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Bolsonaro quer tirar Coaf do BC e destinar para ministério de aliado

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Ministro Anderson Torres poderá ser o responsável pelo Coaf
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Ministro Anderson Torres poderá ser o responsável pelo Coaf

O presidente Jair Bolsonaro (PL) estuda tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Banco Central e passar para o controle do Ministério da Justiça. A informação é da jornalista Andréia Sadi, da TV Globo .

Segundo a colunista, Bolsonaro já teria conversado com aliados sobre o tema e pretendia enviar uma medida provisória ao Congresso Nacional nesta semana. No entanto, o presidente foi aconselhado a enviar um projeto de lei para realizar a transferência.

O Coaf tem a função de rastrear valores para evitar lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros. Foi a própria unidade de inteligência que descobriu uma movimentação suspeita nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República.

O conselho fazia parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas Bolsonaro decidiu passar o comando para o Ministério da Economia em 2019, medida que abriu uma crise entre o mandatário e o então ministro da Justiça, Sérgio Moro. Em 2020, no entanto, o Coaf passou a ser subordinado do Banco Central.

A mudança é vista nos bastidores como forma de manter o controle sobre as investigações do setor de inteligência. O atual ministro da Justiça, Anderson Torres, é aliado de Bolsonaro e poderá decidir como se andará as apurações do conselho.

Bolsonaro mesmo teria dito a assessores que o Coaf “persegue seus familiares e aliados”. O presidente se refere as investigações sobre o caso das rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. No entanto, tanto o STJ quanto  o STF anularam as provas colhidas pelo órgão.

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Circuito de Negócios Agro Banco do Brasil oferece crédito itinerante

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O Banco do Brasil (BB) montou agências móveis que percorrerão todas as regiões do país para oferecer crédito para pequenos produtores rurais, informou hoje o presidente do banco, Fausto de Andrade Ribeiro, em entrevista para o programa A Voz do Brasil.

Chamada de Circuito de Negócios Agro 20/22, a terceira edição da iniciativa percorrerá cerca de 600 municípios brasileiros e oferecerá R$ 1,5 bilhão em diferentes linhas de crédito para estimular a aquisição de máquinas e insumos agrícolas para produtores de pequeno porte.

“Evoluímos em relação às duas primeiras edições. As carretas vão levar, além de crédito, conhecimento para os pequenos produtores. O Circuito de Negócios Agro vai elevar o nível de conhecimento técnico do homem do campo”, explicou Ribeiro.

Segundo a estimativa do presidente do banco, cerca de 500 mil produtores serão beneficiados durante a jornada das agências móveis. Além de negociações bancárias, cursos, oficinas e exposições serão montadas com a ajuda de parceiros do Banco do Brasil durante as visitas aos municípios.

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“Quando as carretas chegam a municípios pequenos, elas acabam aquecendo o mercado. Toda a cadeia de negócios agro, como parceira, estará à disposição desses agricultores oferecendo produtos e serviços para melhorar a produtividade e os negócios no campo”, afirmou.

Negociação de dívidas

Sobre o mutirão de negociações de dívidas realizado em dezembro de 2021, Fausto de Andrade Ribeiro disse que o programa superou as expectativas da instituição. Segundo informou, cerca de 146 mil clientes do BB conseguiram renegociar dívidas que giravam, em média, em R$ 16 mil. O total de crédito renegociado pelo banco chegou a R$ 3 bilhões.

“A ideia nasceu para que a gente pudesse apoiar a retomada da economia. Mas também para que as pessoas retomassem as vidas normais, retirassem aquela sensação de endividamento, de peso. Foi uma ajuda para o Brasil ter uma economia mais forte”, explicou.

Sobre as metas do BB para 2022, o presidente da instituição afirmou que a expansão de serviços digitais e a conveniência na resolução de questões bancárias será o foco durante o ano. “[Pretendemos] continuar acelerando a transformação digital e ter cada vez mais um banco eficiente, levando para os clientes de todo o Brasil comodidade”, concluiu.

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Assista na íntegra:

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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