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Bolsonaro diz que auxílio de R$ 600 “não é aposentadoria” e promete valor menor

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Antonio Cruz/Agência Brasil

Em conversa com apoiadores, Jair Bolsonaro disse que auxílio emergencial “não é aposentadoria” e defendeu corte do valor

O presidente Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores nesta sexta-feira (28), na saída do Palácio da Alvorada, que o  auxílio emergencial de R$ 600 “não é uma aposentadoria”, criticando os que reclamam do provável  corte do valor pago por mês aos mais de  66 milhões de beneficiários do programa.

Bolsonaro reforçou o caráter emergencial do auxílio , criado pelo governo federal para minimizar os efeitos da crise causada pela pandemia sobre os mais afetados, que são informais, contribuintes individuais, desempregados que não recebem o seguro-desemprego , beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único para programas sociais.

“Tem cara já reclamando, o tempo todo assim. Isso não é aposentadoria, é uma ajuda emergencial. Eu sei que é pouco para quem recebe, mas ajuda, pô, é melhor do que nada”, disse Bolsonaro , que defendeu mais uma vez que o benefício seja estendido pelo menos até o final deste ano , mas “com uma importância menor do que R$ 600”.

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Na conversa desta sexta, um apoiador agradeceu Bolsonaro pelo auxílio e disse que o presidente tinha que “agradecer a Deus” pelo que está fazendo. Em seguida, Bolsonaro o agredeceu e disse: “Agradeço todo dia. E peço ajuda para carregar essa cruz porque está pesada”.

Há expectativa de que seja anunciado nesta sexta-feira o novo valor do auxílio emergencial . Segundo integrantes da equipe econômica do ministro Paulo Guedes, o presidente defende que as parcelas sejam de R$ 300, mas a tentativa da Economia é de reduzir esse valor, já pensando no Renda Brasil , novo programa de assistência do governo que deve começar em 2021 e ser uma espécie de ‘novo Bolsa Família’ , mais abrangente, mas com custo consideravelmente menor do que o auxílio emergencial.

Hoje, segundo as contas do governo, o auxílio custa, por mês, R$ 50 bilhões aos cofres públicos, o que tornaria inviável mantê-lo com o valor original sem furar o teto de gastos , algo que Guedes rejeita com veemência.

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Momento Economia

CNI: falta de financiamento adequado é entrave para indústria 4.0

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A insuficiência de recursos próprios e de financiamentos adequados é um dos principais entraves para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil. A informação faz parte de estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com empresas de diversos portes, nacionais e internacionais, que revela os gargalos para apresentar perspectivas e soluções ao desenvolvimento da indústria 4.0. 

O estudo mostra que a sensibilização dos representantes das empresas e a criação de financiamentos específicos para a implementação de soluções tecnológicas estão entre as principais medidas para preservar e aumentar a competitividade da indústria brasileira. Na avaliação da CNI, a abertura de linhas como a BNDES Crédito Serviços 4.0, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a Inovacred 4.0, lançada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), representa um avanço. 

“As principais nações industrializadas inseriram o desenvolvimento da indústria 4.0 no centro das estratégias de política industrial para preservar e aumentar sua competitividade. O Brasil precisa fazer o mesmo. A capacidade de a indústria brasileira competir internacionalmente dependerá da nossa habilidade de promover essa transformação”, comentou o diretor de Desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi. 

O levantamento indica que as empresas de menor porte encontram-se mais atrasadas no processo de implantação da indústria 4.0. Mesmo entre as grandes, no entanto, 42,1% das entrevistadas não haviam iniciado o processo de incorporação de tecnologias aos seus processos. 

Segundo a publicação, a origem do capital das empresas não é fator determinante para a implementação de novas tecnologias. O percentual das estrangeiras que não implementaram projetos da indústria 4.0 (40%) está muito próximo do registrado nas empresas nacionais (50%). Entre as empresas multinacionais entrevistadas,foi comum encontrar aquelas que não tinham autonomia decisória e que consideravam sua situação tecnológica atrasada em relação a outras unidades do grupo. 

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“Uma situação contraditória, em que a multinacional tem mais acesso à tecnologia e às vantagens decorrentes de pertencer a um grupo econômico mais complexo, mas padece pela importância, geralmente subordinada, da unidade brasileira dentro da corporação industrial”, avalia o relatório.

Linhas de crédito

Com base nas restrições apontadas pelos executivos entrevistados para a implementação da indústria 4.0, os especialistas recomendam a sensibilização dos empresários e a disponibilização de linhas de crédito especiais para a implementação de novas tecnologias no setor produtivo. 

Entre as ações objetivas recomendadas está, entre outros pontos, a concessão de financiamento de baixo custo para a demanda de soluções tecnológicas no padrão da indústria 4.0 e a divulgação de cases de adoção das tecnologias habilitadoras dessa indústria, para mostrar aos empresários os ganhos concretos com o investimento.

Indústria 4.0

A indústria 4.0 tem como uma das principais características a incorporação da digitalização à atividade industrial, integrando tecnologias físicas e virtuais. Entre elas, destacam-se o big data, robótica avançada, computação em nuvem, impressão 3D, inteligência artificial, sistemas de conexão máquina-máquina, sensores, atuadores e softwares de gestão avançada da produção. 

O estudo mostra que a indústria 4.0 entra nas empresas principalmente pela automação da produção, tendo a busca pelo aumento da produtividade como sua principal motivação. 

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De acordo com a CNI, outros ganhos que essa indústria pode apresentar, como flexibilidade de processos produtivos, integração com outros elos das cadeias produtivas, inovações de produto, redução de tempo no desenvolvimento de produtos, entre outros, não foram apontados como motivadores dos projetos. 

Análise

O estudo da CNI buscou construir um quadro analítico sobre as motivações, os impactos gerados ou potenciais, as capacitações existentes nas empresas, restrições à adoção e sugestões de ações relativas à difusão das tecnologias da indústria 4.0 no país.  

O levantamento foi feito com base em 24 entrevistas presenciais com gerentes e diretores de empresas do setor industrial.  O modelo usado foi o qualitativo, que teve como critérios para constituir a amostra a atividade industrial das empresas, o tamanho delas e a origem do capital – nacional ou estrangeiro.

Para a caracterização do tamanho da indústria foi levado em consideração o faturamento, sendo microempresas aquelas com receita operacional bruta anual ou renda anual menor ou igual a R$ 360 mil; pequenas empresas as maiores que R$ 360 mil e menores ou iguais a R$ 4,8 milhões; médias empresas as maiores que R$ 4,8 milhões e menores ou iguais a R$ 300 milhões, e grandes empresas aquelas com faturamento maior que R$ 300 milhões.

Edição: Graça Adjuto

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