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Bolsa sobe pelo terceiro dia e atinge maior nível desde outubro

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Beneficiada pelo fluxo estrangeiro, a bolsa de valores subiu pelo terceiro dia seguido e atingiu o maior nível desde outubro. O dólar iniciou a quinta-feira em forte baixa, mas fechou com pequena queda, perto da estabilidade, com a piora do mercado de câmbio durante a tarde.

O índice Ibovespa, da B3, fechou hoje (27) aos 112.612 pontos, com alta de 1,19%. Os investidores estrangeiros entraram hoje no mercado comprando ações de empresas brasileiras, fazendo o indicador caminhar na contramão das bolsas norte-americanas, que fecharam em queda.

O Ibovespa acumula alta de 7,43% em janeiro. No último dia 5, o indicador chegou a acumular queda de 3,64%, iniciando uma trajetória de recuperação desde então.

Após subir ontem (26), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,424, com leve recuo de 0,32%. Na mínima do dia, por volta das 11h15, a moeda norte-americana chegou a cair para R$ 5,35, à medida que investidores aproveitavam a cotação abaixo de R$ 5,40 para vender dólares. No entanto, as pressões externas durante a tarde fizeram a divisa aproximar-se da estabilidade.

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Com o desempenho de hoje, o dólar comercial acumula queda de 2,73% em 2022. Em 5 de janeiro, a divisa fechou em R$ 5,71, no maior nível do ano.

Ontem, o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) confirmou que aumentará os juros básicos nos Estados Unidos em março e que deverá promover reajustes em pelo menos quatro reuniões neste ano. O Fed também indicou que poderá encerrar o programa de compra de dívidas, em vigor desde o início da pandemia de covid-19, mais cedo que o esperado.

Apesar de juros mais altos em economias avançadas estimularem a fuga de recursos de países emergentes, parte dos investidores entende que os efeitos do aperto monetário nos Estados Unidos já estão precificados (incorporados ao preço dos ativos). Isso tem aumentado o interesse dos investidores internacionais em países emergentes, atraídos pelos ativos financeiros baratos.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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Crise econômica dificulta greve dos caminhoneiros, diz líder de 2018

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Wallace Landim, Chorão, líder caminhoneiro
Reprodução/Facebook

Wallace Landim, Chorão, líder caminhoneiro

O presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores) e um dos líderes da greve dos caminhoneiros de 2018, Wallace Landim , o Chorão, divulgou nota nesta segunda-feira (16) afirmando que uma eventual paralisação da categoria é vista com “preocupação” devido à atual situação econômica do país.

Ele afirma que hoje o cenário é “muito diferente” de 2018, citando a fragilidade econômica provocada pelos “mais de dois anos de pandemia”.

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“Fazer uma grande paralisação nesse momento pode atrapalhar recuperação econômica do Brasil, que ainda é muito tímida. Os caminheiros brasileiros apoiam o bem-estar da sociedade”, diz. 

Landim diz que compreende a angústia dos caminhoneiros ao sentir os impactos da inflação e dos sucessivos aumentos do diesel, mas pede “sensibilidade e responsabilidade” para entender o impacto que uma greve causaria nos mais vulneráveis. 

“Os caminheiros autônomos são importantes para o equilíbrio do sistema de transporte de cargas do país e, por isso, temos o importantíssimo papel de manter o povo brasileiro devidamente abastecido. Isso aumenta muito nossa responsabilidade social, fato que requer ações inteligentes para não prejudicarmos os mais vulneráveis e a classe média que são os que mais sofrem com os impactos da alta dos combustíveis e os que mais sofrerão com o desabastecimento dos supermercados e comércio de maneira geral. O desabastecimento é, sem sombra de dúvidas, um fator que pode elevar ainda mais a inflação e todo esse caos econômico que estamos vivendo”, afirma.

Landim também criticou o que chamou de “política predatória de aumento de preço do diesel” e o crescimento dos lucros e dividendos dos acionistas da Petrobras “as custas do sofrimento da nossa categoria e de cada cidadão desse país”. 

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O preço do óleo diesel acumula alta de 52,53% nos últimos 12 meses com o último reajuste no valor do combustível, anunciado pela Petrobras na segunda-feira (9). Desde então, o valor médio do litro nas refinarias passou de R$ 4,51 para R$ 4,91.

O líder dos caminhoneiros autônomos pediu atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para extinguir os sucessivos aumentos de preço dos combustíveis, além de fiscalizar e punir os “cartéis” existentes no setor.

“Aqui, cabe uma crítica especial à ANP que, como Agência Reguladora, está sendo omissa com a sociedade, vez que a função precípua de um órgão regulador é proteger o cidadão de externalidades negativas e condutas oportunistas e criminosas. O que a ANP tem feito? A resposta é: absolutamente nada! Parece que o setor está sendo regulado pela Petrobras, uma empresa que visa lucros e distribuição de dividendos cada vez maiores aos seus acionistas”, pontuou Landim. 

Redução no frete

Durante pronunciamento na última quarta-feira (11), o senador Lucas Barreto (PSD-AP) informou que apresentou um projeto de lei — o PL 1.205/2022 — para  beneficiar os caminhoneiros que trabalham como transportadores autônomos de cargas (TACs). 

O projeto prevê que, “na prestação de serviço realizado pelo TAC, o combustível terá caráter meramente ressarcitório, não compondo o valor do frete, devendo ter seu custo repassado integralmente ao tomador do serviço, de forma destacada e apartada do frete”.

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Chorão disse que o PL “é a solução que os caminhoneiros autônomos precisam para sobreviverem nesse nefasto mercado do combustível, deixando de subsidiar as operações de transportes de grandes empresas.”

“Entendemos que o Projeto de Lei do Senador Lucas Barreto não trará impacto algum à sociedade, mas fará uma diferença enorme para cada caminhoneiro autônomo brasileiro. Então, além de cobrar maior atuação do governo e das suas instituições, agora precisamos que o congresso faça o PL 1.205/2022 tramitar com máxima urgência, de forma que os autônomos tenham seu direito mais básico respeitado, diminuindo as tensões, de forma a eliminar riscos de uma grande greve como a de 2018 que, infelizmente, por mais esforços que façamos, não está descartada de acontecer, em curtíssimo prazo”, adiciona o presidente da Abrava. 

Entenda as ideias do governo para reduzir preços dos combustíveis

Após tentar uma solução com duas investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) , o governo busca uma nova alternativa para reduzir o preço dos combustíveis: alterar o sistema de fretes da Petrobras . Segundo interlocutores do governo, a estimativa é que a medida  reduza a cotação do petróleo de 10% a 15%.

O governo federal estuda uma mudança na cobrança do frete para caminhoneiros, a fim de aliviar a pressão que sofre sobre com relação ao aumento no preço do diesel, enquanto a Petrobras registra lucro recorde. A ideia é aproximar o modelo brasileiro do vigente nos Estados Unidos, onde é garantido o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final, quando a mercadoria é entregue.

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