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Forças Armadas estão na região leste de MT levando antendimento médico e insumos a diversos grupos de índios xavantes

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Uma operação militar é realizada para levar atendimento médico e insumos para diversos grupos xavantes, que habitam na região leste em Mato Grosso, como medida de combate à Covid-19.

De acordo com o Ministério da Defesa, nesta semana teve início a primeira fase da “Missão Xavante”, uma ação interministerial realizada em conjunto com o Ministério da Saúde.

No Estado, a infecção já casou a morte de pelo menos 52 indígenas. Destes, 31 xavantes. No Brasil, já são mais de 14,2 mil índios infectados de diferentes povos e 588 óbitos. As operações se estenderão até o dia 16, com atendimentos a outros povos e a outras aldeias da região.

Nesta primeira etapa, que vai até 02 de agosto, a estimativa é atender cerca de nove mil indígenas da etnia Xavante, que vivem nas aldeias localizadas no entorno dos polos bases de São Marcos e Campinápolis. Os polos fazem parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xavante, situado em Barra do Garças. Para isso, estão sendo deslocados para a região 24 profissionais de saúde das Forças Armadas.

Os profissionais são oriundos de Hospitais e Organizações Militares de Curitiba (PR), do Rio de janeiro (RJ) e de Brasília (DF). “São médicos clínicos gerais, ginecologistas obstetras, infectologista, pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que reforçam  o atendimento médico local realizado pelas equipes multidisciplinares de saúde indígena do Dsei Xavante”, informou por meio da assessoria de imprensa.

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Também, serão transportadas cerca de três toneladas de insumos de saúde. “Na carga, medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPI) e testes para Covid-19 enviados pelo Ministério da Saúde, para abastecer a primeira fase da missão e os polos bases do distrito”, destacou.

Conforme o Ministério da Defesa, o atendimento médico especializado prestado na ação evita o deslocamento dos indígenas para os grandes centros nessa época de pandemia. Além disso, a realização dos testes rápidos para Covid-19 ajudará no diagnóstico da infecção causada pelo novo coronavírus nas terras indígenas (TI).

Os indígenas receberão tratamento para os sintomas leves da doença e orientação sobre isolamento social e uso de EPI para o enfrentamento da pandemia.

Para o secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, general de Exército Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, trata-se de uma operação na qual não há possibilidade de erro. “Vamos levar o melhor apoio de saúde para as comunidades indígenas. Para isso, trabalhamos juntos: nós, Forças Armadas, a Secretaria Especial de Saúde Indígena e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), sempre com uma preocupação grande com a revisão sanitária, para que possamos entrar saudáveis e com tranquilidade nas terras indígenas e fazer, assim, o melhor para essa população que carece de ajuda nesse momento de pandemia”, disse.

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A base da operação  é em Aragarças (GO), cidade goiana que faz divisa com o municipio de Barra do Garças, em Mato Grosso, onde está situado o 58º Batalhão de Infantaria Motorizado. De lá, graças ao apoio aéreo de dois helicópteros do Exército brasileiro, os profissionais de saúde irão deslocar-se, diariamente, para os locais pré-estabelecidos pela coordenação da missão, conforme as necessidades demandadas na região e acordadas com as lideranças indígenas locais.

O Ministério da Defesa informou, ainda por meio da assessoria, que a segurança das populações indígenas é condicionante básica para a missão. Dessa forma, todos os integrantes da missão devem apresentar o exame molecular de RT-PCR negativo, sendo que, a partir do momento da coleta, os mesmos passam a ficar em quarentena. Pelo cronograma, as próximas etapas estão previstas para acontecer de 3 a 9 de agosto, na área do polo base Sangradouro, e de 10 a 16 de agosto, no polo base Marãiwatséde do Dsei Xavante.

 

Otavio Ventureli(de Brasilia)

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Barbárie: Grupo de milicianos assassinos conhecido por “Trem-Bala” promove banho de sangue em chacina mata cinco e deixa 12 feridos

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Cinco pessoas foram mortas e outras doze ficaram feridas em uma chacina ocorrida no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. Na foto, um dos ingrantes do grupo, preso.

O crime aconteceu por volta das 23h30 deste domingo (9), e as mortes ocorreram em dois locais diferentes na cidade.

Entre os mortos na chacina, estão três homens e duas mulheres. Os primeiros assassinatos ocorreram na Praça Rurópolis, em um local que vende espetinhos e pastéis.

De acordo com a Polícia Civil, homens armados chegaram em dois carros e começaram a disparar tiros.

“Foram dois carros, segundo populares, um branco e um cinza. Desceram e disseram logo assim na praça onde havia um pessoal comendo pastel e espetinho: ‘Ninguém corre’. Só que o pessoal correu e foram diversos tiros. Nesse local, foram atingidas 12 pessoas e mais três morreram. Dois morreram no local e uma senhora foi socorrida para a UPA [Unidade de Pronto-Atendimento] municipal e veio a óbito na UPA”, disse o delegado Joaquim Braga.

Em seguida, mais dois homens foram assassinados em outro local de Ipojuca, homicídios cometidos pelo mesmo grupo criminoso, segundo o delegado que registrou o caso.

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“Não satisfeitos, os bandidos foram descendo pela rodovia PE-60 e, quando chegaram na lombada eletrônica na entrada de Ipojuca, subiram em um imóvel com primeiro andar e executaram outras duas pessoas. Alguém deve ter passado um informe para eles, que foram lá e executaram”, afirmou.

Os feridos foram levados para quatro unidades de saúde: Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, também no Grande Recife; Unidade Mista Santo Cristo Ipojuca; Hospital da Restauração, na área central da capital pernambucana; e a UPA de Ipojuca.

Uma das vítimas, de idade não divulgada, ficou gravemente ferida, segundo o delegado. Identificado pela polícia como Gilson Lima, ele foi levado para o Hospital Dom Helder Câmara. Após passar por cirurgia, tem quadro clínico estável, sem previsão de alta, segundo a assessoria de comunicação da unidade de saúde.

A motivação da chacina não foi informada pela Polícia Civil, mas uma linha de investigação em curso é a disputa pelo comando do tráfico de drogas na região, de acordo com Joaquim Braga.

“O pessoal fala muito desse grupo [criminoso] Trem-Bala. Eu tenho, para mim, que talvez eles estejam querendo nos desafiar. Aterrorizam tanto o Cabo [de Santo Agostinho] quanto Ipojuca. A polícia tem trabalhado, empreendido um trabalho grande no sentido de prender esse pessoal. Tudo roda no tráfico de drogas”, explicou o delegado.

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A Polícia Civil apura quantos criminosos participaram da chacina. “Pela quantidade de tiros, não acho que tinham menos de quatro pessoas em cada carro. Tinha um cartucho de [espingarda] 12 e 9 milímetros e de pistola 380. Tiro no rosto da pessoa, na nuca, dilacerando. Realmente, foi uma barbaridade. Vamos trabalhar para ver se a gente coloca esses elementos na cadeia para que as pessoas possam ter paz”, contou.

Os criminosos conseguiram fugir, e ninguém foi preso até a última atualização desta reportagem.

“Houve uma perseguição por parte dos policiais militares na PE-42, estrada que vai no sentido de Escada [cidade da Zona da Mata]. Eles [os bandidos] chegaram a derrapar e perderam velocidade, mas não conseguimos prender. Tem câmeras nos locais [dos assassinatos], e isso vai nos ajudar a identificar os possíveis autores”, declarou o delegado.

Otavio Ventureli(G1 PE)

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