste ano são o maior volume já registrado pelo órgão em mais de 20 anos da série histórica disponível, desde 1999.

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Questionado sobre o volume de incêndios, Salles declarou que “o Ministério do Meio Ambiente está atuando com centenas de brigadistas, dezenas de viaturas, dois helicópteros e cinco aviões de combate a incêndios”.

Ao todo, há hoje cerca de 80 viaturas e 600 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) em atuação na região, além das dez aeronaves mencionadas.

Em Mato Grosso, uma das críticas que se faz ao Governo estadual é que, há cerca de dois anos, estão proibidas as ações de manejo preventivo de fogo.

Trata-se de uma estratégia onde agentes queimam material da floresta já tombado, durante os períodos de chuva, para eliminar o volume excessivo que se torna combustível durante os meses de seca.

 

 

Otavio Ventureli(da redação com ascom)

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