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Concurso do IBGE vai abrir 208 mil vagas; confira cargos e salários

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IBGE abriu concurso para contratar 208 mil para o Censo 2021; veja os salários

Depois de  suspenso neste ano, o concurso do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) será realizado em 2021. Ele atenderá a demanda do Censo Demográfico do ano que vem e vai oferecer 208 mil vagas temporárias. O edital deve sair em março de 2021.

A confirmação do concurso para o ano que vem foi dada durante a apresentação do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), o  Orçamento 2021 do governo, na última segunda-feira (31).

Na segunda, o Orçamento 2021 foi apresentado com a previsão de abertura do concurso do IBGE com valor de cerca de R$ 43 milhões, confirmando a seleção e a coleta de dados do Censo.

São previstas, ao todo, 208.695 vagas no concurso para o Censo Demográfico.

Veja vagas e salários:

Recenseador – 180.557 vagas – nível fundamental
Salários: variáveis de acordo com a região

Agente censitário municipal – 5.462 vagas – nível médio
Salários: R$ 2.558, sendo R$ 2.100 + R$ 458 (auxílio-alimentação)

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Agente censitário supervisor – 22. 676 vagas – nível médio
Salários: R$ 2.158, sendo R$ 1.700 + R$ 458 (auxílio-alimentação)

Outro concurso

O IBGE tem outro concurso previsto, para abril de 2021. O concurso já foi autorizado pelo Ministério da Economia e deve abrir 192 vagas, entre elas para agente censitário de pesquisa por telefone (180 vagas) e supervisor censitário de pesquisa e codificação (12 vagas). As vagas são para o Censo do Rio de Janeiro.

Provas do concurso do IBGE

As provas objetivas do concurso do IBGE devem ser aplicadas no Distrito Federal e nos 26 estadose é possível se inscrever para vagas de outros estados ou municípios. Neste caso, o candidato realizará a prova em sua cidade e estado e será convocado para trabalhar na região de interesse.

Confira as disciplinas e número de questões por prova: 

Prova para vaga de agente – 60 questões:
Língua Portuguesa – 10 questões
Raciocínio Lógico Quantitativo – 10 questões
Ética no Serviço Público – 5 questões
Conhecimentos técnicos – 20 questões
Noções de Administração/Situações Gerenciais – 15 questões

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Prova para vaga de recenseador – 50 questões:
Língua Portuguesa – 10 questões
Ética no Serviço Público – 5 questões
Matemática- 10 questões
Conhecimentos técnicos – 25 questões

O contrato dos agentes durá cinco meses, já os recenseadores deverão, inicialmente, atuar por três meses.

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CNI: falta de financiamento adequado é entrave para indústria 4.0

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A insuficiência de recursos próprios e de financiamentos adequados é um dos principais entraves para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil. A informação faz parte de estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com empresas de diversos portes, nacionais e internacionais, que revela os gargalos para apresentar perspectivas e soluções ao desenvolvimento da indústria 4.0. 

O estudo mostra que a sensibilização dos representantes das empresas e a criação de financiamentos específicos para a implementação de soluções tecnológicas estão entre as principais medidas para preservar e aumentar a competitividade da indústria brasileira. Na avaliação da CNI, a abertura de linhas como a BNDES Crédito Serviços 4.0, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a Inovacred 4.0, lançada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), representa um avanço. 

“As principais nações industrializadas inseriram o desenvolvimento da indústria 4.0 no centro das estratégias de política industrial para preservar e aumentar sua competitividade. O Brasil precisa fazer o mesmo. A capacidade de a indústria brasileira competir internacionalmente dependerá da nossa habilidade de promover essa transformação”, comentou o diretor de Desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi. 

O levantamento indica que as empresas de menor porte encontram-se mais atrasadas no processo de implantação da indústria 4.0. Mesmo entre as grandes, no entanto, 42,1% das entrevistadas não haviam iniciado o processo de incorporação de tecnologias aos seus processos. 

Segundo a publicação, a origem do capital das empresas não é fator determinante para a implementação de novas tecnologias. O percentual das estrangeiras que não implementaram projetos da indústria 4.0 (40%) está muito próximo do registrado nas empresas nacionais (50%). Entre as empresas multinacionais entrevistadas,foi comum encontrar aquelas que não tinham autonomia decisória e que consideravam sua situação tecnológica atrasada em relação a outras unidades do grupo. 

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“Uma situação contraditória, em que a multinacional tem mais acesso à tecnologia e às vantagens decorrentes de pertencer a um grupo econômico mais complexo, mas padece pela importância, geralmente subordinada, da unidade brasileira dentro da corporação industrial”, avalia o relatório.

Linhas de crédito

Com base nas restrições apontadas pelos executivos entrevistados para a implementação da indústria 4.0, os especialistas recomendam a sensibilização dos empresários e a disponibilização de linhas de crédito especiais para a implementação de novas tecnologias no setor produtivo. 

Entre as ações objetivas recomendadas está, entre outros pontos, a concessão de financiamento de baixo custo para a demanda de soluções tecnológicas no padrão da indústria 4.0 e a divulgação de cases de adoção das tecnologias habilitadoras dessa indústria, para mostrar aos empresários os ganhos concretos com o investimento.

Indústria 4.0

A indústria 4.0 tem como uma das principais características a incorporação da digitalização à atividade industrial, integrando tecnologias físicas e virtuais. Entre elas, destacam-se o big data, robótica avançada, computação em nuvem, impressão 3D, inteligência artificial, sistemas de conexão máquina-máquina, sensores, atuadores e softwares de gestão avançada da produção. 

O estudo mostra que a indústria 4.0 entra nas empresas principalmente pela automação da produção, tendo a busca pelo aumento da produtividade como sua principal motivação. 

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De acordo com a CNI, outros ganhos que essa indústria pode apresentar, como flexibilidade de processos produtivos, integração com outros elos das cadeias produtivas, inovações de produto, redução de tempo no desenvolvimento de produtos, entre outros, não foram apontados como motivadores dos projetos. 

Análise

O estudo da CNI buscou construir um quadro analítico sobre as motivações, os impactos gerados ou potenciais, as capacitações existentes nas empresas, restrições à adoção e sugestões de ações relativas à difusão das tecnologias da indústria 4.0 no país.  

O levantamento foi feito com base em 24 entrevistas presenciais com gerentes e diretores de empresas do setor industrial.  O modelo usado foi o qualitativo, que teve como critérios para constituir a amostra a atividade industrial das empresas, o tamanho delas e a origem do capital – nacional ou estrangeiro.

Para a caracterização do tamanho da indústria foi levado em consideração o faturamento, sendo microempresas aquelas com receita operacional bruta anual ou renda anual menor ou igual a R$ 360 mil; pequenas empresas as maiores que R$ 360 mil e menores ou iguais a R$ 4,8 milhões; médias empresas as maiores que R$ 4,8 milhões e menores ou iguais a R$ 300 milhões, e grandes empresas aquelas com faturamento maior que R$ 300 milhões.

Edição: Graça Adjuto

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