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Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 6,56%

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) deste ano subiu de 6,31% para 6,56%. A estimativa está no Boletim Focus de hoje (26), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,8%. Para 2023 e 2024 as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente.

O cálculo para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

No mês passado, a inflação desacelerou para 0,53%, depois de chegar a 0,83% em maio. Ainda assim, com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,77% no ano e 8,35% nos últimos 12 meses.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 4,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

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Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 7% ao ano. Na semana passada, essa previsão era de 6,75%. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica mantenha esse mesmo patamar. E tanto para 2023 como para 2024, a previsão é 6,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 5,27% para 5,29%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2,1%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,5%.

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A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 5,05 para R$ 5,09 ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,20.

Edição: Denise Griesinger

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Copom aumenta Selic para 6,25% e atinge maior patamar em dois anos

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Copom deve elevar taxa Selic para 6,25% nesta quarta-feira
Sophia Bernardes

Copom deve elevar taxa Selic para 6,25% nesta quarta-feira

O Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom) reajustou mais uma vez a taxa básica de juros, a Selic, atingindo 6,25%, o maior patamar em dois anos. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (22).

Especialistas afirmam que a decisão do Copom era previsível e reflete as dificuldades econômicas que o país enfrenta em meio à alta da inflação e a necessidade de atingir os patamares pré estabelecidos pelo Banco Central. O BC já havia sinalizado nas últimas reuniões que estudava o aumento da Selic nos próximos encontros.

“Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 6,25% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e, em grau menor, o de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, apontou o Banco Central em seu comunicado. 

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista”, conclui a nota.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, ressalta que o aumento de 1% na taxa de juros era necessário para tentar segurar a inflação descontrolada do país. No entanto, Sanchez acredita que se a pressão continuar, o aumento deverá ser maior nas próximas reuniões. 

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“Para 2021 os riscos parecem equilibrados com o PIB mostrando relativa ‘insensibilidade’ às restrições de mobilidade. Mas para 2022, o início da saturação do mercado de crédito e uma ociosidade ainda muito elevada puxam o crescimento para baixo. Fora isso, o próximo ano tenderá a mostrar uma das mais virulentas campanhas políticas da história, gerando muita incerteza para o investidor”, afirma Sanchez. 

“Conforme dito, a autoridade teria dificuldade para justificar uma manutenção no ritmo de elevação da Selic, com as expectativas, do Focus e do próprio BC, superando o alvo da meta para o horizonte relevante”, concluiu Sanchez, que havia projetado uma alta mais forte, de 1,25%.

Na avaliação do especialista, a decisão do Banco Central sinaliza que a Selic deve encerrar o ano em 8,25% e atingir até 9% em janeiro de 2022. 

“Desde modo, como o BC não gerando solavancos na Selic, sem alterar de maneira relevante comunicação nas reuniões que faltam esse ano, avalio que a autoridade irá elevar a Selic em 100bps nas duas oportunidades que restam esse ano, fechando 2022 a 8,25% e por mais uma vez na reunião de janeiro, encerrando o ciclo em 9,25%”, disse.

Problemas para endividados

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), alerta para o prejuízo do aumento da taxa de juros para endividados. Ele ressalta a necessidade de cuidado na hora de adquirir empréstimos em momento de produtos mais caros. 

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“Quem está endividado ou precisará fazer empréstimos e parcelamentos, o momento é de cautela. O primeiro passo é saber exatamente quanto está pagando de juros. Muitas pessoas não estão cientes desses valores e, por isso, acabam perdendo o controle de suas finanças, adquirindo mais dívidas e podendo até se tornar inadimplentes”, afirma.

“Outro ponto importante é aprender a conter os impulsos consumistas e a não ceder aos apelos da publicidade e do crédito fácil. Esse aumento da taxa básica de juros até ajuda nesse aspecto, já que deixa os produtos mais caros, forçando o consumidor a comprar menos e, com isso, evitando uma pressão inflacionária. Agora, se, por um acaso, você não está endividado, mas está pensando em parcelar ou fazer empréstimo ou financiamento, é melhor pensar duas vezes”, completou o especialista.

Por outro lado, o reajuste da Selic é favorável para investidores. Quem investe em renda fixa ligada à taxa básica de juros, como Tesouro Direto e CDB, deve perceber o aumento de sua rentabilidade. 

“Por outro lado, para quem investe o seu dinheiro em aplicações de renda fixa atreladas a Selic – como, por exemplo, os CDBs pós-fixados, os fundos DI, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e os títulos negociados via Tesouro Direto -, a novidade é boa. Já aos que aplicam na Caderneta da Poupança o aumento será bastante interessante, pois a regra do Banco Central prevê que quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, como deve ocorrer caso aumente apenas 1%, a correção anual da caderneta é 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR, que atualmente está em zero). Quando a Selic está acima de 8,5%, seu rendimento é fixo e igual a 0,5% ao mês mais a TR”, explica Domingos. 

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