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Cegos criticam nota de R$ 200 por falta de acessibilidade

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Cegos criticam nota de R$ 200 por falta de acessibilidade
Raphael Ribeiro/Banco Central do Brasil

Cegos criticam nota de R$ 200 por falta de acessibilidade

Associações de deficientes visuais tem criticado o lançamento da nova nota de R$ 200, que ocorreu na última quarta-feira (2) pelo Banco Central ( BC ).

O motivo das críticas é o fato da nota de R$ 200 ter o mesmo tamanho da nota de R$ 20. Desde o lançamento desta Família do Real , todas as cédulas haviam adotado tamanhos diferentes que ajudam a diferenciação para os deficientes visuais.

O presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil ( ONCB ), Beto Pereira , afirmou: “As notas com tamanhos diferentes, seguindo padrões como do euro e da libra esterlina, surgiram depois de mobilização de pessoas cegas e de baixa visão. Não foi de uma hora para outra nem por bondade.”

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A ONCB acionará o Conselho Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência ( Conade ) e os deputados federais que são próximos à causa dos deficientes visuais para que as séries da nota que vierem tenham melhores mecanismos que facilitem a acessibilidade.

“Isso reduz muito a autonomia e descumpre a lei brasileira de inclusão. Se não tinha equipamento para fazer maior do que a de R$ 100, não poderia ter feito no tamanho de R$ 20”, disse Pereira.

Sem tempo hábil

A diretora de Administração do Banco Central , Carolina de Assis Barros , argumentou que “A primeira razão para adotar esse formato é que não havia tempo hábil para adaptação do parque fabril para que tivéssemos uma cédula superior ao tamanho de R$ 100.”

“Por ser uma alta denominação, escolhemos um conjunto de elementos de segurança bem robusto, sendo que um desses elementos é típico da máquina que produz os R$ 20. A escolha do tamanho da nota de R$ 20 também facilitou a chegada das cédulas ao equipamento da rede bancária que dispensa cédulas de forma mais rápida”, completou.

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O BC colocou barras táteis distintas das outras notas na cédula de R$ 200, fazendo um código de três linhas na diagonal, em alto relevo, localizado no canto direito da nota. Elementos como o número 200 estão destacados na cédula também.

Para aqueles que tem parte da visão, o BC afirmou que manteve uma paleta de cores com tons que constrastam para beneficiar a acessibilidade.

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Momento Economia

Projeção do BC para queda do PIB passa de 6,4% para 5%

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O Banco Central (BC) reduziu a projeção de queda da economia brasileira este ano. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 6,4%, previstos em junho, para 5%. A estimativa está no Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente pelo BC.

No relatório, o BC lembra que o PIB recuou 9,7% no segundo trimestre de 2020, “repercutindo a magnitude da retração da atividade em março e, principalmente, em abril”. Segundo o Banco Central, há “perspectivas mais favoráveis para o terceiro trimestre, em linha com os indicadores domésticos disponíveis, as informações mais recentes sobre a pandemia e a evolução esperada da economia internacional”.

Para 2021, “ainda com incerteza acima da usual”, a projeção de crescimento é de 3,9%. “Ressalte-se que essa perspectiva depende da continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira, condição essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”, finaliza o Banco Central.

 

Edição: Kleber Sampaio

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