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    “Essa é uma vitória do Estado de Mato Grosso”, afirma Mauro Mendes sobre saída de empresas da moratória da soja

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    O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou nesta segunda-feira (5) que recebeu um comunicado oficial da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) informando a saída das empresas associadas do chamado pacto da moratória da soja. A entidade reúne grandes tradings compradoras de soja e milho no Brasil.

    Segundo o governador, a decisão representa um marco importante para o estado, que há anos questiona regras consideradas mais rígidas do que aquelas previstas na legislação ambiental brasileira. Com a mudança, as exigências ambientais passam a seguir exclusivamente o que determina o Código Florestal.

    “Recebi, nesse momento, um comunicado oficial da Abiove informando que essas empresas estão deixando o pacto da moratória da soja. Ou seja, a partir de agora, deverão cumprir a legislação ambiental do nosso país, como qualquer brasileiro”, declarou Mauro Mendes.

    De acordo com o governador, o Código Florestal Brasileiro será a principal baliza para as exigências ambientais feitas às empresas que atuam no setor. Ele destacou que a moratória impunha regras adicionais que, na avaliação do governo estadual, vinham causando prejuízos aos produtores rurais mato-grossenses.

    “Essa é uma vitória, uma conquista do Estado de Mato Grosso, porque nós tínhamos exigências muito acima daquilo que estabelece a lei brasileira, trazendo prejuízos aos nossos produtores”, afirmou.

    Mauro Mendes ressaltou ainda que o encerramento do pacto é resultado de uma longa articulação institucional e agradeceu aos atores envolvidos no processo.

    “Chegamos ao final de uma longa trajetória. Agradeço à Assembleia Legislativa e a todos que colaboraram para que, agora, no início de 2026, esse problema fosse devidamente equacionado e resolvido”, disse.

    O governador reforçou que o fim da moratória não significa flexibilização ambiental, mas sim o cumprimento rigoroso da legislação vigente.

    “Vamos cobrar a legalidade e o respeito ao meio ambiente, tendo como parâmetro a lei ambiental brasileira. Ela já é muito rigorosa. Não aceitaremos nenhum milímetro a mais, mas também não podemos negligenciar aquilo que a lei determina”, concluiu.

    A moratória da soja foi criada para restringir a compra do grão produzido em áreas desmatadas após determinado período na Amazônia Legal. O tema sempre gerou debates entre produtores rurais, setor ambiental e autoridades públicas, especialmente em estados com forte vocação agrícola, como Mato Grosso.

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