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Dividendos Globais somam US$ 302,5 bi no 1T22

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Dividendos Globais somam US$ 302,5 bi no 1T22
Ivonete Dainese

Dividendos Globais somam US$ 302,5 bi no 1T22

A Vale (VALE3) permaneceu na lista das 10 maiores empresas pagadoras de melhores dividendos do mundo no primeiro trimestre de 2022. Porém, os dividendos da mineradora brasileira caíram de US$ 4,0 bilhões no primeiro trimestre de 2021 para US$ 3,6 bilhões, devido aos preços mais baixos do minério de ferro na segunda metade de 2021, mas a relativa força global dos setores de mineração e energia fez com que a VALE3 continuasse sendo um dos maiores pagadores de dividendos do mundo. O levantamento é do Janus Henderson Global Dividend Index.

Enquanto isso, a restauração do pagamento da Ambev (ABEV3) a níveis pré-pandêmicos compensou no Brasil a redução no valor do pagamento da VALE3, bem como um corte nos dividendos do Bradesco (BBDC4). No total, o aumento total trimestral do Brasil é de 7,4% em uma base subjacente.

Na América Latina, os dividendos mexicanos tiveram um crescimento de 41,5% no segundo trimestre e um crescimento subjacente de 38,8%, impulsionado pelo desempenho do Grupo México.

“A economia mundial enfrenta uma série de desafios – a guerra na Ucrânia, o aumento das tensões geopolíticas, os altos preços da energia e das commodities, a inflação acelerada e um ambiente de taxas de juros crescentes. A pressão negativa resultante no crescimento econômico terá impacto nos lucros da empresa em vários setores”, diz Jane Shoemake, gerente de Carteira de Clientes da Equipe Global de Renda de Ações da Janus Henderson.

Empresas dos Mercados Emergentes

Os pagamentos de dividendos aumentaram 45% no 1T22, em comparação com o mesmo período de 2021. Enquanto a maioria das regiões e países aumentaram os pagamentos de dividendos no 1T de 2022, o crescimento nos pagamentos de empresas baseadas em ME foi o maior de qualquer região – o segundo mais rápido foi a Europa (sem o Reino Unido) com 14,9%. No total, os dividendos globais saltaram 11% no primeiro trimestre de 2022 para um recorde de US$ 302,5 bilhões no primeiro trimestre, enquanto o crescimento subjacente foi ainda mais forte, com 16,1%.

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O ritmo acelerado dos pagamentos de dividendos nos ME foi, em grande parte, devido à alta proporção de empresas de mineração e energia dentro desses mercados: em todo o mundo, os pagamentos de mineração subiram 29,7% em uma base nominal, enquanto os dividendos das empresas petrolíferas saltaram 31,8% em uma base subjacente, impulsionados por uma recuperação entre aqueles grupos que cortaram os pagamentos durante 2020.

É claro que as mineradoras e empresas de energia continuarão a contribuir significativamente em 2022, com as mineradoras pagando potencialmente mais de US$ 100 bilhões em dividendos pela primeira vez. Tanto o preço do petróleo quanto o do metal foram impulsionados ainda mais após a invasão russa da Ucrânia, ajudando a sustentar o crescimento dos dividendos nestes setores atualmente.

Parte da razão da força do crescimento dos dividendos na América Latina – e nos ME em geral – é a contínua normalização dos pagamentos depois da interrupção causada pela pandemia.

No 1T21, houve cortes significativos nos dividendos, de modo que esse trimestre fornece uma base relativamente baixa para comparação. Entretanto, o crescimento do segundo trimestre também reflete a robusta recuperação econômica pós-Covid que ocorreu em grande parte do mundo em 2021 e no início de 2022.

Os únicos grandes países que registraram um declínio nos dividendos foram o Reino Unido (-21,5%) e o Japão (-15,2%).

