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Max Russi amplia influência no Podemos e partido cogita mulher na vice: nome de Scheila Pedroso ganha força

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O avanço silencioso — e estratégico — de Max Russi sobre o Podemos já começa a redesenhar o tabuleiro político de Mato Grosso para 2026. Mesmo ainda filiado ao PSB, o presidente da Assembleia Legislativa se consolidou como a principal força de articulação do partido e abriu espaço para uma discussão inédita: a indicação de uma mulher à vaga de vice-governadora na chapa apoiada pelo grupo do governador Mauro Mendes. Entre os nomes em avaliação, a ex-primeira-dama de Sinop e atual secretária de Planejamento Urbano e Habitação, Scheila Pedroso, aparece como possibilidade real.

A movimentação ocorre em meio ao fortalecimento da sigla para as eleições proporcionais. Russi, que aguarda a janela partidária de março de 2026 para se filiar oficialmente, tornou-se peça-chave na montagem das nominatas. Ele trabalha para que o Podemos eleja entre quatro e seis deputados estaduais e até dois federais, apostando numa estratégia clássica: somar votos de lideranças regionais para transformar o partido em protagonista do próximo ciclo político.

“Max tem atuado como um semeador”, define um interlocutor da cúpula partidária. A leitura é compartilhada por aliados que o veem como uma das maiores apostas de votação em 2026 e nome natural para disputas ainda maiores em 2028 e 2030, graças ao capital político que vem acumulando.

Equilíbrio de gênero e diversidade: uma marca defendida por Russi

O presidente da Assembleia tem insistido que o Podemos apresentará uma chapa proporcional robusta e com representatividade real — algo que o Tribunal Superior Eleitoral tem cobrado com rigor nos últimos anos. A meta é ultrapassar os 30% exigidos em lei para candidaturas femininas, evitando riscos judiciais e, ao mesmo tempo, projetando novas lideranças.

A lista de pré-candidatas reúne figuras conhecidas, como a ex-prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira Leite; a advogada Karen Rocha, de Tangará da Serra; e a suplente de deputada estadual Priscila Dourado, além de vereadoras e lideranças regionais. Mas é o nome de Scheila Pedroso que tem despertado mais atenção política — tanto em Sinop quanto nos bastidores da capital.

Scheila Pedroso: da política social à projeção estadual

Nascida em Terra Nova do Norte e criada entre Sorriso e Sinop, Scheila Pedroso se tornou uma das figuras femininas mais influentes do Norte de Mato Grosso. Atual titular da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop, ela também preside a APDM/MT, entidade que reúne primeiras-damas e gestoras sociais de 142 municípios.

Sua trajetória mescla técnica e sensibilidade política. Arquiteta formada em Sinop, Scheila cita as origens como motor da carreira.

“Meu pai é carpinteiro. Cresci dentro de obras. A paixão pela arquitetura nasceu ali”, afirmou recentemente em entrevista.

A entrada na gestão pública ocorreu pela Assistência Social, onde ajudou a implementar entregas habitacionais, regularização fundiária e programas inéditos, como a lei de assistência técnica e o programa municipal Nossa Casa. Entre os marcos da carreira, ela destaca o Residencial Nico Baracati, que estudou na universidade e anos depois ajudou a entregar como servidora.

“Entregar algo que estudei na faculdade foi uma sensação indescritível”, disse.

Projetos de forte impacto social marcam a passagem de Scheila pela administração, como a criação da Casa AMA – Amigos dos Autistas, cuja arquitetura foi elaborada por ela. A unidade se tornou referência regional.

À frente da SEPLANURBH, conduz hoje um dos departamentos mais complexos da prefeitura, responsável por acompanhar a expansão acelerada de Sinop, onde a demanda habitacional gira em torno de 4 mil novas unidades por ano.

“Sinop grita por moradia”, afirma. “E organizar a cidade exige técnica, mas também articulação política.”

Projeção estadual e peso eleitoral no Norte

Por sua atuação regional e pelo vínculo consolidado com lideranças sociais, Scheila se tornou um nome naturalmente observado para a disputa proporcional. Mas, nos últimos meses, passou a circular também nas discussões para a vice na chapa de Otaviano Pivetta, atual vice-governador e pré-candidato à sucessão de Mauro Mendes.

Nos bastidores, a avaliação é que o grupo político que apoia o governo busca uma mulher com densidade eleitoral e atuação comprovada na gestão pública. A força de Scheila em Sinop e em todo o Norte, somada ao diálogo permanente com prefeitos e primeiras-damas por meio da APDM, coloca seu nome entre os mais citados.

A própria militância do Podemos já utiliza sua imagem nas inserções do partido na televisão, reforçando o movimento de aproximação.

Russi, Scheila e a estratégia para 2026

A possível composição — com Max Russi fortalecendo a sigla e Scheila avançando como opção para vice-governadora — é vista como um novo capítulo da política mato-grossense. Se consolidada, representaria um partido com nominatas competitivas, uma mulher de forte base regional ocupando lugar de protagonismo e um arranjo capaz de ampliar a presença do Podemos nas instâncias de poder.

Mesmo sem confirmação oficial, interlocutores afirmam que o nome de Scheila “não está descartado” e que sua participação em discussões estratégicas tem aumentado.

Em suas últimas declarações públicas, no entanto, ela mantém o foco institucional.

“Eu sou soldada de Sinop. Onde eu estiver, estarei trabalhando por essa cidade”, afirmou na entrevista ao Momento MT.

A frase resume a postura que tem reforçado sua credibilidade — e, paradoxalmente, é justamente o que a torna ainda mais cotada para voos maiores em 2026.

 

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