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Cesta de compras para família de renda mais baixa sobe 0,36% em agosto

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação de preços da cesta de compras de famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou inflação de 0,36% em agosto deste ano. A taxa é inferior à observada no mês anterior (0,44%), segundo dados divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse é o maior resultado para um mês de agosto desde 2012, quando o INPC ficou em 0,45%. O indicador também ficou acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,24% no mês de agosto deste ano.

O INPC acumula taxas de inflação de 1,16% no ano e de 2,94% nos últimos 12 meses. Em ambos os casos, o indicador ficou acima da inflação oficial, que acumula taxas de 0,70% no ano e de 2,44% em 12 meses.

Em agosto, os alimentos tiveram alta de preços de 0,80%, enquanto os produtos não alimentícios subiram 0,23%.

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Edição: Valéria Aguiar

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Áreas de biomas brasileiros caíram 8,34% entre 2000 e 2018

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Entre 2000 e 2018 todos os biomas brasileiros – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa – tiveram saldo negativo em números absolutos (489.877 km²) das áreas naturais, o que representa menos 8,34%, mas a perda diminuiu de magnitude ao longo desses anos. A maior desaceleração ocorreu no Bioma Mata Atlântica que saiu de uma perda de 8.793 km², entre 2000 e 2010, para menos 577 km², entre 2016 e 2018. Apesar disso, a Mata Atlântica, onde há a ocupação mais antiga e intensa, conserva apenas 16,6% de suas áreas naturais. Esse é o menor percentual entre os biomas.

Os biomas Amazônia e Cerrado concentraram os maiores quantitativos absolutos de redução de áreas naturais. A maior perda foi do bioma Amazônia (269,8 mil km²), seguido pelo Cerrado (152,7 mil km²).

As menores quedas de áreas naturais, tanto em termos absolutos (2.109 km²) quanto percentuais (1,6%), foram no Pantanal. Já a maior perda percentual ocorreu no Bioma Pampa, onde 16,8% de sua área natural, de 2000 a 2018, foram convertidos em usos antrópicos – quando há a ação do ser humano em atividades sociais, econômicas e culturais sobre o meio ambiente.

Os dados fazem parte da Edição inaugural das Contas de Ecossistemas: Extensão por Biomas (2000-2018), divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Levantamento apresenta os resultados, em termos gerais, do estado de conservação dos ecossistemas no ambiente terrestre brasileiro.

A pesquisa indicou que entre 2000 e 2018, a Amazônia perdeu quase 8% de sua cobertura florestal, que foi substituída, principalmente, por áreas de pastagem com manejo, que passaram de 248,8 mil km², em 2000, para 426,4 mil km² da Amazônia, em 2018.

A pesquisadora da Diretoria de Geociências do IBGE, Maria Luíza da Fonseca, informou que os biomas Pampa e Pantanal apresentaram o indicador de intensidade de mudança com proporções bastante superiores aos demais do território nacional. “No Pantanal temos 75,3% das alterações realizadas, consideradas desde alterações intensas, que têm o indicador 3, o mais elevado. O mesmo acontece com o Bioma Pampa, com cerca de 60% de alterações bastante intensas. O indicador de valor 3 retrata uma conversão de uso que era natural e passou diretamente ao antrópico intenso. No Pampa, sobretudo na área agrícola, e no Pantanal prevaleceu a pastagem por manejo”, afirmou.

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A Mata Atlântica (7,96%) e Caatinga (7,44%) tiveram as menores transformações do espaço brasileiro e os maiores decréscimos nas supressões de áreas naturais. “Dentro de um cenário nacional, podemos ver que tanto a Mata Atlântica quanto a Caatinga foram as que, no último biênio analisado (2016/2018), tiveram o maior decréscimo. Elas mostram, ao longo de toda a série histórica (2000/2018), a maior desaceleração dessas perdas”, disse, acrescentando que essas áreas naturais dizem respeito às vegetações florestal e campestre, às áreas úmidas e descobertas, consideradas vegetação nativa sem interferência antrópica.

AmazôniaAmazônia

Amazônia – Valter Campanato/Agência Brasil

“A perda de áreas naturais ocorre de formas diversas. Nem essa pesquisa e nem o monitoramento trata das causas desses fenômenos. Ou seja, se foram por meio de ação antrópica ou por causa dos próprios fenômenos da natureza. As pesquisas do IBGE ainda não trazem esse detalhamento de causas”, disse.

Áreas naturais florestais

Maria Luíza destacou que o mapa de concentração das áreas naturais florestais contínuas, referente a 2018, mostra a maior parte no Bioma Amazônia e um avanço de maneira clara do arco do desmatamento, que em 2000 era mais restrito ao limite do Bioma Cerrado e hoje apresenta uma interiorização por meio das estradas e dos cursos de rios. Em contraposição, o segundo Bioma mais florestal é o da Mata Atlântica onde, atualmente, se vê poucos remanescentes de vegetação, com alta fragmentação ao longo do litoral.

Formações campestres

O Cerrado tem o maior grau de interferência antrópica nas formações campestres florestais, sobretudo no Centro-Sul, onde avançam as atividades agropecuárias. Ainda em 2018, o Pantanal era o mais preservado, com pontual interferência antrópica na borda leste do bioma. “É claro que ele também sofre influência do Bioma Cerrado no limite, porque a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, que abastece o Pantanal, não respeita o limite dos biomas, então, a produção de água e sedimentos do Cerrado chega também ao Pantanal”, acrescentou.

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A pesquisadora disse que o impacto das queimadas que têm ocorrido no Pantanal só será verificado no próximo ano de referência (2020) do Projeto de Monitoramento de Cobertura do Uso da Terra, que fará parte da edição seguinte, prevista para ser divulgada em 2022. “A supressão de áreas naturais que ocorrer no Pantanal, de acordo com esse fenômeno que estamos vendo agora, provavelmente será detectada no próximo ano referência”, afirmou.

No Pampa, as formações campestres seguem o padrão de ocupação nos planaltos, área propícia à expansão da atividade agrícola, e na Caatinga há a antropização nas depressões orientais sertanejas que fazem limite com a Mata Atlântica.

Metodologia

A metodologia atual da pesquisa também não faz avaliação do impacto econômico direto das conversões com as Contas Nacionais, especificamente com o Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, os ativos ambientais, por enquanto, estão fora da fronteira das contas nacionais em grande parte, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) já propôs essa inclusão, que está sendo analisada pelos países para assegurar um conceito mundial.

“Ainda não existe integração entre as duas coisas, o que existe são indicadores auxiliares, para ver como também o meio ambiente pode ser levado em consideração em políticas públicas e, além de olhar a evolução da economia, olhar o que está acontecendo no meio ambiente com essa evolução”, informou.

Tudo isso, segundo Rebeca, é discutido internacionalmente e está prevista uma revisão do próprio manual internacional de contas nacionais. “Há toda uma discussão de como seria possível integrar cada vez mais o meio ambiente nessa contabilização. Esse é um primeiro passo, até internacional, que a gente também está seguindo: mostrar também, junto com a evolução da economia, o que está ocorrendo com o meio ambiente”, completou.

Edição: Graça Adjuto

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