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Dólar fecha a semana em alta de 0,29% e vai a R$5,67

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Dólar atinge alta
Carlos Severo/Fotos Públicas

Dólar não fechava em valor tão alto desde 20 de maio

Nesta sexta-feira (2), o dólar fechou em alta, alcançando uma valorização de 2,07% nos últimos cinco dias. Esta é a quarta semana seguida de ganhos, subindo 41,3% no ano. A moeda encerrou a semana na cotação de R$ 5,6704 , com alta de 0,29%.  Essa é a marca mais alta desde a registrada em 20 de maio.

Chegando a atingir o valor de R$ 5,69, o dólar foi influenciada pela política exterior, uma vez que Donald Trump confirmou ter testado positivo para o coronavírus, aumentando as dúvidas acerca das eleições estadunidenses.

Quanto aos fatores internos, a incerteza em relação ao financiamento do novo programa social proposto pelo governo tem influenciado o câmbio. Hoje, após desavenças entre o ministro da Economia, Paulo Guedes , e o do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho , o valor da moeda sofreu novos impactos negativos.

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O episódio em questão ocorreu hoje, quando, em call com o mercado, Marinho disse, de acordo com fontes do serviço Broadcast, do jornal “O Estado de S. Paulo”, que o projeto do Renda Cidadã sairá “por bem ou por mal”, e chegou a criticar Guedes. O ministro da Economia, após ouvir os relatos disse que Marinho é “desleal”.

Após a repercussão negativa sobre o financiamento do novo programa social de Jair Bolsonaro , o governo voltou atrás sobre o uso de precatórios, entretanto, sem nenhum novo detalhe foi concedido, foi gerado um ambiente de dúvida no qual o real dificilmente será valorizado. 

O Itaú Unibanco , entretanto, segue com a projeção de que, até o fim do ano, o dólar chegue a R$5,25. Com um cenário mais certo em fiscalmente e uma política estrangeiro menos conturbada, somados à recuperação das principais economias no e um balanço de pagamentos já ajustado, o real deve se valorizar no último trimestre do ano.

Num cenário de crescimento do PIB em 2021, é possível que o real se aprecie e o dólar baixe a R$4,50 no final do ano que vem, de acordo com previsão do Itaú.

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Porém, é necessário ressaltar o alerta do banco de que, “caso haja uma deterioração fiscal significativa, que resulte numa saída mais forte de capitais, o real deve se depreciar mais do que no nosso cenário.”

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Desemprego chega a 14,4% no trimestre encerrado em agosto

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A taxa de desemprego chegou a 14,4% no trimestre terminado em agosto, aumento de 1,6 ponto percentual frente ao trimestre encerrado em maio, quando registrou 12,9%. É a maior taxa  registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

O número de desempregados alcançou 13,8 milhões, aumento de 8,5% em relação ao trimestre anterior. São cerca de 1,1 milhão de pessoas a mais à procura de emprego frente ao trimestre encerrado em maio.

Os dados foram divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a analista da pesquisa Adriana Beringuy, o aumento na taxa de desemprego é um reflexo da flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia da covid-19, o que fez com que as pessoas voltassem a procurar por um emprego.

“Esse aumento da taxa está relacionado ao crescimento do número de pessoas que estavam procurando trabalho. No meio do ano, havia um isolamento maior, com maiores restrições no comércio, e muitas pessoas tinham parado de procurar trabalho por causa desse contexto. Agora, a gente percebe um maior movimento no mercado de trabalho em relação ao trimestre móvel encerrado em maio”, explicou, em nota.

Segundo a pesquisa, o número de pessoas ocupadas no país caiu 5% na comparação com o trimestre encerrado em maio, totalizando 81,7 milhões. “Com essa retração de 4,3 milhões de pessoas, esse é o menor contingente já registrado na série da pesquisa. Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a queda é de 12,8%, o que representa 12 milhões de pessoas a menos no mercado de trabalho”, informa o IBGE.

De acordo com a pesquisadora, no trimestre anterior houve a perda do trabalho e o aumento da inatividade, ou seja, as pessoas perderam seus empregos, mas não estavam pressionando o mercado em razão das medidas mais restritivas de isolamento social.

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“O cenário que temos agora é da queda da ocupação em paralelo com o aumento da desocupação. As pessoas continuam sendo dispensadas, mas essa perda da ocupação está sendo acompanhada por uma maior pressão no mercado”, disse Adriana.

Nível de ocupação

De acordo com a pesquisa, o nível de ocupação foi de 46,8%, também o mais baixo da série histórica, com queda de 2,7 pontos percentuais ante o trimestre anterior, de 49,5%, quando, pela primeira vez na história da pesquisa, o índice ficou abaixo de 50%. No mesmo período, o número de empregados com carteira assinada caiu 6,5%, chegando a 29,1 milhões de pessoas, o menor contingente da série. Segundo o IBGE, esse número representa uma retração de dois milhões de pessoas com trabalhos formais.

A pesquisadora destacou que a perda de emprego tem ocorrido em todas as formas de inserção no mercado de trabalho, mas o trabalhador informal foi o mais impactado nos primeiros meses das medidas de isolamento social.

“A perda de ocupação entre os informais está sendo menor frente ao trimestre encerrado em maio. Já entre os trabalhadores com carteira assinada, essa perda não diminuiu de intensidade. O trabalhador informal tem essa volatilidade: foi o primeiro a ser impactado e é o primeiro a retomar essas atividades, ainda que com uma perda muito grande de ocupação”, explicou.

A taxa de informalidade no trimestre encerrado em agosto foi de 38%, o que equivale a 31 milhões de trabalhadores que trabalham por conta própria ou que não têm carteira assinada. No trimestre anterior, esse percentual foi 37,6%.

Agropecuária

Foi registrado crescimento na população ocupada em apenas um dos dez grupamentos de atividade no trimestre encerrado em agosto. O número de pessoas ocupadas em agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura aumentou 2,9% no trimestre, o que representa 228 mil pessoas a mais trabalhando no setor.

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No mesmo período, a população ocupada da indústria caiu 3,9%, perdendo 427 mil trabalhadores, enquanto comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve retração de 4,7%, ou menos 754 mil pessoas. Já na construção, o cenário foi de estabilidade.

Força de trabalho

O contingente da força de trabalho, soma das pessoas ocupadas e desocupadas, caiu 3,2% em relação ao trimestre anterior, com 95,5 milhões de pessoas. O número representa uma retração de 3,2 milhões de pessoas. No mesmo período, houve um aumento de 4,2 milhões de pessoas na população fora da força de trabalho, que agora é estimada em 79,1 milhões.

Segundo o IBGE, a força de trabalho potencial, que inclui pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que tinham potencial para se transformar em força de trabalho, aumentou 14,2%, totalizando 13,6 milhões de pessoas.

“A força de trabalho potencial vem crescendo progressivamente porque muitas pessoas que perderam a sua ocupação ao longo desses meses não passaram a pressionar o mercado, mas foram para inatividade. Elas alegavam que não estavam achando trabalho, seja por falta na localidade ou pelos efeitos da pandemia terem inviabilizado essa busca”, disse Adriana.

Já o número de pessoas desalentadas, aquelas que não procuraram trabalho, mas que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, aumentou 8,1%, totalizando 5,9 milhões, o maior número já registrado na série histórica. São 440 mil pessoas a mais nessa situação. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o aumento foi de 24,2%, quando havia 4,7 milhões de pessoas desalentadas.

Edição: Fernando Fraga

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