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Bolsonaro volta a defender trabalho infantil: “Deixa a molecada trabalhar”

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bolsonaro e youtuber mirim esther
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Bolsonaro, Esther e mais pessoas que fizeram parte da live do presidente nesta quinta-feira (10)

Ao lado de uma criança de 10 anos, a youtuber mirim Esther, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o trabalho infantil, proibido por lei, durante a live semanal realizada nesta quinta-feira (10). O presidente também fez piadas gordofóbicas e sobre misoginia na companhia da garota.

Durante a live, Bolsonaro contou história que disse não saber se era verdadeira ou não para reforçar sua posição favorável ao trabalho infantil , já explicitada em outras ocasiões. “Tem uma história que não apurei se é verdade ou falsa, mas tá na internet. […] Um garoto com caixa de engraxar, ele foi no relojoeiro para comprar 1 presente para o pai. O relojoeiro deu pra ele, devolveu o dinheiro, e parece que alguém do Ministério do Trabalho notificou o dono dizendo que estava fazendo apologia ao trabalho”, disse o presidente.

Bolsonaro se referiu ao caso recente de um menino da cidade de Catalão, no interior de Goiás, que quis comprar um relógio de presente para o tio no Dia dos Pais, já que ele o considera como pai, segundo a família. O dono não cobrou a criança pelo relógio e disse ao menino que seguisse trabalhando e então foi convocado a prestar esclarecimentos pelo Ministério Público do Trabalho. “Deus tem projeto na sua vida, que Deus vai te fazer um grande homem e que o trabalho dignifica”, falou o dono ao menino.

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O presidente usou da oportunidade para levantar sua bandeira a favor do trabalho infantil. “Deixa o moleque trabalhar. Eu trabalhei, aprendi a dirigir com 12 anos. Molecada quer trabalhar, trabalha. Hoje, se está na Cracolândia [em São Paulo], ninguém faz nada com o moleque”, lamentou.

A youtuber mirim também defendeu “começar cedo” ao lado de Bolsonaro. Segundo Esther, seus pais trabalham desde crianças e ela diz ter começado como repórter aos 6 anos, algo de que teria orgulho. O presidente sorriu, brincou com a garota e voltou a reforçar sua posição, dizendo “deixa a molecada trabalhar”.

No Brasil, o trabalho só é permitido para adolescentes a partir dos 16 anos. O trabalho infantil é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que autoriza trabalho na categoria de aprendiz a partir dos 14. Antes da eleição para presidente, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro já defendeu que o ECA, que protege as crianças e adolescentes no País, fosse “rasgado e jogado na latrina”.

Durante evento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em agosto, o presidente também defendeu o trabalho infantil. Ele relatou que trabalhou em um bar aos 12 anos e disse: “Bons tempos, né? Onde o menor podia trabalhar” .

Gordofobia e misoginia

“Estou vendo na internet que hoje é o Dia do Gordinho. É verdade? O  gordinho pode salvar a tua vida ou não?”, perguntou Bolsonaro à youtuber mirim de 10 anos.

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“Pode”, respondeu a menina, sendo interpelada pelo presidente: “Mas como?”. “Tipo assim. Surge um urso, aí a gente corre, corre, corre. Quem vai correr mais?”, rebateu a criança. O presidente então responde: “O gordinho. E vai salvar a tua vida. Se for comer o Tarso, vai ser muita gordura. O urso vai passar mal”, disse Bolsonaro, aos risos, referindo-se a uma das pessoas de sua equipe.

Brincando com a garota durante a live, o presidente contou sobre quando foi chamado de misógino pela primeira vez. “Eu confesso. A primeira vez que gritaram ‘misógino’ para mim eu não sabia. Tinha um assessor do lado: ‘Pega aí rapidinho na internet o que é misógino para saber se estou sendo xingado ou elogiado'”, disse Bolsonaro.

Depois ele interagiu com os demais presentes para repetir a experiência. “Você sabe o que é misógino? Hélio Negrão, você sabe o que é misógino? Pisou na bola. Deixa eu pegar outro pau de arara aqui”, disse. “Mozart, o que é misógino? Você é misógino, Mozart? Se você não gosta de mulher, você gosta de homem, então. Eu fiquei sabendo naquele momento”, brincou.

“Então, se eu não gosto de mulher, é sinal de que eu gosto de homem. Quem não gosta de mulher gosta de homem, é isso?”, perguntou Bolsonaro à Esther. A criança respondeu: “Mas é feio isso aí. Tem que ser certinho, gente, para vocês terem um futuro bem legal lá na frente”.

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Momento Economia

Governo já desembolsou R$ 197 bilhões em auxílio emergencial

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O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quinta-feira (17) que já foram transferidos R$ 197 bilhões em auxílio emergencial para 67,2 milhões de beneficiários do programa em todo o Brasil. Segundo ele, cerca de 45% dessas pessoas vivem nas regiões Norte e Nordeste do país. 

“Desses R$ 197 bilhões, R$ 68 bilhões foram para o Nordeste e R$ 21 bilhões para a Região Norte”, destacou, durante live semanal do presidente Jair Bolsonaro transmitida pelas redes sociais. Guimarães também lembrou que as primeiras cinco parcelas do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, foram pagas a 45 milhões de pessoas e que integrantes do Bolsa Família já começaram a receber a sexta parcela, num valor menor, de R$ 300, que corresponde ao auxílio residual. 

Decreto do presidente publicado esta semana no Diário Oficial da União detalha as regras para a concessão do auxílio residual. As parcelas serão pagas apenas a quem já têm o auxílio emergencial, ou seja, trabalhadores que não são beneficiários do programa não poderão solicitar o auxílio residual.  

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Instituído em abril para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou a ser pago com parcelas mensais de R$ 600 a R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família) a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o benefício foi estendido para um total de cinco parcelas. A partir de hoje, o auxílio residual passa a ser pago em até quatro parcelas mensais. 

Volta às aulas

Ainda durante a live, Bolsonaro voltou a defender o retorno das aulas presenciais no país e disse que já acionou o ministro da Educação para tratar do assunto. “Hoje, até mandei mensagem para o ministro Milton [Ribeiro], da Educação, para que se volte as aulas no Brasil”, afirmou.

Ontem (16), durante audiência pública com deputados e senadores, Milton Ribeiro disse que, se dependesse dele, as aulas presenciais nas escolas de todo o país “voltariam amanhã”, mas que ainda há riscos sanitários. O ministro informou também que a pasta está elaborando um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica. 

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Edição: Paula Laboissière

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