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Atividade econômica do país apresenta recuo de 0,7% em abril, diz FGV

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PIB apresentou recuo 0,7% em abril, aponta FGV
Redação 1Bilhão Educação Financeira

PIB apresentou recuo 0,7% em abril, aponta FGV

O Monitor do PIB-FGV indicou um recuo de 0,7% na atividade econômica em abril , em relação a março, e crescimento de 0,3% no trimestre móvel terminado em abril, frente ao concluído em janeiro. Os resultados ocorrem na análise da série sem os efeitos sazonais.

Já na comparação interanual, a economia avançou 12,3% em abril e 5,3% no trimestre móvel completado no mesmo mês. Em termos monetários, a estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) atingiu, no acumulado do ano até abril de 2021, em valores correntes, R$ 2,7 trilhões . Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Claudio Considera, o alto crescimento da economia em abril em relação a abril de 2020 deve-se à comparação com uma base deprimida, uma vez que, em abril do ano passado, a economia atingiu a maior queda na série histórica iniciada em 2000.

“Isso fica evidente quando analisada a evolução do PIB contra os meses imediatamente anteriores, onde a atividade econômica não tem apresentado desempenho tão robusto. Esses resultados mostram que ainda é cedo para afirmar que a economia está crescendo de forma sustentável. Para que isso ocorra é necessário que um percentual maior da população esteja vacinado [contra a Covid-19]”, observou.

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Sazonalidade

Neste relatório do Monitor do PIB-FGV, o Ibre fez ainda um exercício adicional utilizando a série com ajuste sazonal [típico de determinada estação ou época], porque a pandemia influenciou os fatores sazonais de 2020, que podem não estar relacionados à sazonalidade.

Segundo o relatório, alguns institutos de estatística internacionais têm feito análises desses impactos e, por isso, além do ajuste sazonal habitual referente ao período de janeiro de 2000 a abril de 2021, foi realizado, adicionalmente, o ajuste sazonal para 2020 e 2021 “considerando os fatores sazonais referentes a 2019 e o fator calendário corrente”.

Conforme os resultados, caso os fatores sazonais da série do PIB utilizados sejam aqueles do período de 2000 até 2019, a taxa de variação em abril de 2021 seria de -1,5%, menor que a de -0,7% observada considerando todo o período de 2000 até abril de 2021.

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“Esses resultados sugerem que as taxas ajustadas sazonalmente devem ser analisadas com cautela, pois a pandemia pode ter influenciado os fatores sazonais não apenas por razões econômicas como também estatísticas”, recomendou o relatório da FGV.

Famílias

O consumo das famílias avançou 4% entre fevereiro e abril, na comparação com o mesmo período do ano passado. Houve crescimento em todos os componentes do consumo. Os destaques foram o crescimento significativo dos produtos duráveis (29,1%) e semiduráveis (24,2%).

“É importante destacar que o consumo de serviços cresceu pela primeira vez desde janeiro de 2020”, comentou o Ibre.

Capital

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), investimentos das empresas realizados em determinado tempo, que permitem o aumento da capacidade produtiva da economia, cresceu 17,3% no trimestre móvel terminado em abril em comparação ao mesmo período do ano passado.

“Mais uma vez, pelo quarto mês consecutivo, todos os componentes da FBCF apresentaram crescimento, sendo o principal destaque o componente de máquinas e equipamentos”, indicou.

Exportação

As exportações também aumentaram no trimestre móvel concluído em abril. A alta ficou em 9,5%, em comparação ao mesmo período de 2020. O resultado, segundo a avaliação do Ibre, deve-se ao crescimento de todos os segmentos exportados, com exceção dos produtos da extrativa mineral.

Importação

A importação também registrou crescimento elevado de 20,7% no trimestre móvel findo em abril, em comparação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi influenciado principalmente pelo crescimento de bens intermediários.

“A importação dos serviços, embora tenha sido a única queda da importação nesse trimestre (-0,9%), já sinaliza melhora em comparação com as fortes quedas apresentadas nos trimestres anteriores”, finalizou o Ibre.