Embora os ME tenham sido a fonte mais forte de crescimento nominal, houve um crescimento notavelmente consistente nos pagamentos em todo o mundo no primeiro trimestre deste ano. Cada região teve um crescimento de dois dígitos devido a um cenário econômico mais forte e uma recuperação nos pagamentos após os cortes de 2020 e início de 2021. Enquanto isso, 94% das empresas do índice aumentaram os dividendos ou os mantiveram estáveis.

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O forte desempenho de pagamentos nos Estados Unidos foi ainda mais amplamente repartido: enquanto os dividendos totais cresceram 10,4% em uma base subjacente atingindo um novo recorde de US$ 141,6 bilhões, 99% das empresas americanas do índice ou aumentaram seus dividendos ou os mantiveram estáveis, em comparação com 90% durante 2021.

Dado o rápido ritmo de crescimento dos dividendos no primeiro trimestre de 2022, Janus Henderson aumentou sua previsão de dividendos anuais para US$1,54 trilhão – equivalente a um crescimento de 4,6% sobre 2021-, mas a elevação da previsão vem inteiramente do primeiro trimestre mais forte do que o esperado: as previsões para os próximos três trimestres deste ano permanecem estáveis.

“Estes desafios também significam maior incerteza que provavelmente afetará a tomada de decisões corporativas. É provável que o impacto nos dividendos apareça além de 2022, mas é importante lembrar que os dividendos são muito menos voláteis do que os lucros. Estes últimos geralmente se movem dramaticamente ao longo do ciclo econômico, mas os dividendos tendem a ser muito mais estáveis”, explica Shoemake.

Na verdade, o fato de que os dividendos já ultrapassaram os máximos pré-pandêmicos é parte de uma narrativa de longo prazo que destaca como os dividendos provaram ser uma fonte confiável de crescimento de renda a longo prazo. “Além disso, este crescimento significa que os dividendos oferecem algum abrigo contra a inflação, o que a poupança pecuniária não pode fazer”, completa.

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Pedro Guimarães: Caixa admite ter recebido denúncias de assédio sexual

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Pedro Guimarães deixou o comando da Caixa nesta quarta-feira (29)
Isac Nóbrega/Presidência

Pedro Guimarães deixou o comando da Caixa nesta quarta-feira (29)

Horas depois de Pedro Guimarães deixar o comando da Caixa Econômica Federal , o banco admitiu pela primeira vez que recebeu “relato” de assédio sexual dentro da instituição pelo canal de denúncias. Segundo a nota divulgada na noite desta quarta-feira, há uma investigação sigilosa em andamento na Corregedoria.

No início da noite, o governo federal confirmou a demissão de Pedro Guimarães por acusações de assédio sexual por funcionárias do banco estatal. Ao mesmo tempo, confirmou o nome de Daniella Marques, atual secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, como substituta de Guimarães. A troca foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

A Caixa destacou que a investigação interna está em andamento desde maio de 2022 e que entrou em contato com “o/a denunciante”. Disse ainda que realizou diligências internas. Ainda nesta quarta-feira, o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal notificou a Caixa para que entregue a relação de denúncias feitas contra o ex-presidente da estatal.

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Como mostrou a colunista do GLOBO, Bela Megale, Pedro Guimarães se encontrou com o Bolsonaro durante a tarde. Na reunião, ele oficializou o pedido de demissão da presidência da Caixa Econômica Federal.


Em carta entregue ao presidente e dirigida aos brasileiros e aos colaboradores do banco, Guimarães afirma que não teve tempo para se defender é que é alvo de uma “situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”. No Diário Oficial, a exoneração consta como “a pedido”.

Os relatos contra Guimarães caíram como uma bomba no núcleo político da campanha de reeleição de Bolsonaro. Uma reportagem sobre o tema, acompanhada por vídeos com depoimentos de cinco vítimas de Guimarães, foi publicada na terça-feira pelo site “Metrópoles”.

As funcionárias, cujas identidades foram preservadas, relataram comportamentos inapropriados, como convites, frases constrangedoras e toques em partes do corpo delas.

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Fonte: IG ECONOMIA

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