Momento Economia

Bolsonaro sanciona lei que obriga afastamento de grávidas do trabalho presencial

Publicados

em


source
Sanção será publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (13)
Reprodução: ACidade ON

Sanção será publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (13)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou um projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que permite o afastamento de mulheres grávidas do trabalho presencial enquanto continuar a emergência de saúde da Covid-19 .

De acordo com a nova lei, que será publicada na edição desta quinta-feira (13) do Diário Oficial da União, a empregada deverá permanecer afastada das atividades presenciais sem prejuízo de sua remuneração. Além disso, as gestantes poderão continuar trabalhando por meio de teletrabalho, o “home office”, ou outra forma de trabalho à distância.

Nos últimos dias, a vacinação de gestantes com a vacina Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca foi suspensa após a morte de uma mulher que tomou a vacina. A reação levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a pedir a suspensão do uso de imunizante em grávidas.

Você viu?

A paciente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) que levou à sua morte e a do feto. A mulher tinha tomado a vacina. O caso levou o Ministério da Saúde a suspender a vacinação de grávidas e puérperas (até 45 dias após o parto) com a Covishield. Ao fazer o anúncio, a pasta também recomendou a suspensão da imunização em gestantes e puérperas sem doenças prévias.

As grávidas que tiverem comorbidades continuarão a ser imunizadas com a CoronaVac ou a da Pfizer. As medidas são temporárias e valerão enquando casos suspeitos de eventos advesos são investigados. A pasta detalhará, em nota técnica a ser publicada nos próximos dias, as orientações para as que já receberam a primeira dose.

Momento Economia

Golpe oferece vagas de emprego falsas para roubar dados; veja como se proteger

Publicados

em


source
Mais de 346 mil golpes com falsas vagas de emprego circulam em sites; veja como se proteger
Reprodução: iG Minas Gerais

Mais de 346 mil golpes com falsas vagas de emprego circulam em sites; veja como se proteger

Com o aumento do desemprego  durante a pandemia de Covid-19 e a necessidade de isolamento social, muitos trabalhadores estão procurando vagas de trabalho  e participando de processos seletivos pela internet. Mas a popularização das inscrições on-line para oportunidades tem sido alvo de criminosos que disseminaram  falsos anúncios  com chances primeiro emprego e de recolocação profissional. Somente nos cinco primeiros meses do ano, foram detectadas 346.196  tentativas de golpe que simulavam a oferta de vagas em sites, segundo um levantamento feito pelo laboratório de cibersegurança da PSafe, a pedido do EXTRA.

Para Emilio Simoni, diretor do laboratório, fraudadores também passaram a atuar mais nesse segmento, criando vagas falsas e atraindo candidatos com o objetivo de conseguir dados, como CPF e dados bancários , por meio de cobrança de taxas para seleções de vagas que não existem efetivamente.

“O golpe de falsas vagas de emprego é um dos mais comuns. Normalmente, é usado para roubo de informações pessoais (como CPF, nome completo, endereço e dados bancários) e roubo de credenciais de acesso a contas nas redes sociais (logins e senhas)”, explica Simoni.

A preocupação de especialistas em segurança digital e de Recursos Humanos (RH) é a de que, com o recrudescimento da pandemia e a disparada das filas de desemprego, os trabalhadores mais vulneráveis estejam expostos a serem vítimas de fraude. Uma pesquisa realizada pela OLX (plataformas de compra e venda de produtos) identificou que 23% das pessoas estariam dispostas até a pagar para se candidatar a uma oportunidade de emprego, mesmo que essa não seja uma prática comum de seleções idôneas.

Ainda segundo a pesquisa feita com sete mil trabalhadores, 14% dos entrevistados aceitariam fornecer seus dados bancários e o número do CPF durante uma seleção virtual de emprego, mesmo antes da efetivação para a vaga. Entre os entrevistados, 75% disseram estar desempregados.

“Em um cenário de alta do desemprego e menor oferta de vagas, as pessoas ficam mais vulneráveis e acabam caindo em golpes”, explica Beatriz Soares, diretora de Produto e Operações da OLX.

Desconfiança

De acordo com Beatriz, ao pesquisar vagas de emprego, o candidato que desconfiar do anúncio deve pedir mais informações para o anunciante.

