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Dólar fecha em R$ 5,624 após aumento de casos de COVID-19 na Europa

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Agência Brasil

Dólar
Arquivo/Agência Brasil

Em alta de 0,36%, dólar fecha quinta-feira em R$ 5,624

O crescimento de casos de covid-19 na Europa e as incertezas sobre a economia norte-americana voltaram a pressionar o dólar. A moeda norte-americana fechou no maior valor em duas semanas, continuando acima de R$ 5,60. A bolsa de valores caiu pela primeira vez em três dias.

Em alta pela terceira sessão seguida, o dólar comercial fechou esta quinta-feira (15) vendido a R$ 5,624, com valorização de R$ 0,027 (+0,36%). A divisa está no maior nível desde 2 de outubro, quando tinha fechado em R$ 5,667.

O dólar abriu em forte alta, chegando a R$ 5,64 nos primeiros minutos de negociação. A moeda, no entanto, perdeu velocidade ao longo do dia, alternando altas e baixas ao longo da tarde, até voltar a subir perto do fim das negociações.

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No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou a sexta-feira com recuo de 0,28%, aos 99.054 pontos. O indicador chegou a cair 1,57% por volta das 10h15, mas apresentou leve reação e operou próximo da estabilidade durante a tarde.

No exterior, um aumento não esperado nos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos reforçou preocupações sobre a retomada da maior economia do planeta. Há ainda o impasse nas negociações no Congresso norte-americano em torno de um novo pacote de estímulos.

O presidente Donald Trump afirmou estar disposto a aumentar o pacote de ajuda para chegar a um acordo com a oposição democrata, mas a ideia foi rejeitada pelo colega republicano e o líder da Maioria no Senado, Mitch McConnell. O aumento das restrições impostas por governos europeus para conter o avanço de casos de coronavírus também põe em dúvida a duração da pandemia.

O impacto do cenário externo, no entanto, foi amenizado pela divulgação de dados econômicos pelo Banco Central. Em agosto, a atividade econômica teve alta de 1,06%, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

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*Com informações da Reuters

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Brasil tem saldo positivo de empregos formais por terceiro mês seguido

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Brasil Econômico

Carteira de Trabalho
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Saldo de empregos formais, com carteira assinada, ainda é negativo em 2020

De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Brasil abriu, em setembro, 313.564 vagas de emprego com carteira assinada. A informação divulgada hoje pelo Ministério da Economia, confirma o terceiro mês seguido de saldo positivo, após mais de 244 mil postos de trabalho formais serem criados em agosto. 

Mesmo com a boa sequência, o saldo de 2020 segue, até o momento, negativo . Foram perdidos 558.597 empregos nos primeiros 9 meses do ano.

O resultado obtido em setembro é graças às 1.379.509 contratações e 1.065.945 demissões registradas durante o mês. Dessa forma, o Brasil chegou a um total de 38.251.026 empregos formais , subindo 0,83% em relação ao balanço de agosto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes , celebrou os resultados do Caged. De acordo com ele, esses números indicam a volta da economia em “V”.

“No acumulado do ano de 2020, com a pior pandemia da história, o maior impacto que o país já sofreu, o acumulado de perda de empregos é menor do que nos dois anos de queda de PIB  (Produto Interno Bruto)”, comparou o ministro, referindo-se aos anos de 2015 e 2016, nos quais o Brasil esteve em recessão econômica.

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Setores 

Um fator extremamente positivo é que os cinco setores de atividade econômica tiveram saldo positivo em setembro. Dentre esses, o que mais cresceu foi o da Indústria , impulsionado pela Indústria de Transformação. O saldo positivo foi 110.868 empregos com carteira assinada. 

Na sequência, os setores de Serviços , com 80.481, e Comércio , que registrou 69.239 novas vagas. Depois, também em alta, Construção (+45.249) e a Agropecuária (+7.751).

Modalidades 

No mês de agosto, foram registradas 15.479 contratações e 8.844 demissões na modalidade de trabalho intermitente , um saldo positivo de 6.635 empregos formais. No total, 180 empregados assinaram mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente. 

Quanto à jornada em regime de tempo parcial , esta teve saldo negativo de -372 vagas no mês. Foram 12.603 admissões e 12.975 desligamentos. Nas condições de trabalhador com regime de tempo parcial, 56 trabalhadores celebraram mais de um contrato.

Regiões e estados 

Todas as cinco regiões do país apresentaram resultados positivos em setembro. 

A região Sudeste lidera o ranking, com a criação de 128.094 empregos (aumento de 0,65%). Entretanto, a maior variação relativa foi da região Nordeste , que cresceu 1,38%, tendo 85.336 novas vagas de emprego com carteira assinada. 

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Seguindo a lista, o Norte teve saldo positivo de 20.640 postos (+1,15%); o Sul , de 60.319 (+0,85%); e, por fim, o Centro-Oeste , com 19.194 novos postos de trabalho (+0,59%).

Já em relação aos estados, São Paulo , com 75.706 novas vagas (+0,64%), Minas Gerais , com 36.505 (+0,91%), e Santa Catarina , com 24.827 (+1,21%), obtiveram os maiores saldos positivos. 

Entretanto, a maior variação positiva em relação ao mês de agosto é do estado de Alagoas , com 16.592 empregos novos (+5,04%). Roraima (+1.101, +1,98%) e Pernambuco (+21.801, +1,83%) completam o pódio de variações. Nenhum estado terminou o mês com saldo negativo.

Influência do BEm 

O governo responsabiliza o BEm (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda) pelos resultados positivos dos últimos três meses. Este programa prevê um benefício mensal para trabalhadores cujos contratos foram suspensos ou jornadas e salários foram reduzidos.

O BEm permitiu, até 23 de outubro, mais de 19 milhões de acordos entre empregados e empregadores no Brasil. Até o momento, o programa pagou R$ 26,1 bilhões.

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