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Deixar dinheiro na poupança ainda vale a pena? Nos últimos meses, não; entenda

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Poupança perde para a inflação no acumulado de 12 meses até setembro

Investimento simples e com retorno garantido, a caderneta de poupança sempre esteve muito presente na vida dos brasileiros. Em função disso, brasileiros de todas as classes sociais podem estar perdendo dinheiro com essa ‘segurança’ da poupança . Isso porque, no acumulado dos últimos 12 meses até setembro, ela rende menos do que a inflação.

Segundo levantamento da Economatica, provedora de informações financeiras, o rendimento nominal do investimento foi de 2,67% nos 12 meses até setembro deste ano, mas, se descontada a inflação, o resultado acumulado é uma queda de 0,46%, ou seja, na prática, o dinheiro parado na poupança perdeu valor. Isso não ocorria desde janeiro deste ano.

Considerado a inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma alta de 0,64% em setembro, chegando a 3,14% em 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . O resultado de setembro foi o maior para o mês desde 2003 no Brasil, e a principal razão da elevação foram os preços dos alimentos.

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Até agosto, a poupança ainda tinha ganho real de 0,45% no período de 12 meses, mas a alta da inflação em setembro fez com que ela perdesse valor e sentido para os brasileiros. De acordo com a  Economatica , o retorno de -0,46% registrado pela poupança em setembro é o pior no acumulado de 12 meses desde agosto de 2016, quando a rentabilidade foi de -0,75%, também levando em conta o IPCA do período.

Ainda que, em setembro, a poupança tenha apresentado saldo negativo, ela segue um investimento seguro. Isso porque o ano atípico afetou, por exemplo, o Ibovespa, que em 12 meses até setembro teve uma queda expressiva, de 12,43%. De janeiro a setembro de 2020, a queda é ainda maior, de 19,28%.

O levantamento aponta que, em 12 meses até setembro, os investimentos de melhor resultado foram ouro, 60,17%; euro, 41,16%; e dólar, 31,33%.

Por que a poupança não está rendendo?

Além da aceleração da inflação, outro indicador importante da economia afeta – até mais – a poupança. É a taxa básica de juros, a Selic , que está atualmente em 2% ao ano, o menor valor da história .

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Em 2019, com a Selic já vivendo tendência de queda, a poupança não teve ganho real. O acumulado do ano representou uma perda de 0,05%, descontada a inflação. Antes disso, a poupança só havia perdido para a inflação em 2015.

O saldo total em contas poupanças em setembro superou, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão. Os depósitos no mês superaram os saques em R$ 13,228 bilhões. O resultado é afetado em grande parte pelo auxílio emergencial pago pelo governo federal desde abril para minimizar os efeitos da crise provoocada pela pandemia, já que parte desses benefícios é paga em contas poupança.

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Receita começa hoje a enviar cartas a contribuintes na malha fina

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Um total de 334.338 contribuintes com a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2020 retida na malha fina começarão hoje (29) a receber cartas da Receita Federal. Na correspondência, o Fisco pedirá ao contribuinte que verifique as pendências no processamento da declaração e faça as correções.

As cartas serão enviadas até o dia 1º somente para contribuintes que podem autorregularizar-se e evitar autuações futuras. Quem foi intimado ou notificado pela Receita Federal a prestar esclarecimentos não receberá a correspondência.

A correção pode ser feita por declaração retificadora, sem a necessidade de comparecimento a postos de atendimento da Receita. Para saber a situação perante o Fisco, o contribuinte pode consultar o extrato da declaração na página da Receita na internet. Basta clicar no menu “Onde Encontro?”, na opção “Extrato da DIRPF (Meu Imposto de Renda)”, utilizando código de acesso ou uma conta Gov.br.

Se a declaração estiver na malha fina, aparecerá uma mensagem de pendência, com orientações de como proceder no caso de erro ou divergência de informações. Caso a declaração retificadora não seja enviada, o contribuinte será formalmente intimado e estará sujeito a autuação fiscal e a cobrança de multas.

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Após o recebimento da intimação, não será mais possível corrigir a declaração. Qualquer exigência de imposto pelo Fisco será acrescida de multa de ofício de pelo menos 75% do imposto não pago pelo contribuinte ou pago em valor menor do que o devido.

Edição: Maria Claudia

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