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INSS: fila para perícias médicas tem 758 mil agendadas e 906 mil exigências

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Reprodução: O Dia

INSS: perícia médica sem data definida

No segundo dia de reabertura gradual dos postos do INSS, persistiram a desinformação e a falta de atendimento na perícia médica. Conforme O DIA antecipou no sábado passado, a falta de condições das agências previdenciárias para atendimento aos público fez com que a Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP) orientasse para o não retorno às atividades presenciais.


Em coletiva via Youtube, o presidente do INSS, Leonardo Rolim, informou que hoje a fila para cumprimento de exigências tem 906 mil pessoas e as que aguardam perícia médica chegam a 758 mil. “Os números são menores que os 2,3 milhões registrados em julho passado”, chegou a pontuar.

Questionado pelo jornal O DIA sobre o prazo que as perícias devem ser retomadas para acabar com o martírio de pessoas que esperam há seis meses pelo atendimento, o INSS informou que “as perícias estão suspensas até que as adequações sejam feitas (novas inspeções serão feitas entre hoje e amanhã para viabilizar o rápido retorno).”

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A nota informa que “ainda nesta semana o INSS espera ter novidades quanto ao retorno do serviço”. Mas, segundo o presidente da ANMP, a inadequação das agências da previdência é real e antiga, mas que foram agravadas pela pandemia do coronavírus.Segundo Argolo, o INSS teve seis meses – que foi o período da parada de atendimento – para fazer as adequações nas agências, mas isso não ocorreu.

Na sexta-feira passada um servidor denunciou a situação precária dos postos. “Falta sabão para lavar as mãos e equipamentos de proteção individual, os EPIs”, disse ao jornal O DIA. Ontem, em entrevista ao G1, Argolo confirmou a denúncia do servidor: faltam equipamentos de proteção individual (EPIs), estetoscópios e abaixadores de língua. E completou: “As agências estão sem vigilância adequada, pessoal de limpeza sem contratos para suprir a necessidade em um momento desse, de pandemia, que se faz necessário”, afirma.”Seríamos irresponsáveis em subscrever e dar aptidão a uma agência inadequada. Não estamos criando resistência”, diz Argolo.

Levantamento da associação mostra que das 1.525 agências do INSS, somente 12, estão com todos os padrões de adequação, “inexpressivas diante do passivo de necessidade do Brasil”.Mesmo nessas agências, no entanto, não houve a realização de perícias médicas.

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“As gerências executivas e superintendências se detiveram apenas na compra de EPIs para a pandemia, mas tinha um passivo de problemas a resolver. O presidente (do INSS) está nas TVs se perdoando, mas são os operacionais que compraram máscara vencida em 2012”, afirma Argolo.

Ainda segundo o presidente da entidade, a associação tem flexibilizado itens que pudessem “embaraçar, mas não prejudicar” o atendimento, mas pede que o governo resolva a lista de itens inadequados para que a categoria faça nova vistoria e libere os atendimentos. Ele não falou em prazos para que isso aconteça.

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Serasa Experian: demanda das empresas por crédito caiu em agosto

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A demanda das empresas por crédito caiu 6,0% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Indicador da Serasa Experian. Esse foi o segundo mês consecutivo de queda. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas registraram o maior recuo (6,1%), seguidas das médias (- 4,7%) e grandes (-1,5%).

A indústria foi o segmento que apresentou maior queda, de 7,8%. O comércio teve a menor retração, de 5,6%. O Norte foi o único que teve elevação (0,3%) e a maior queda foi verificada no Sudeste (-8,1%), seguido de Sul (-4,5%) e Nordeste e Centro-Oeste com recuo de 4,3% cada.

Para o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, as incertezas sobre a prorrogação do auxílio emergencial e sobre as reformas administrativas e tributária colocaram os empreendedores em compasso de espera. “Além das dúvidas sobre a prorrogação ou não do auxílio emergencial, o governo também não deu uma sinalização clara sobre as reformas. Essas incertezas deram uma esfriada no ânimo dos empresários que preferiram aguardar o desenrolar desses temas”, avaliou.

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Ele destacou que o auxílio emergencial foi essencial para a sobrevivência das micro e pequenas empresas. “Na dúvida sobre a continuidade, os empreendedores decidiram postergar a busca por crédito. Acredito que esse também foi o sentimento dos médios e grandes empresários”, disse Rabi.

Edição: Maria Claudia

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