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    Educação em transformação: Igor Cunha detalha plano estratégico para a volta às aulas e projeta novo patamar para a rede municipal de Várzea Grande

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    Com aulas marcadas para começar em 2 de fevereiro, a Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande entra em 2026 apostando em planejamento, investimentos estruturais, valorização dos profissionais e inovação pedagógica para promover uma virada histórica no ensino público.

    Em entrevista ao Espaço Aberto com o apresentador Zico Zortea, o secretário Igor Cunha fez um balanço dos primeiros meses de gestão, apresentou as principais ações em andamento e traçou metas ambiciosas para elevar a qualidade da educação no município.

     

    À frente de uma das pastas mais sensíveis da administração pública, Cunha afirma ter assumido o desafio com senso de missão e compromisso social. “Eu sabia que encontraria resistência, porque venho da iniciativa privada e cheguei como o terceiro secretário em um único ano. Mas entrei com propósito, planejamento e a certeza de que é possível fazer diferente”, afirmou.

     

    Da superação pessoal à gestão pública

     

    Durante a entrevista, Igor Cunha compartilhou sua trajetória pessoal, marcada por desafios e superação. Ex-atleta das categorias de base do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, ele deixou Várzea Grande ainda adolescente para seguir o sonho no futebol. A interrupção da carreira esportiva o levou a investir na formação acadêmica e profissional, com graduação em Administração, Direito, pós-graduações e mestrado, além de ampla experiência em gestão no setor privado e no Sistema S.

     

    “A minha mãe, professora, sempre me dizia que o conhecimento é a única coisa que ninguém pode tirar de você. Isso me marcou profundamente. Hoje, voltar a Várzea Grande para contribuir com a educação é, de certa forma, cumprir um ciclo”, destacou.

     

    Diagnóstico in loco e foco na estrutura

     

    Nos primeiros cinco meses à frente da secretaria, Cunha adotou uma estratégia pouco convencional: visitar pessoalmente 28 escolas da rede municipal, ouvindo diretores, professores e equipes técnicas. “No setor privado a gente diz: conheça o chão de fábrica. Eu fui conhecer a realidade das escolas. Era preciso entender as dores, as carências e as urgências”, explicou.

     

    Entre os principais problemas identificados estavam a precariedade da infraestrutura, especialmente a climatização das salas, além da defasagem tecnológica e da ausência de planejamento para manutenção predial. Como resposta, a secretaria iniciou o processo de aquisição e instalação de 615 aparelhos de ar-condicionado. “Como é que eu vou falar em qualidade de ensino sem oferecer conforto? Educação exige estrutura”, pontuou.

     

    Valorização profissional e recomposição salarial histórica

     

    Outro eixo central da gestão tem sido a valorização dos profissionais da educação. Em dezembro, a Câmara Municipal aprovou a recomposição salarial de 30,90% para professores e técnicos da rede, uma reivindicação histórica da categoria.

     

    “Esse aumento estava há mais de dez anos sendo pleiteado. Conseguimos avançar graças ao diálogo com os vereadores e ao apoio da prefeita Flávia Moretti. Valorização não é discurso, é ação concreta”, afirmou Cunha.

    Segundo ele, o impacto positivo vai além da folha de pagamento: “Esse recurso volta para a economia da cidade, movimenta o comércio e fortalece toda a cadeia”.

     

    Além disso, a gestão promoveu dois processos seletivos em apenas cinco meses, renovando cerca de 40% das direções escolares e reforçando o quadro técnico e docente.

     

    Tecnologia e inovação pedagógica

     

    A transformação digital da rede municipal é outro pilar estratégico. Todos os diretores passarão a contar com notebooks, enquanto as escolas receberão lousas interativas, laboratórios móveis com Chromebooks e sistemas integrados de gestão escolar.

     

    “A tecnologia não é um luxo, é uma necessidade. Inteligência artificial não é só o ChatGPT. Está no reconhecimento facial, nos sistemas inteligentes, nas plataformas de aprendizagem. Precisamos preparar nossas crianças para esse mundo”, defendeu.

     

    O secretário também anunciou a adoção de uma metodologia de ensino inspirada no modelo da rede particular, com implantação de um sistema pedagógico unificado do 1º ao 9º ano.

    “Queremos garantir que nossas crianças estejam plenamente alfabetizadas até os sete anos. Hoje, encontramos alunos de nove anos com dificuldades graves de leitura e interpretação. Isso precisa mudar”, enfatizou.

     

    Expansão da rede e novas obras

     

    Atualmente, a rede municipal de Várzea Grande conta com 99 unidades escolares, entre escolas e creches, atendendo 33.625 alunos com o suporte de 4.365 servidores. Para reduzir a fila de espera, sobretudo na educação infantil, a secretaria destravou 16 obras paralisadas e projeta entregar, em 2026, quatro novas creches, duas escolas e a ampliação de três unidades.

     

    “Cada nova creche atenderá 220 crianças de 0 a 3 anos. Nosso objetivo é reduzir drasticamente a demanda reprimida e garantir acesso à educação desde a primeira infância”, explicou.

     

    A política de inclusão também ganhou destaque. A secretaria está estruturando um núcleo específico para atendimento de estudantes neurodivergentes, ampliando parcerias com instituições especializadas e investindo na capacitação de profissionais.

     

    “Precisamos oferecer infraestrutura, material didático adequado e profissionais preparados para que essas crianças sejam, de fato, incluídas. Educação é também justiça social”, afirmou.

     

    No transporte escolar, a prioridade é a renovação da frota com veículos climatizados e mais seguros. Um novo processo licitatório será aberto para garantir qualidade e conforto aos estudantes.

     

    Para 2026, a principal meta é elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para 6,0, patamar considerado de excelência. Segundo Cunha, o caminho passa pela base: alfabetização sólida, formação continuada dos professores, inovação metodológica e uso intensivo de tecnologia.

     

    “Não existe solução mágica. Educação é construção diária. Mas eu acredito que, nos próximos três anos, Várzea Grande vai se tornar referência estadual e nacional em educação pública”, projetou.

     

    Ao encerrar a entrevista, o secretário reforçou o compromisso com a transformação social por meio do ensino. “O conhecimento é a maior ferramenta de transformação de vidas. Se conseguirmos despertar sonhos nessas crianças, já teremos cumprido nossa maior missão.”

     

    Com planejamento, investimentos e uma gestão focada em resultados, a Secretaria de Educação de Várzea Grande aposta em 2026 como um ano decisivo para consolidar uma nova realidade educacional no município.

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