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Luto na TV brasileira: Após cirurgia morre aos 45 anos no Rio vítima do coronavírus o apresentador do Sport TV Rodrigo Rodrigues

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A televisão brasileira está de luto. Aos 45 anos, morreu nesta terça-feira(28) o apresentador Rodrigo Rodrigues(foto), vítima de trombose venosa cerebral decorrente da Covid-19.

O jornalista estava internado por complicações do novo coronavírus desde o último sábado na unidade de terapia intensiva do Hospital da Unimed, no Rio de Janeiro.

Com o bom humor característico e a competência indiscutível, Rodrigo Rodrigues deixou sua marca por onde passou.  O apresentador conquistou a confiança de todos, e diversos colegas logo se tornaram amigos também fora do ambiente de trabalho.

A morte de Rodrigo abre uma ferida que vai muito além do profissional insubstituível. Dentro e fora da TV dezenas de pessoas sentem a perda de um amigo. E a família chora a partida de um parente que conquistou uma legião de admiradores.

Rodrigo Rodrigues apresentou o Troca de Passes pela última vez no dia 9 de julho, quando relatou que um amigo com quem tivera contato recente testou positivo. No dia 13, o apresentador fez o exame, que também diagnosticou a Covid-19. Desde então, cumpriu o isolamento em casa, com acompanhamento de uma equipe médica.

De acordo com o boletim médico do hospital, foi diagnosticada uma trombose venosa cerebral, e o apresentador passou por uma cirurgia na noite de domingo(26) para aliviar a pressão intracraniana. Nesta terça(28), porém, ele não resistiu e teve morte encefálica confirmada.

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Rodrigo Rodrigues foi um dos grandes nomes da televisão brasileira nas últimas décadas. Iniciou a carreira em 1995, na Rede Vida, embora só fosse ingressar na faculdade de Jornalismo dois anos mais tarde. Em 2001, aceitou um convite da TV Cultura para integrar a equipe do programa “Vitrine”, apresentado por Marcelo Tas. Rodrigo ficou por lá até meados de 2003 e, na sequência, teve passagem curta como repórter no SBT.

Já em 2005, mudou-se para a TV Bandeirantes e, em seguida, retornou para a TV Cultura, desta vez para ancorar o “Cultura-Meio Dia” ao lado de Maria Júlia Coutinho. Ele permaneceu na função até 2010.

Em janeiro de 2011, Rodrigo ingressou na área de onde não sairia mais: o esporte. Assumiu a função de apresentador do “Bate-Bola”, da ESPN Brasil. Ganhou espaço e admiração graças à forma leve e descontraída de transmitir informação aos telespectadores. Entre idas e vindas, passou também pela TV Gazeta, pelo Esporte Interativo e pela Rádio Globo antes de ser contratado pela Globo no início de 2019.

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Com carreira consolidada, Rodrigo Rodrigues chegou à equipe de esporte da Globo como reforço de peso. Começou com aparições em diferentes programas do SporTV e apresentou em algumas oportunidades o Globo Esporte de São Paulo. Em agosto, como mais um reconhecimento de sua competência, tornou-se âncora fixo do Troca de Passes.

Dentro e fora da televisão, Rodrigo Rodrigues tinha outra paixão que carregava desde a infância: a música. Em participação no “Domingão do Faustão” em março de 2020, ele contou que o interesse pelas artes começou cedo, com o desenho. Na sequência, veio o violão.

Em 2008, Rodrigo montou a banda “The Soundtrackers”, especializada em tocar trilhas de grandes sucessos do cinema. Guitarrista do grupo, ele dividia seu tempo entre o jornalismo e a música. Também encontrava espaço na agenda para escrever livros relacionados ao ambiente musical, como “As Aventuras da Blitz” e “Almanaque da Música Pop no Cinema”.

Na tela ou no palco, Rodrigo Rodrigues desempenhou suas funções com o brilhantismo de um dos gigantes da comunicação brasileira no século 21.

Otavio Ventureli(com ascom)

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Cinco pessoas foram mortas e outras doze ficaram feridas em uma chacina ocorrida no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. Na foto, um dos ingrantes do grupo, preso.

O crime aconteceu por volta das 23h30 deste domingo (9), e as mortes ocorreram em dois locais diferentes na cidade.

Entre os mortos na chacina, estão três homens e duas mulheres. Os primeiros assassinatos ocorreram na Praça Rurópolis, em um local que vende espetinhos e pastéis.

De acordo com a Polícia Civil, homens armados chegaram em dois carros e começaram a disparar tiros.

“Foram dois carros, segundo populares, um branco e um cinza. Desceram e disseram logo assim na praça onde havia um pessoal comendo pastel e espetinho: ‘Ninguém corre’. Só que o pessoal correu e foram diversos tiros. Nesse local, foram atingidas 12 pessoas e mais três morreram. Dois morreram no local e uma senhora foi socorrida para a UPA [Unidade de Pronto-Atendimento] municipal e veio a óbito na UPA”, disse o delegado Joaquim Braga.

Em seguida, mais dois homens foram assassinados em outro local de Ipojuca, homicídios cometidos pelo mesmo grupo criminoso, segundo o delegado que registrou o caso.

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“Não satisfeitos, os bandidos foram descendo pela rodovia PE-60 e, quando chegaram na lombada eletrônica na entrada de Ipojuca, subiram em um imóvel com primeiro andar e executaram outras duas pessoas. Alguém deve ter passado um informe para eles, que foram lá e executaram”, afirmou.

Os feridos foram levados para quatro unidades de saúde: Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, também no Grande Recife; Unidade Mista Santo Cristo Ipojuca; Hospital da Restauração, na área central da capital pernambucana; e a UPA de Ipojuca.

Uma das vítimas, de idade não divulgada, ficou gravemente ferida, segundo o delegado. Identificado pela polícia como Gilson Lima, ele foi levado para o Hospital Dom Helder Câmara. Após passar por cirurgia, tem quadro clínico estável, sem previsão de alta, segundo a assessoria de comunicação da unidade de saúde.

A motivação da chacina não foi informada pela Polícia Civil, mas uma linha de investigação em curso é a disputa pelo comando do tráfico de drogas na região, de acordo com Joaquim Braga.

“O pessoal fala muito desse grupo [criminoso] Trem-Bala. Eu tenho, para mim, que talvez eles estejam querendo nos desafiar. Aterrorizam tanto o Cabo [de Santo Agostinho] quanto Ipojuca. A polícia tem trabalhado, empreendido um trabalho grande no sentido de prender esse pessoal. Tudo roda no tráfico de drogas”, explicou o delegado.

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A Polícia Civil apura quantos criminosos participaram da chacina. “Pela quantidade de tiros, não acho que tinham menos de quatro pessoas em cada carro. Tinha um cartucho de [espingarda] 12 e 9 milímetros e de pistola 380. Tiro no rosto da pessoa, na nuca, dilacerando. Realmente, foi uma barbaridade. Vamos trabalhar para ver se a gente coloca esses elementos na cadeia para que as pessoas possam ter paz”, contou.

Os criminosos conseguiram fugir, e ninguém foi preso até a última atualização desta reportagem.

“Houve uma perseguição por parte dos policiais militares na PE-42, estrada que vai no sentido de Escada [cidade da Zona da Mata]. Eles [os bandidos] chegaram a derrapar e perderam velocidade, mas não conseguimos prender. Tem câmeras nos locais [dos assassinatos], e isso vai nos ajudar a identificar os possíveis autores”, declarou o delegado.

Otavio Ventureli(G1 PE)

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