Momento Destaque

Dados do IBGE divulgados nesta sexta apontam que taxa de desemprego no País já atingiu 14,6% na maior série histórica da pesquisa iniciada em 2012

Publicados

em

A taxa de desemprego atingiu 14,6% no terceiro trimestre do ano ante 13,3% no segundo trimestre, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 27.

Essa é a maior taxa registrada na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, e indica que o País tem 14,1 milhões de pessoas sem trabalho – de um trimestre para o outro mais 1,3 milhão de brasileiros ficaram desempregados.

O desemprego subiu em dez estados e ficou estável nos demais. As maiores taxas foram registradas na Bahia (20,7%), em Sergipe (20,3%) e em Alagoas (20,0%). A menor foi registrada em Santa Catarina (6,6%). O desemprego atingiu o recorde de 17,9% no Nordeste, a maior taxa entre as regiões. O Sul teve a menor: 9,4%.

O contingente de ocupados caiu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, totalizando 82,5 milhões de pessoas, o menor patamar da série. Com isso, o nível de ocupação foi de 47,1%, também o menor da série. Desde o trimestre encerrado em maio, o nível de ocupação está abaixo de 50%, o que aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no País.

Leia Também:  Veja o que se sabe até agora sobre a queda do avião que matou quatro jogadores do Palmas e seu Presidente neste domingo na capital do TO

Segundo  analistas todas as categorias tiveram perda no total de ocupação, sendo que o número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% no terceiro trimestre frente ao anterior, com perda de 788 mil postos e totalizando 29,4 milhões de empregados com carteira assinada no País.

A taxa de informalidade foi de 38,4% no trimestre encerrado em setembro, o que equivale a 31,6 milhões de pessoas sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, esse porcentual foi 36,9%.

 

Otavio Ventureli(da redação em Brasilia)

Momento Destaque

Presidente apela aos caminhoneiros para que não entrem em greve na segunda-feira(1º) e que estuda alternativas para diminuir impostos

Publicados

em

O presidente Jair Bolsonaro apelou aos caminhoneiros para que não levem adiante a greve do setor, marcada inicialmente para a próxima segunda-feira(1º), e afirmou que o governo estuda alternativas para reduzir o Pis/Cofins para reduzir o preço do diesel, mas que a solução não é fácil.

“Estamos buscando alternativas, reconhecemos o valor do caminheiro para economia do Brasil, apelamos para eles que não façam greve porque todos nós vamos perder, sem exceção. Agora a solução não é fácil”, disse ao sair de uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Bolsonaro confirmou que o governo estuda alternativas para reduzir o impacto do PIS/Cofins no diesel, mas que cada centavo de redução representa 800 milhões de reais que precisam ser encontrados em outro lugar.

Leia Também:  Vacina Cuiabá já atendeu quase quatro mil profissionais da Saúde

Para cada centavo no preço do diesel, que por ventura nós queremos diminuir, no caso Pis/Cofins, equivale a buscarmos em algum outro local 800 milhões de reais. Então, não é uma conta fácil de ser feita”, disse. Ao ser questionado quando o governo teria uma resposta, acrescentou: “Não dá para dizer porque você olha o impacto, multiplica 33 centavos por 800 milhões, dá 26 bilhões mais ou menos, é um volume bastante grande.”

Além do aumento do diesel, os caminhoneiros reclamam do baixo valor da tabela de pisos do frete, que teve um reajuste de cerca de 2,5%. A tabela foi criada no governo de Michel Temer, em 2018, quando uma greve de caminhoneiros parou o país por 10 dias e foi responsável, segundo o governo, por um PIB 1,2 ponto percentual menor do que deveria ter sido.

“Apelo para eles que não façam isso que todos nós vamos perder, você vai causar um transtorno na questão da economia, que estamos vivendo uma época de pandemia, olha o que nós passamos no ano passado, estamos passando ainda”, disse.

Leia Também:  Bafão: Fisioterapeuta de 42 anos é preso após desentendimento no "motel estrela" e se negar a pagar mil reais a uma mulher de programa

“Eu apelo a todo o chefe de governo, de Estado, de município, que não vão para o lockdown que também atrapalha. E o Brasil não tem para onde correr mais, nossa dívida interna está na casa dos 5 trilhões, a nossa capacidade de endividamento tem um limite e temos que botar a economia para funcionar.”

Bolsonaro voltou a desafiar os governadores a baixar também o ICMS do diesel, como fez em 2019. Apesar de falar do alto impacto da redução do Pis/Cofins, disse que o governo estaria disposto “a ir para o sacrifício”, mas esperaria também uma redução do ICMS, que é cobrado pelos Estados.

“O diesel, o preço realmente nas refinarias, o preço está razoável, tem variado muito pouco, mas até ele sair da refinaria e chegar na bomba de combustível, ele tem ICMS, imposto que é o mais caro em termos de combustível no Brasil, e tem também a margem de lucro, tem transportadora, tem muito monopólio no meio disso”, afirmou ainda.

 

 

Otavio Ventureli(da redação Brasilia)

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA