Momento Destaque

Funai prorroga por 6 meses proteção legal da terra dos piripkura

Publicados

em

Pakyî e Tamandua, os dois únicos habitantes conhecidos que vivem na terra indígena Piripkura, tiveram um respiro. A portaria de restrição de uso da terra em Mato Grosso, na qual eles vivem isolados, venceria neste sábado (18), e o temor era de que a Funai (Fundação Nacional do Índio) não a prorrogasse.

Porém, a fundação manteve a proteção legal por mais seis meses. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (17).

Na resolução, o órgão informa que a decisão visa a “dar continuidade aos trabalhos de localização, monitoramento e proteção territorial e física do povo indígena piripkura”. Assim, torna restritos o ingresso, a locomoção e a permanência de pessoas estranhas aos quadros da Funai na área de 242.500 hectares, localizada entre os munícipios de Colniza e Rondolândia.

Um dos indícios de que a portaria não seria renovada foi a escolha do governo federal justamente pela região que abrange o território indígena para lançar, em dezembro de 2020, o primeiro de uma série de “mapas de ouro”, conforme mostrou reportagem publicada pela Folha de S.Paulo e realizada pelo projeto Infoamazonia.

Leia Também:  Servidores participam de oficina sobre elaboração de emendas ao PPA e LOA

As Cartas de Anomalia, elaboradas pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil), apontam os locais onde há mais chances de encontrar metais preciosos em todo o norte de Mato Grosso –incluindo a área dos piripkura.

Depois disso, a Cooperativa dos Mineradores do Vale do Guaporé, criada em 2020 com o objetivo se tornar a maior produtora de minério do Brasil em um curto prazo, solicitou à ANM (Agência Nacional de Mineração) uma área duas vezes maior que a própria terra indígena para explorar ouro, diamante, manganês e estanho.

Ao todo, foram requeridos 575 mil hectares em 65 pedidos de mineração – 63 deles iniciados depois que o estudo da CPRM se tornou público. Se aprovados, esses pontos de garimpo poderiam representar o fim dos piripkura, alertaram especialistas às vésperas do vencimento da proteção legal.

Foram registrados ainda 55 pedidos de exploração sobrepostos ao território dos piripkura, que constam como inativos no banco de dados da ANM. A mineração dentro de terras indígenas não é permitida no Brasil.

Leia Também:  Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso completa 110 anos em momento histórico para Mato Grosso

Os piripkura são sobreviventes de um processo de extermínio que começou na década de 1970, quando latifundiários se instalaram na região, com o apoio do governo de Mato Grosso, e desmataram áreas gigantescas.

Momento Destaque

Exposição apresenta esqueletos de animais para explicar bioma do Pantanal

Publicados

em

 

Jacaré, anta, quati, tuiuiú, capivara e até uma sucuri de dois metros de comprimento integram a exposição “O Pantanal através dos esqueletos”, aberta ao público no Museu de História Natural de Mato Grosso. A proposta é apresentar para os visitantes um olhar diferente do Pantanal, sob a perspectiva do sistema esquelético de alguns dos animais que habitam o bioma e mostrar como é a interação desses bichos com o ambiente.

Os esqueletos integram acervo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e foram reconstituídos em tamanho real para a exposição, realizada em parceria com o Laboratório de Anatomia Animal Comparada da UFMT.

“A exposição tem como objetivo apresentar aos visitantes a anatomia animal de forma simples e interativa, possibilitando a observação dos ossos para demonstrar a relação destes com os hábitos e habilidades de cada animal. Entre os esqueletos exibidos estão a sucuri, a anta, maior mamífero terrestre do Brasil, e o tuiuiú, ave símbolo do Pantanal”, destaca a curadora do Museu, Vitória Ramirez Zanquetta.

Visita Virtual 360°

Outra novidade do Museu de História Natural é a possibilidade de fazer a visita virtual em 360°, que apresenta uma perspectiva geral sobre a instituição e mostra o acervo da exposição permanente.

Leia Também:  Prazo para inscrição no edital MT Preservar é prorrogado até sexta (15)

Vitória Ramirez Zanquetta, curadora do Museu,  explica que a visita virtual é uma aliada na divulgação do espaço cultural, ampliando o acesso ao público e possibilitando também que instituições de ensino tenham acesso às informações de forma remota para trabalhar diferentes temas com os estudantes.

“Através de exposições e ações educativas, o Museu promove o conhecimento arqueológico, paleontológico e etnológico para a população mato-grossense, estudantes, professores e pesquisadores. E as ferramentas para acesso remoto têm se tornado cada vez mais importantes, especialmente pela pandemia. A ideia é que essa plataforma seja alimentada com cada vez mais conteúdos sobre o acervo, além de mídias que proporcionem maior acessibilidade, como áudio descrições e vídeos em libras”.

O tour virtual está disponível no site do Museu.

Serviço

O Museu de História Natural Casa Dom Aquino é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), em funcionamento sob gestão compartilhada com o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss).

Endereço: Avenida Beira Rio, nº 2000, bairro Jardim Europa, Cuiabá-MT

Leia Também:  Polícia Militar prende quadrilha que planejava roubo à carga de grãos

Visitação: de quarta a domingo, das 8h às 18h

Entrada: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Área verde e parquinho: gratuito.

Telefones para contato: (65) 3634-4858 Site: http://museuhistorianaturalmt.com.br/

Fonte: GOV MT

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA