Pesquisar
    Feche esta caixa de pesquisa.

    “Ser base não é abrir mão de fiscalizar”, diz Michelly Alencar ao fazer balanço do mandato

    publicidade

    “Ser base não é abrir mão de fiscalizar.”

    Vereadora Michelly Alencar sintetiza o tom do mandato de 2025 durante a entrevista concedida ao portal Momento MT.

    Ao fazer um balanço do primeiro ano de seu segundo mandato na Câmara Municipal, a parlamentar apresentou números da atuação legislativa, explicou a mudança de postura após quatro anos na oposição, destacou projetos de impacto social e confirmou que se colocará à disposição para disputar as eleições de 2026.

     

    Após integrar o campo oposicionista no mandato anterior, Michelly passou a compor a base do prefeito Abílio Brunini, movimento que, segundo ela, não significou abdicar do papel fiscalizador. “Eu não seria base de alguém em quem eu não acreditasse. Fizemos campanha juntos no segundo turno e existe uma expectativa muito grande com esse novo perfil político”, afirmou.

     

    Ainda assim, a vereadora fez questão de reforçar que a atuação crítica permanece. “A população pode perceber que eu continuo fiscalizando. Ser base não é passar pano. É continuar cobrando, apontando falhas e defendendo o interesse do cidadão”, disse.

    Durante a entrevista com Zico Zortéa, Michelly apresentou dados da produção parlamentar ao longo do ano. Segundo ela, foram mais de 1.040 indicações encaminhadas ao Executivo municipal, voltadas principalmente a demandas do cotidiano da população. “São pedidos simples, mas essenciais: limpeza de praças, tapa-buracos, iluminação pública, retirada de bolsões de lixo. É isso que melhora a vida das pessoas no dia a dia”, explicou.

     

    No campo legislativo, a vereadora destacou a apresentação de 20 projetos de lei em 2025, sendo 18 de autoria própria, um em coautoria e 10 leis já sancionadas. Para Michelly, o critério não é quantidade, mas relevância. “Eu não apresento projeto para fazer número. Lei precisa ter impacto real, precisa resolver problemas concretos”, afirmou.

    Entre os projetos destacados, Michelly citou a lei Maria da Penha Vai às Escolas, de sua autoria, que leva o debate sobre violência doméstica e familiar para o ambiente escolar. A vereadora relacionou a iniciativa aos altos índices de feminicídio registrados em Mato Grosso. “Nós vivemos em um estado que lidera os números de violência contra a mulher. Se quisermos mudar isso, precisamos começar pela prevenção”, defendeu.

     

    Segundo ela, a violência costuma ser invisível nos estágios iniciais. “A violência não começa com agressão física. Ela começa na violência psicológica, moral e patrimonial. Quando chega à agressão física, já passou por vários níveis que não foram identificados”, alertou.

     

    Ao avaliar o cenário enfrentado pela Prefeitura e pela Câmara em 2025, Michelly apontou dificuldades herdadas pela atual gestão municipal. “Pegamos uma prefeitura endividada, com atraso de salários, falta de documentos e um caixa praticamente no vermelho”, relatou.

     

    Apesar disso, a vereadora reconheceu avanços. “Foi um ano extremamente desafiador, mas conseguimos colocar salários em dia, pagar férias, 13º e iniciar entregas importantes para a população”, disse. Ela citou melhorias em áreas como educação, saúde e esporte, além da retomada de serviços represados há anos.

     

    No esporte, Michelly destacou a recuperação de espaços públicos. “Serão cerca de 20 quadras esportivas entregues, muitas sem manutenção há mais de 30 anos”, afirmou. Já na saúde, apontou a entrega do Centro Médico Infantil como um marco simbólico da atual gestão. “O serviço público precisa ser melhor do que o particular. É dinheiro do cidadão investido ali”, ressaltou.

     

     Emenda do Monjaro e cobrança ao Executivo

     

    Outro ponto abordado foi a emenda parlamentar destinada ao tratamento da obesidade, no valor de R$ 1,2 milhão, para aquisição do medicamento Monjaro. Michelly afirmou que os recursos já estão garantidos e cobrou execução por parte do Executivo. “O recurso eu já aportei. Agora falta executar. Eu cobro quase toda semana”, declarou.

     

    Segundo a vereadora, o programa deve prever inscrição online, triagem técnica e avaliação presencial. “A obesidade é uma doença crônica que mata. Muitas pessoas estão na fila da bariátrica e poderiam ser tratadas de outra forma, mas não têm condições de pagar pelo medicamento”, explicou.

     

    Ao final da entrevista, Michelly confirmou que pretende se colocar como pré-candidata a deputada estadual em 2026, caso haja respaldo popular. “Eu não estou na política por vaidade ou cargo. Quando a população começa a pedir que você avance, é sinal de que chegou o momento”, afirmou.

     

    A vereadora também chamou atenção para a baixa representatividade feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. “Somos mais de 52% do eleitorado e temos apenas uma deputada estadual. Isso não reflete a realidade da população”, disse.

     

    Encerrando a conversa, Michelly reforçou o compromisso com a transparência. “A população precisa acompanhar, cobrar e participar. O mandato é do cidadão”, concluiu.

     

     

    0 0 votos
    Classificação do artigo
    Inscrever-se
    Notificar de
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado
    Feedbacks embutidos
    Ver todos os comentários

    Compartilhe essa Notícia

    publicidade

    publicidade

    publicidade

    Botão WhatsApp - Canal TI
    0
    Adoraria saber sua opinião, comente.x