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Auxílio Brasil deve ter custo extra de R$ 51,1 bilhões e ferir teto em 2022

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Auxílio Brasil deve ter custo extra de R$ 51,1 bilhões e ferir teto em 2022
Sophia Bernardes

Auxílio Brasil deve ter custo extra de R$ 51,1 bilhões e ferir teto em 2022

O Auxílio Brasil deve ter um custo extra de R$ 51,1 bilhões em 2022. Deste total, R$ 12,4 bilhões virão com o reajuste permanente de 20% no valor das parcelas. Os quase R$ 40 bilhões restantes serão gastos com o benefício temporário. Neste ano, o impacto total deve ser de R$ 6,9 bilhões. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo .

Inicialmente, o valor do Auxílio Brasil seria de R$ 300. Nesta semana, porém, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) bateu o martelo para que o benefício fosse de R$ 400 até o fim do ano que vem. O pagamento seria da seguinte forma: os beneficiários receberiam R$ 300, que sairiam da verba do Bolsa Família para 2021 (R$ 34,7 bilhões), e os outros R$ 100 restantes deveriam ser pagos em parcelas adicionais. 

No entanto, para respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e a regra do teto de gastos, só cabem no Orçamento R$ 300 mensais. Os outros R$ 100 teriam que ser pagos fora do limite de despesas do governo, na forma de um auxílio temporário até dezembro de 2022. 

O ministro da Cidadania, João Roma, nega a possibilidade de abertura de crédito extraordinário (recursos fora do teto) para bancar os pagamentos. Em uma entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quinta, ele afirmou que o governo busca equalizar as contas dentro das regras fiscais. 

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“Até então, o programa permanente (Bolsa Família) custava cerca de R$ 35 bilhões. [Com o Auxílio Brasil] Haverá um acréscimo de R$ 12 bilhões, chegando a cerca de R$ 47 bilhões. E o benefício transitório que equaliza para que nenhum beneficiário receba menos de R$ 400 custará mais de R$ 40 bilhões em 2022. É isso que estamos tentando equalizar dentro das contas públicas, seguindo as regras fiscais”, disse.

Na última quarta-feira (20), o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que o governo precisará de uma “licença para gastar” e que essa despesa seria de “pouco mais” de R$ 30 bilhões fora do teto. A ala política, porém, quer um valor ainda maior, para poder abrir espaço a emendas parlamentares. 

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Segundo o Estadão , o arranjo técnico-jurídico ainda depende de quanto ficará fora do teto. Mas é possível que, após a aprovação da PEC dos precatórios, que ainda está em tramitação na Câmara, o valor seja incluído diretamente no Orçamento de 2022.

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Subida dos juros deve provocar desaceleração na economia, diz Guedes

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Paulo Guedes, ministro da Econimia
[email protected] (O Dia)

Paulo Guedes, ministro da Econimia

O ministro da economia, Paulo Guedes, reconheceu que a subida dos juros para combater a inflação vai provocar uma desaceleração na economia no ano que vem. Para ele, o resultado será o melhor possível a ser feito, e a política econômica está seguindo o caminho correto.

“A Faria Lima e os banqueiros estão prevendo um crescimento menor. É natural. No ângulo de visão de financistas, é claro que vai haver uma desaceleração forte, porque os juros estão subindo. A inflação subiu, de novo estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão. O importante é fazer a coisa certa. O resultado será o melhor possível. Quando previram que o Brasil ia cair 10 [%], eu apenas descredenciei a previsão de 10. Eu não disse quanto ia cair. Aí surgiu uma guerra de fatos. Eu acreditava em recuperação em V. Não disse em quanto tempo e aconteceu até mais rápido do que eu esperava. Em compensação, veio acompanhada do componente inflacionário”, disse, ao participar nessa sexta-feira (3) do Encontro Anual da Indústria Química.

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Em contrapartida ao efeito dos juros, Guedes conta com o avanço da taxa de investimentos, que vem registrando evolução e pode chegar em 2022 a 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o ministro, o crescimento do Brasil é inevitável e o país está recuperando sua economia de forma sustentável. Segundo ele, a economia passa por uma fase de recuperação cíclica em forma de V, que é quando registra recuo seguido de ascensão, baseada em transferência de renda e agora passa para a etapa do aumento dos investimentos.

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“É um número importante. Estamos subindo a nossa taxa de investimentos”, afirmou.

Guedes acrescentou que não vai fazer projeções do crescimento do PIB para 2022 .

“Eu não estou prevendo quanto vai ser o crescimento do ano que vem. Eu estou tentando de novo colocar um certo ceticismo nessas previsões, que foram de queda de 10%, de depressão, de desemprego em massa. Estou tentando justamente inspirar uma volta à normalidade da economia brasileira e até transcender esse estado, questionando essas previsões do PIB e de crescimento zero. É verdade que a subida de juros para combater a inflação desacelera o crescimento, mas também é verdade que uma taxa de investimento de 20% do PIB é um sinal de bom crescimento à frente”, observou.

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