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Banco do Brasil retifica edital e altera datas para inscrição no concurso; veja

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Banco do Brasil ratifica edital e altera datas para inscrição no concurso
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Banco do Brasil ratifica edital e altera datas para inscrição no concurso

Banco do Brasil (BB) retificou o edital de seu concurso para o cargo de escriturário, que oferece  4.480 vagas , sendo 2.240 imediatas. A mudança estende o prazo de inscrições das pessoas com deficiência até as 23h59 de 7 de agosto . Para os demais candidatos, o período de cadastramento para o processo seletivo, que está a cargo da Fundação Cesgranrio,  se encerrará na próxima quarta-feira (dia 28), como previsto inicialmente.

De acordo com o edital 3, publicado no Diário Oficial da União, houve mudanças no que os organizadores da seleção chamam de condições diferenciadas para a participação no exame, incluindo as possibilidades de provas impressas em Braille, ampliadas, software de leitura de tela e videoprova em Libras.

Além disso, aqueles que precisarem de atendimento especial terão até 7 de agosto para enviar imagens legíveis do laudo médico, via upload, por meio de link específico no endereço eletrônico www.cesgranrio.org.br .

Requisitos

Quem quiser concorrer a uma das oportunidades precisa ter ensino médio completo. Os aprovados receberão remuneração incial de R$ 3.022,37, para uma jornada de 30 horas semanais.

Há oportunidades para diversas unidades da federação: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.

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Funções

O cargo de escriturário tem nomenclaturas específicas, que variam de acordo com a unidade em que o escriturário estiver lotado. Neste processo seletivo, há chances para duas funções: agente comercial e agente de tecnologia, com foco em conhecimentos de TI.

Algumas das principais responsabilidades do cargo são a prestação de orientações aos clientes sobre produtos e serviços oferecidos pelo banco, análise e conferência de documentos de clientes e execução de aplicações financeiras.

Inscrições

As inscrições no concurso podem ser feitas pelo site da Fundação Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). A taxa custa R$ 38. O interessado deverá escolher a região na qual deseja concorrer.

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Distribuição de vagas

Serão duas mil vagas imediatas para escriturário – agente comercial e mais duas mil para cadastro de reserva, com atuação nas unidades de negócios.

Para escriturário – agente de tecnologia, serão 240 chances imediatas e outras 240 para formação de cadastro.

Provas

Cada inscrito passará por avaliação de conhecimentos, mediante a aplicação de provas objetivas e redação. As avaliações estão previstas para o dia 26 de setembro de 2021, observando os protocolos de prevenção à Covid-19.

As provas terão questões de conhecimentos básicos (25): Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e atualidades do mercado financeiro, e conhecimentos específicos (45 questões), de acordo com a vaga pretendida.

Para a função de agente de tecnologia, haverá questões de Tecnologia da Informação e Probabilidade e Estatística, além de conhecimentos bancários.

Para a atividade de agente comercial, as avaliações serão de Matemática Financeira, conhecimentos bancários, negociação e vendas, e conhecimentos de informática.

Benefícios

A ajuda alimentação/refeição é de R$ 831,16 por mês. Os funcionários do BB têm, ainda, acesso à Universidade Corporativa Banco do Brasil (UniBB), que promoveu 3,5 milhões de ações de capacitação apenas em 2020.

O BB ainda oferece bolsas de idiomas, incentivos para graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado e doutorado, oportunidades de mentoria, compartilhamento de experiências e hackathons.

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Copom aumenta Selic para 6,25% e atinge maior patamar em dois anos

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Copom deve elevar taxa Selic para 6,25% nesta quarta-feira
Sophia Bernardes

Copom deve elevar taxa Selic para 6,25% nesta quarta-feira

O Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom) reajustou mais uma vez a taxa básica de juros, a Selic, atingindo 6,25%, o maior patamar em dois anos. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (22).

Especialistas afirmam que a decisão do Copom era previsível e reflete as dificuldades econômicas que o país enfrenta em meio à alta da inflação e a necessidade de atingir os patamares pré estabelecidos pelo Banco Central. O BC já havia sinalizado nas últimas reuniões que estudava o aumento da Selic nos próximos encontros.

“Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 6,25% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e, em grau menor, o de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, apontou o Banco Central em seu comunicado. 

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista”, conclui a nota.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, ressalta que o aumento de 1% na taxa de juros era necessário para tentar segurar a inflação descontrolada do país. No entanto, Sanchez acredita que se a pressão continuar, o aumento deverá ser maior nas próximas reuniões. 

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“Para 2021 os riscos parecem equilibrados com o PIB mostrando relativa ‘insensibilidade’ às restrições de mobilidade. Mas para 2022, o início da saturação do mercado de crédito e uma ociosidade ainda muito elevada puxam o crescimento para baixo. Fora isso, o próximo ano tenderá a mostrar uma das mais virulentas campanhas políticas da história, gerando muita incerteza para o investidor”, afirma Sanchez. 

“Conforme dito, a autoridade teria dificuldade para justificar uma manutenção no ritmo de elevação da Selic, com as expectativas, do Focus e do próprio BC, superando o alvo da meta para o horizonte relevante”, concluiu Sanchez, que havia projetado uma alta mais forte, de 1,25%.

Na avaliação do especialista, a decisão do Banco Central sinaliza que a Selic deve encerrar o ano em 8,25% e atingir até 9% em janeiro de 2022. 

“Desde modo, como o BC não gerando solavancos na Selic, sem alterar de maneira relevante comunicação nas reuniões que faltam esse ano, avalio que a autoridade irá elevar a Selic em 100bps nas duas oportunidades que restam esse ano, fechando 2022 a 8,25% e por mais uma vez na reunião de janeiro, encerrando o ciclo em 9,25%”, disse.

Problemas para endividados

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), alerta para o prejuízo do aumento da taxa de juros para endividados. Ele ressalta a necessidade de cuidado na hora de adquirir empréstimos em momento de produtos mais caros. 

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“Quem está endividado ou precisará fazer empréstimos e parcelamentos, o momento é de cautela. O primeiro passo é saber exatamente quanto está pagando de juros. Muitas pessoas não estão cientes desses valores e, por isso, acabam perdendo o controle de suas finanças, adquirindo mais dívidas e podendo até se tornar inadimplentes”, afirma.

“Outro ponto importante é aprender a conter os impulsos consumistas e a não ceder aos apelos da publicidade e do crédito fácil. Esse aumento da taxa básica de juros até ajuda nesse aspecto, já que deixa os produtos mais caros, forçando o consumidor a comprar menos e, com isso, evitando uma pressão inflacionária. Agora, se, por um acaso, você não está endividado, mas está pensando em parcelar ou fazer empréstimo ou financiamento, é melhor pensar duas vezes”, completou o especialista.

Por outro lado, o reajuste da Selic é favorável para investidores. Quem investe em renda fixa ligada à taxa básica de juros, como Tesouro Direto e CDB, deve perceber o aumento de sua rentabilidade. 

“Por outro lado, para quem investe o seu dinheiro em aplicações de renda fixa atreladas a Selic – como, por exemplo, os CDBs pós-fixados, os fundos DI, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e os títulos negociados via Tesouro Direto -, a novidade é boa. Já aos que aplicam na Caderneta da Poupança o aumento será bastante interessante, pois a regra do Banco Central prevê que quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, como deve ocorrer caso aumente apenas 1%, a correção anual da caderneta é 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR, que atualmente está em zero). Quando a Selic está acima de 8,5%, seu rendimento é fixo e igual a 0,5% ao mês mais a TR”, explica Domingos. 

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