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Polícias civil e militar investigam a existênca de uma organização criminosa em Mato Grosso formada por falsos policiais que dopam suas vítimas

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As polícias Civil e Militar investigam a existência de uma organização criminosa formada por falsos policiais, muito bem articulada e armada, com a “especialidade” de sequestrar, com uso de entorpecentes nas vítimas, para sacar grande quantia em dinheiro.

Várias casos já aconteceram nos últimos meses, antes do que ocorreu na madrugada de domingo (6), em Várzea Grande, na região metropolitana da Capital.

Um homem de 36 anos foi sequestrado na Avenida Mário Andreazza, em Várzea Grande. Ele contou que foi dopado e amarrado, com outra pessoa que estava com ele. Com o cartão e a senha da vítima em mãos, os bandidos, conseguiram sacar quase R$ 6 mil em dinheiro vivo.

As duas vítimas foram abandonadas amarradas na região da comunidade do Sucuri, em Cuiabá. O bando que está sendo investigado pela Polícia Civil, mas também “caçado” pela Polícia Militar, já fez outras vítimas em casos parecidos.

A Polícia destaca a ação criminosa como igual a outro sequestro, na semana passada, quando as vítimas também foram dopadas e tiverem desfalques em suas contas bancárias.

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FALSOS POLICIAIS – O homem, que não teve o nome divulgado por medida de segurança, contou que trafegava pela Avenida Mário Andreazza, na altura da rotatória que dá acesso à localidade de Passagem da Conceição, quando o teve o carro fechado por um Fiat Pálio branco, com três homens dentro.

Os homens se passaram por policiais para parar o carro da vítima e passaram a fazer uma “revista”. Os bandidos encontraram garrafas de cerveja e alegaram que levariam o homem para uma delegacia da Polícia Civil.

Só que não. O homem foi colocado no banco de trás do próprio carro, já sob a mira de vários revólveres. Assustado e vendo que estava entrando na região do Sucuri, e não indo para uma delegacia, ele questionou o motivo.

Os três assaltantes anunciaram que se tratava de um roubo e deram uma substância para ele beber à força, o que o fez ficar inconsciente.

Quando o homem acordou, percebeu que estava amarrado dentro do carro e que os bandidos haviam roubado vários produtos que ele levava para casa.  Os bandidos levaram o cartão de crédito, com o qual foi sacada a quantia de  R$ 5.780.

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Otavio Ventureli(da redação com assessorias)

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Levantamento da Secretaria de Segurança Pública de MT aponta que crimes não autorizados de intimidade sexual aumentaram 367% no Estado

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Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontou que as principais ocorrências envolvendo vítimas femininas em Mato Grosso reduziram entre os meses de janeiro e agosto, em relação ao mesmo período do ano passado. Em contraponto, o número de feminicídios no estado aumentou 40%.

Já os casos que configuram o Artigo 216-b do Código Penal, que é produzir, filmar ou fotografar por qualquer meio conteúdo com cena de nudez ou ato sexual sem permissão dos participantes, tiveram aumento de 367%, passando de três casos em 2019 para 15 casos neste ano.

Conforme a tenente coronel da Polícia Militar, Jane Souza Melo, grande parte das ocorrências foram motivados por crimes passionais ou sob influência de álcool. Ela ressaltou ainda que antes das agressões, os primeiros sinais são os abusos psicológicos, incluíndo xingamentos e humilhações.

O crime mais comum, que é a ameaça, teve redução de 14%, com 11.640 casos este ano e 13.524 em 2019, seguido de lesão corporal, com queda de 10%, com 6.115 casos contra 6.759 no ano passado.

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“Diante de uma possível ameaça, é possível ligar no 190  ou entrar em contato com o Poder Judiciário. A dependência financeira pode gerar muitas vezes essa omissão, mas está sendo melhorada a questão de oferecer um abrigo para essas mulheres. Dizem que em briga de marido e mulher não se mete a colher, mete-se a colher sim porque precisamos fazer esse combate de uma forma eficaz”, pontuou.

Os casos de assédio sexual também registraram uma queda considerável de 31%, sendo que 106 casos ocorreram este ano e 154 casos no mesmo período do ano passado. O levantamento leva em consideração vítimas femininas entre 18 e 59 anos.

Já a porcentagem dos casos de estupro de vulnerável aumentaram cerca de 6%, com 33 casos no estado e seis na Capital. A psicóloga Flaviane Camargo afirmou que no período da pandemia, as denúncias de violência domésticas não são facilmente registradas devido ao isolamento.

“O ideal é procurar alguém de confiança, conhecido, familiar ou vizinho que possa auxiliar em uma situação de alerta e possa ajudar a pedir socorro. Combine sinais de emergência e deixe o celular sempre próximo, tendo em mente recursos por redes sociais, ter telefones de emergência de forma facilitada”, destacou.

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Outros crimes cometidos contra a mulher, mas que são menos comuns também registraram aumento, como é o caso da importunação sexual, que teve 130 registros este ano contra 121 casos no ano passado, e da inviolabilidade domiciliar que aumentou de quatro casos no ano passado para 15 casos este ano, aumento de 275%.

 

 

Otavio Ventureli(com ascom)

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