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Copom aumenta Selic para 6,25% e atinge maior patamar em dois anos

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Copom deve elevar taxa Selic para 6,25% nesta quarta-feira
Sophia Bernardes

Copom deve elevar taxa Selic para 6,25% nesta quarta-feira

O Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom) reajustou mais uma vez a taxa básica de juros, a Selic, atingindo 6,25%, o maior patamar em dois anos. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (22).

Especialistas afirmam que a decisão do Copom era previsível e reflete as dificuldades econômicas que o país enfrenta em meio à alta da inflação e a necessidade de atingir os patamares pré estabelecidos pelo Banco Central. O BC já havia sinalizado nas últimas reuniões que estudava o aumento da Selic nos próximos encontros.

“Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 6,25% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e, em grau menor, o de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, apontou o Banco Central em seu comunicado. 

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista”, conclui a nota.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, ressalta que o aumento de 1% na taxa de juros era necessário para tentar segurar a inflação descontrolada do país. No entanto, Sanchez acredita que se a pressão continuar, o aumento deverá ser maior nas próximas reuniões. 

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“Para 2021 os riscos parecem equilibrados com o PIB mostrando relativa ‘insensibilidade’ às restrições de mobilidade. Mas para 2022, o início da saturação do mercado de crédito e uma ociosidade ainda muito elevada puxam o crescimento para baixo. Fora isso, o próximo ano tenderá a mostrar uma das mais virulentas campanhas políticas da história, gerando muita incerteza para o investidor”, afirma Sanchez. 

“Conforme dito, a autoridade teria dificuldade para justificar uma manutenção no ritmo de elevação da Selic, com as expectativas, do Focus e do próprio BC, superando o alvo da meta para o horizonte relevante”, concluiu Sanchez, que havia projetado uma alta mais forte, de 1,25%.

Na avaliação do especialista, a decisão do Banco Central sinaliza que a Selic deve encerrar o ano em 8,25% e atingir até 9% em janeiro de 2022. 

“Desde modo, como o BC não gerando solavancos na Selic, sem alterar de maneira relevante comunicação nas reuniões que faltam esse ano, avalio que a autoridade irá elevar a Selic em 100bps nas duas oportunidades que restam esse ano, fechando 2022 a 8,25% e por mais uma vez na reunião de janeiro, encerrando o ciclo em 9,25%”, disse.

Problemas para endividados

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), alerta para o prejuízo do aumento da taxa de juros para endividados. Ele ressalta a necessidade de cuidado na hora de adquirir empréstimos em momento de produtos mais caros. 

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“Quem está endividado ou precisará fazer empréstimos e parcelamentos, o momento é de cautela. O primeiro passo é saber exatamente quanto está pagando de juros. Muitas pessoas não estão cientes desses valores e, por isso, acabam perdendo o controle de suas finanças, adquirindo mais dívidas e podendo até se tornar inadimplentes”, afirma.

“Outro ponto importante é aprender a conter os impulsos consumistas e a não ceder aos apelos da publicidade e do crédito fácil. Esse aumento da taxa básica de juros até ajuda nesse aspecto, já que deixa os produtos mais caros, forçando o consumidor a comprar menos e, com isso, evitando uma pressão inflacionária. Agora, se, por um acaso, você não está endividado, mas está pensando em parcelar ou fazer empréstimo ou financiamento, é melhor pensar duas vezes”, completou o especialista.

Por outro lado, o reajuste da Selic é favorável para investidores. Quem investe em renda fixa ligada à taxa básica de juros, como Tesouro Direto e CDB, deve perceber o aumento de sua rentabilidade. 

“Por outro lado, para quem investe o seu dinheiro em aplicações de renda fixa atreladas a Selic – como, por exemplo, os CDBs pós-fixados, os fundos DI, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e os títulos negociados via Tesouro Direto -, a novidade é boa. Já aos que aplicam na Caderneta da Poupança o aumento será bastante interessante, pois a regra do Banco Central prevê que quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, como deve ocorrer caso aumente apenas 1%, a correção anual da caderneta é 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR, que atualmente está em zero). Quando a Selic está acima de 8,5%, seu rendimento é fixo e igual a 0,5% ao mês mais a TR”, explica Domingos. 

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