Leia Também:  Setor de serviços avança 0,7% em abril, mas segue abaixo de patamar pré-pandemia

Ainda que boa parte dos candidatos esteja disposta a desembolsar dinheiro para participar dos processos seletivos, especialistas dizem que este é um dos principais indícios de fraudes, já que empresas idôneas não se valem desta prática para selecionar os candidatos às vagas que oferecem. Outra medida a ser evitada é o compartilhamento de dados bancários do interessado, o que ocorre depois da efetiva contratação para o pagamento de salário ao funcionário.

O número de trabalhadores desempregados chegou a 14,8 milhões de trabalhadores, segundo o IBGE. A taxa média de desemprego no país foi de 14,7% no primeiro trimestre do ano, a maior da série histórica

“Recebi um anúncio de vaga pelo WhatsApp, no grupo de família. Eles faziam a promessa de R$ 1.153 para uma vaga administrativa, sem exigência de experiência prévia. Logo, desconfiei do site, mas fiz o cadastro. Em poucos minutos, recebi a ligação de uma pessoa dizendo que eu fui aprovada, mas que, para ser contratada, eu tinha que conseguir outras cinco pessoas para fazer a inscrição no site. Ali, percebi que era fraude, e que eles poderiam estar querendo acesso a dados pessoais para aplicar golpes. A gente está querendo trabalhar e acaba caindo”, conta a estudante Beatriz Vasconcelos, de 23 anos.

Você viu?

Operações são semelhantes

Em muitos casos, os falsos anúncios de vagas de emprego circulam pelas redes sociais e se espalham com os compartilhamentos em grupos de mensagens. Além disso, boa parte das fraudes tem características operacionais semelhantes para atrair as vítimas.

Elas oferecem salários e condições de trabalho atraentes e ofertas válidas até um determinado dia do mês, em geral sem menção à localização da cidade. Em muitos casos, para atrair as vítimas, os golpistas prometem que a carteira de trabalho será assinada na hora.

Anúncios em redes sociais ou sites ressaltam que basta responder ao anúncio com um “ok” ou “sim” para garantir a vaga. Em alguns casos, após a resposta, o criminoso inicia uma conversa com a vítima e pede que usuário siga suas instruções e procedimentos para efetivar sua inscrição, como clicar em links e fazer cadastro com seus dados pessoais de acesso à rede social.

“Por isso, é preciso desconfiar quando alguém entra em contato por canais informais, como redes sociais ou WhatsApp, para convidá-lo a participar de um processo seletivo”, explica Emilio Simoni, especialista da Psafe.

Leia Também:  Avenida Filinto Muller recebe obras na rede de esgoto e Semob irá controlar o trânsito

Vagas reais

Segundo Pâmela Nascimento, coordenadora de Recrutamento & Seleção do ManpowerGroup, durante as seleções para vagas reais em empresas idôneas, as informações que geralmente são requisitadas por recrutadores são dirigidas às competências técnicas dos candidatos, assim como a descrição de suas experiências profissionais:

“As empresas com processos reais pedem currículo do candidato. Neste documento, o candidato precisa colocar nome, não precisa informar o endereço completo. O interessado deve ressaltar sua formação acadêmica, suas experiências profissionais e suas competências. Em algumas ofertas de vagas, o site de recrutamento pode pedir que se insira na plataforma os números de CPF e RG e data de nascimento, como medida para identificar os concorrentes, porque alguns têm o mesmo nome e sobrenome. Mas dados bancários e valores nunca”, ressalta ela.

Assessoramento para a vaga

Uma das formas de checar se as ofertas de vagas existem realmente é buscar os sites oficiais das empresas e verificar se há oportunidades de trabalho disponíveis. Em vários anúncios falsos, os golpistas usam os nomes de empresas conhecidas para atrair as vítimas e dar credibilidade aos falsos anúncios.

“Busque pela empresa ou até pela oportunidade na internet. Veja se a empresa tem um site com informações sobre ela. Se realmente ela existir, e tiver algum meio de contato no site, ligue e certifique-se da existência da vaga. As pessoas também podem confirmar se a pessoa que se diz ser da área de recrutamento e seleção realmente existe. Basta buscar por ela em uma rede social profissional”, recomenda Érika Castro, especialista em Aquisição de Talentos na do site Vagas.com.

Pâmela Nascimento, coordenadora de Recrutamento & Seleção do ManpowerGroup, ressalta que outra fraude comum é divulgar um anúncio falso e cobrar por uma suposta assessoria para garantir a vaga:

“Em alguns casos, a pessoa tenta vender um suposto assessoramento de carreira e coloca seu serviço como se fosse uma suposta garantia de emprego, se o interessado se dispuser a pagar um determinado valor em dinheiro, o que também é uma fraude”, alerta Pâmela.


Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA