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Governo conversará com Congresso; veja as 2 propostas sobre auxílio emergencial

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Isac Nóbrega/PR

Governo Bolsonaro quer evitar que medidas sejam derrubadas ou alteradas no Congresso


Ainda  sem ter fechado o projeto sobre a nova prorrogação do auxílio emergencial e do Renda Brasil, o governo Bolsonaro consulta lideranças partidárias antes de fechar as propostas. Na próxima  terça-feira (1º), o governo deve se reunir com a presença de líderes de bancadas do Congresso.

Segundo a equipe econômica de Paulo Guedes, o governo ainda depende da articulação política antes de fechar as medidas, e quer buscar consenso no Legislativo para que a proposta social seja lançada com menos risco de ser derrubada ou alterada pelos deputados e senadores.

A expectativa era que a proposta sobre o auxílio e o Renda Brasil fosse fechada na sexta-feira (28), porém não houve conclusão na reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e ministros envolvidos no tema. O  novo encontro, marcado para a próxima terça-feira (1º), terá a presença de líderes de bancadas do Congresso. 

Até o começo da próxima semana, o governo segue buscando soluções para bancar o Renda Brasil, novo programa social que substituirá o Bolsa Família.

Na quarta-feira (26)  Bolsonaro criticou publicamente a proposta do Renda Brasil de Guedes. Na sexta (28), quando deveriam fechar uma ideia,  Guedes respondeu à crítica de Bolsonaro em live e disse que ainda estão estudando as possibilidades.

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Mas na última reunião, desta sexta, o governo afunilou as propostas em duas opções.

Entenda as duas propostas que existem agora sobre auxílio emergencial

Na primeira proposta sobre os benefícios sociais, o auxílio emergencial seria prorrogado até dezembro, em valor mais baixo do que o atual, provavelmente com parcelas de R$ 300. Não há impedimento para que isso seja feito, porque o período está inserido no prazo da calamidade pública e não há travas de regras fiscais. O efeito mais perceptível seria uma ampliação do endividamento público. Essa alternativa daria fôlego para a área econômica continuar calibrando e buscando soluções para o Renda Brasil, que começaria a rodar apenas em 2021.

A segunda ideia seria a de Paulo Guedes. Nesta sexta (28), o ministro disse que o Renda Brasil poderia ser lançado já neste ano, mas não detalhou como isso seria feito. “Estamos fazendo um estudo do consumo privado de baixa renda, que é decidir se aterrizamos no auxílio emergencial em valor um pouco mais baixo e vamos até o fim do ano, ou se já aterrizamos no Renda Brasil, que é uma construção mais robusta que exige ainda alguns ajustes, porque nós temos que fazer tudo dentro do teto [de gastos], com responsabilidade fiscal e transparência”, afirmou durante transmissão ao vivo de videoconferência.

Para o ministro Guedes, não haverá interrupção abrupta do benefício, o que vai garantir o consumo de pessoas de baixa renda. Técnicos do Ministério da Economia dizem que em caso de escolha pela segunda possibilidade, considerada mais complexa, as bases do Renda Brasil já seriam lançadas nos próximos meses.

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Seria preciso fazer uma transição entre o auxílio emergencial, que atende hoje 64 milhões de pessoas, e o novo programa, que alcançaria entre 20 e 22 milhões de famílias – entre 6 e 8 milhões a mais do que o Bolsa Família.

Há diferenças na concepção dos dois programas. O auxílio emergencial é uma transferência direta de renda sem nenhuma condicionalidade – o Renda Brasil, não. Pelos planos do governo, o novo Bolsa Família deve ter diferentes fatores que poderão impactar no tipo de beneficiário e no valor do benefício: foco na primeira infância, prêmio por mérito escolar e pagamento adicional por número de filhos ou presença de pessoa com deficiência na família, além de cursos de qualificação e programa esportivo.

Bolsonaro pensou na possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial não apenas até dezembro, mas também  até os primeiros meses de 2021.  Mas a ideia foi rejeitada nesta sexta pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

“Nós trabalhamos com essas despesas de combate ao coronavírus e as mazelas trazidas pela Covid-19 como contidas em 2020. Portanto, a discussão sobre o auxílio ainda está em andamento e não trabalhamos com a extensão desse gasto em 2021″, disse Rodrigues.

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Turismo: metade das operadoras vende viagens para novembro e dezembro

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Metade das operadoras de turismo vendeu viagens para os meses de novembro e dezembro deste ano, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). As operadoras são empresas que montam pacotes e programas de viagens, que são comercializados pelas agências de turismo, e os membros da associação representam 90% dos roteiros de lazer vendidos no Brasil.

A associação avalia que o setor passa por uma retomada gradual e lenta, depois de ter sido duramente impactado desde março pela pandemia de covid-19, que exige o distanciamento social como principal medida de prevenção. Em abril, 54% das operadoras não realizaram nenhuma venda, enquanto em agosto o percentual foi de 21%.

O faturamento das empresas ainda segue bem abaixo de 2019, segundo o balanço divulgado. Para 40% das empresas, o faturamento em agosto teve uma perda de 90% em comparação com agosto do ano passado. Apesar disso, 87,5% das operadoras de turismo consideram que agosto foi melhor ou igual a julho.

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A expectativa do setor é que o segundo semestre de 2020 tenha um faturamento menor que a metade do registrado no mesmo período em 2019. Essa é a previsão de 71% das operadoras, que lidam com a redução da capacidade de todos os serviços relacionados ao turismo, como voos, restaurantes, hotéis e outros serviços.

Ano que vem

A pesquisa da associação mostra, ainda, que 67% das operadoras venderam pacotes para o primeiro semestre de 2021. Entre as empresas consultadas, 29% declararam ter comercializado também para o próprio mês de agosto, 44% para setembro e 46% para outubro. Os percentuais superam o segundo semestre de 2021, que foi comercializado por 38% das empresas.

Um dos destaques do balanço é a redução do cancelamento de viagens. Em julho, 73% das operadoras tiveram vendas canceladas, enquanto em agosto o percentual caiu para 30%.

Destinos preferidos

O destino vendido com mais frequência foi o Nordeste, com embarques comercializados por 83% das operadoras. Em seguida, vieram Sudeste (80%), Europa (75%), Sul (74%), Centro-Oeste (70%), Norte (62%), América Central/Caribe (62%), América do Sul (55%), América do Norte (48%), Ásia (48%), Oceania (48%) e África (24%).

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Os destinos mais procurados no Nordeste são Salvador e Porto de Galinhas, enquanto no Sudeste figuram Angra dos Reis e interior de São Paulo. No exterior, os embarques mais vendidos são para Portugal, Itália, Cancún, Punta Cana, Orlando, Miami,  Maldivas, Argentina e Peru.

Edição: Kleber Sampaio

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