O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, utilizou a tribuna da Câmara Municipal nesta quinta-feira (28) para contestar as denúncias relacionadas à suposta compra milionária de livros produzidos por inteligência artificial. Em tom de defesa, ele negou qualquer irregularidade nos contratos firmados durante sua gestão e afirmou que as acusações divulgadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL) são “ilações”.
Durante o pronunciamento, Amauri afirmou que não houve empenho de R$ 80 milhões para aquisição de materiais produzidos por IA e garantiu que os livros adotados pela rede municipal pertencem a sistemas pedagógicos desenvolvidos por editoras reconhecidas no Brasil e no exterior.
“Peguem os livros dessas soluções pedagógicas, vejam as editoras responsáveis e avaliem se são empresas que podem ser acusadas de produzir material apenas com Inteligência Artificial. São editoras consolidadas nacional e internacionalmente”, afirmou.
A denúncia envolvendo os contratos da Educação foi tornada pública pelo prefeito Abilio Brunini, que levantou suspeitas sobre os materiais adquiridos pela gestão anterior. As declarações abriram debate sobre possível superfaturamento e sobre a qualidade do conteúdo utilizado nas escolas municipais.
Ao rebater as críticas, Amauri sustentou que os materiais seguem as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), incluindo conteúdos ligados à educação financeira, educação socioemocional, sustentabilidade, africanidades e povos originários.
Segundo ele, as acusações de compra excessiva de livros revelam desconhecimento sobre os novos modelos pedagógicos aplicados na educação pública.
“Dizer que houve compra em excesso é um absurdo. Isso é falácia de quem não entende educação moderna”, disparou.
O ex-secretário também afirmou que não existiu qualquer procedimento administrativo no valor citado pelo prefeito e alegou que seria impossível ocorrer um desvio dessa magnitude dentro dos mecanismos de controle da administração municipal.
Ao finalizar a fala, Amauri reforrou que não teme apurações sobre os contratos firmados pela pasta enquanto esteve à frente da Educação de Cuiabá.
“Quem não deve não teme”, concluiu.





























