Momento Economia

IPC em São Paulo registra 0,78% em agosto, maior alta do ano

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou o mês de agosto com alta de 0,78%. Foi a maior elevação desde o início de 2020.

A alimentação foi o grupo de despesas com maior inflação no mês, com alta de 1,27%. Também contribuíram para a elevação o aumento dos preços do tomate (17,75%), do óleo de soja (13,02%) e do leite longa vida (5,08%). Nos primeiros oito meses do ano, a alimentação acumula inflação de 6,24%.

Os gastos com habitação registraram elevação de 0,98% em agosto, sob influência da alta da energia elétrica (4,37%) e do botijão de gás (3,99%). No acumulado do ano, as despesas com a habitação registram um aumento de 1,26%.

O grupo de despesas de transportes teve uma alta de 0,71% no mês, influenciado pelo aumento da gasolina (2,62%). Porém, no acumulado do ano, há uma queda de 0,54% nos gastos com transportes.

A saúde teve uma alta de 0,65% nos preços de agosto. No ano, esse grupo de despesas teve uma elevação de 2,97%, ficando abaixo apenas das despesas com alimentação.

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Edição: Fernando Fraga

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Momento Economia

Mercado financeiro reduz projeção de queda da economia para 5,05%

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A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,11% para 5,05%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 17 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua projetando expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) em 1,94% para 1,99% este ano.

Para 2021, a estimativa de inflação foi mantida em 3,01%. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

O cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

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Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,5% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,63% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.D

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Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,25, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

 

Edição: Kleber Sampaio

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