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Bolsonaro tem razão sobre abono salarial, diz Guedes

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O presidente Jair Bolsonaro estava certo ao defender a manutenção do abono salarial (espécie de 14º salário) para os trabalhadores formais que recebem até dois salários mínimos, disse hoje (28) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em evento para empresários da indústria do aço, ele declarou que a resistência do presidente em eliminar o benefício é “natural” e decorre do instinto político.

“É natural quando você começa a discutir a focalização de programas, chega alguém e diz: ‘Olha, tira aqui o abono salarial e bota ali’. Isso chegou a ser discutido até no governo do PT, a própria [ex-presidente] Dilma [Rousseff] propôs isso, essa consolidação de programas. E quando isso é imaginado, aí o presidente reage naturalmente, com instinto político, e fala: ‘Espera aí, tirar do pobre e dar pro mais pobre?’”, disse o ministro.

Guedes informou que a eliminação do abono salarial era apenas uma das possibilidades em estudo e que a equipe econômica levou outras sugestões de propostas para financiar o Renda Brasil, que estão sendo analisadas pelo Palácio do Planalto. “O salário de 75% dos brasileiros que estão na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] é abaixo de 1,5 salário mínimo, então [acabar com abono] realmente é tirar da base de trabalhadores brasileiros e passar pro que está desempregado, que está pior ainda”, declarou. “Mas essa era uma das possibilidades que estavam sendo examinadas.”

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A eliminação do abono salarial estava sendo estudada pela equipe econômica para fornecer recursos para o Renda Brasil, novo programa de distribuição de renda em discussão no governo. Na última quarta-feira (26), Bolsonaro anunciou, em viagem a Minas Gerais, que tomou a decisão de suspender a criação do Renda Brasil depois de reunião com Guedes.

“Não podemos fazer isso aí, como, por exemplo, a questão do abono para quem ganha até dois salários mínimos, seria um décimo quarto salário. Não podemos tirar de 12 milhões de pessoas para dar para um Bolsa Família, um Renda Brasil, seja lá o que for o nome desse novo programa”, acrescentou, ao discursar na cerimônia de reativação do alto-forno 1 da Usiminas”, declarou o presidente na ocasião.

Indústria

O ministro da Economia também falou sobre as perspectivas para a indústria. Segundo Guedes, a alta do dólar e os juros baixos ajudarão o setor industrial a se recuperar em 2021. Além das condições da economia, ele reiterou a promessa de medidas para liberalizar a economia, como reduções de impostos por meio da reforma tributária e mudanças em legislações.

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“A indústria pode esperar para o ano que vem câmbio forte, juros baixos, impostos descendo com reforma tributária”, comentou. Entre as medidas que deverão reduzir os custos logísticos e aumentar a competitividade do produto brasileiro, ele citou a reforma na lei de navegação por cabotagem e a liberalização do mercado de energia, que deverá baratear o preço da luz e dos combustíveis.

Edição: Wellton Máximo

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Momento Economia

CNI: falta de financiamento adequado é entrave para indústria 4.0

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A insuficiência de recursos próprios e de financiamentos adequados é um dos principais entraves para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil. A informação faz parte de estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com empresas de diversos portes, nacionais e internacionais, que revela os gargalos para apresentar perspectivas e soluções ao desenvolvimento da indústria 4.0. 

O estudo mostra que a sensibilização dos representantes das empresas e a criação de financiamentos específicos para a implementação de soluções tecnológicas estão entre as principais medidas para preservar e aumentar a competitividade da indústria brasileira. Na avaliação da CNI, a abertura de linhas como a BNDES Crédito Serviços 4.0, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a Inovacred 4.0, lançada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), representa um avanço. 

“As principais nações industrializadas inseriram o desenvolvimento da indústria 4.0 no centro das estratégias de política industrial para preservar e aumentar sua competitividade. O Brasil precisa fazer o mesmo. A capacidade de a indústria brasileira competir internacionalmente dependerá da nossa habilidade de promover essa transformação”, comentou o diretor de Desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi. 

O levantamento indica que as empresas de menor porte encontram-se mais atrasadas no processo de implantação da indústria 4.0. Mesmo entre as grandes, no entanto, 42,1% das entrevistadas não haviam iniciado o processo de incorporação de tecnologias aos seus processos. 

Segundo a publicação, a origem do capital das empresas não é fator determinante para a implementação de novas tecnologias. O percentual das estrangeiras que não implementaram projetos da indústria 4.0 (40%) está muito próximo do registrado nas empresas nacionais (50%). Entre as empresas multinacionais entrevistadas,foi comum encontrar aquelas que não tinham autonomia decisória e que consideravam sua situação tecnológica atrasada em relação a outras unidades do grupo. 

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“Uma situação contraditória, em que a multinacional tem mais acesso à tecnologia e às vantagens decorrentes de pertencer a um grupo econômico mais complexo, mas padece pela importância, geralmente subordinada, da unidade brasileira dentro da corporação industrial”, avalia o relatório.

Linhas de crédito

Com base nas restrições apontadas pelos executivos entrevistados para a implementação da indústria 4.0, os especialistas recomendam a sensibilização dos empresários e a disponibilização de linhas de crédito especiais para a implementação de novas tecnologias no setor produtivo. 

Entre as ações objetivas recomendadas está, entre outros pontos, a concessão de financiamento de baixo custo para a demanda de soluções tecnológicas no padrão da indústria 4.0 e a divulgação de cases de adoção das tecnologias habilitadoras dessa indústria, para mostrar aos empresários os ganhos concretos com o investimento.

Indústria 4.0

A indústria 4.0 tem como uma das principais características a incorporação da digitalização à atividade industrial, integrando tecnologias físicas e virtuais. Entre elas, destacam-se o big data, robótica avançada, computação em nuvem, impressão 3D, inteligência artificial, sistemas de conexão máquina-máquina, sensores, atuadores e softwares de gestão avançada da produção. 

O estudo mostra que a indústria 4.0 entra nas empresas principalmente pela automação da produção, tendo a busca pelo aumento da produtividade como sua principal motivação. 

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De acordo com a CNI, outros ganhos que essa indústria pode apresentar, como flexibilidade de processos produtivos, integração com outros elos das cadeias produtivas, inovações de produto, redução de tempo no desenvolvimento de produtos, entre outros, não foram apontados como motivadores dos projetos. 

Análise

O estudo da CNI buscou construir um quadro analítico sobre as motivações, os impactos gerados ou potenciais, as capacitações existentes nas empresas, restrições à adoção e sugestões de ações relativas à difusão das tecnologias da indústria 4.0 no país.  

O levantamento foi feito com base em 24 entrevistas presenciais com gerentes e diretores de empresas do setor industrial.  O modelo usado foi o qualitativo, que teve como critérios para constituir a amostra a atividade industrial das empresas, o tamanho delas e a origem do capital – nacional ou estrangeiro.

Para a caracterização do tamanho da indústria foi levado em consideração o faturamento, sendo microempresas aquelas com receita operacional bruta anual ou renda anual menor ou igual a R$ 360 mil; pequenas empresas as maiores que R$ 360 mil e menores ou iguais a R$ 4,8 milhões; médias empresas as maiores que R$ 4,8 milhões e menores ou iguais a R$ 300 milhões, e grandes empresas aquelas com faturamento maior que R$ 300 milhões.

Edição: Graça Adjuto

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