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Mercado prevê queda maior no PIB brasileiro em 2020

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Mercado prevê queda maior no PIB brasileiro em 2020

O primeiro relatório FOCUS do mês de setembro acaba de ser publicado pelo Banco Central ( BC ).

No documento, veiculado semanalmente, está compilada a expectativa de diversos economistas sobre o futuro da economia brasileira.

Dessa maneira, o mercado acredita que o PIB de 2020 vai cair ainda mais do que o previsto nos relatórios anteriores.

Agora, a queda antevista pelos especialistas é de 5,31% – ante uma previsão de 5,28% na semana anterior.

Previsão para o PIB de 2020 piora no início de setembro

Conforme mostra a imagem, divulgada pelo Bacen , a previsão do PIB para 2020 piorou em relação aos relatórios anteriores.

FOCUS de 08 de setembro

Vale destacar que os economistas estavam melhorando o prognóstico para o PIB de 2020 há nove semanas seguidas.

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Assim, é possível que a queda de 9,7% no PIB do segundo trimestre tenha contribuído para a piora das expectativas. O desempenho fraco no segundo trimestre era esperado pelos economistas.

Entretanto, o resultado da retração de 9,7% foi pior do que a previsto pelo mercado, que era de 9,4%.

No mais, o mercado manteve a sua expectativa de aumento do PIB em 3,50% para 2021.

Isso significa que, provavelmente, a recuperação da economia brasileira em 2021 não será capaz de superar as perdas ocorridas neste ano.

Entretanto, com a possível aprovação das reformas administrativa e tributária, o mercado pode reagir positivamente.

Consequentemente, é possível uma melhora da economia nacional após os prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus.

Dólar vai fechar 2020 em R$ 5,25, segundo o mercado

Atualmente, a moeda estadunidense está cotada em R$ 5,29, conforme dados disponíveis no TradingView.

Dessa maneira, a cotação atual coloca o dólar muito próximo à previsão dos especialistas para 2020, que é de R$ 5,25.

Contudo, a cotação do dólar ainda pode ser influenciada por vários eventos político-econômicos até o final do ano. O problema maior é que os economistas acreditam que o dólar vai se manter na casa dos R$ 5,00 em 2021.

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Logo, apenas em 2022 o dólar vai baixar para os R$ 4,90, caso a previsão dos economistas seja acertada.

Finalmente, é necessário ressaltar que parte do mercado não confia nas previsões do FOCUS . Ainda assim, o documento é uma referência importante em um país de economia instável como o Brasil .

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Momento Economia

CMN amplia ajuda para combater efeitos da covid-19 na economia

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o escopo e prorrogou o prazo de medidas de ajuda para estimular o crédito e reduzir o impacto da pandemia sobre a economia. Os níveis mínimos de provisionamento (recursos parados no caixa dos bancos), que valiam apenas para alguns programas, foram estendidos para todas as operações amparadas em programas federais de crédito.

Até agora, a aplicação de níveis mais baixos de provisionamento estava restrita aos empréstimos do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese). Com a decisão de hoje (24), qualquer operação custeada parcialmente com recursos da União passará a exigir volume menor de recursos parados sobre a parcela da operação custeada pela instituição financeira.

A medida beneficiará ações como o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac-FGI), o Peac-Maquininhas e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

De acordo com o chefe do Departamento de Regulação do Banco Central (BC), João André Pereira, a medida foi necessária porque somente o Pese estava em vigor quando o novo modelo de provisionamento foi adotado. Os demais programas foram criados mais tarde.

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Por meio dos provisionamentos, as instituições financeiras deixam recursos parados em caixa para cobrir o risco de inadimplência nas operações de crédito. Ao operarem empréstimos com recursos federais, os bancos assumem o risco de calote por parte dos mutuários, usando os provisionamentos para cobrirem eventuais prejuízos. Quanto maior o provisionamento, menor o volume emprestado.

Prazos

O CMN também prorrogou o prazo de vigência das medidas que permitiam classificar os empréstimos renegociados entre 1º de março e 30 de setembro para o nível em que estavam classificadas em 29 de fevereiro deste ano. A reclassificação poderá ser aplicada a renegociações feitas até 31 de dezembro.

Com a medida, mutuários que ficaram inadimplentes durante a pandemia de covid-19 e renegociaram a dívida não terão de pagar juros mais altos ao contratarem novos empréstimos no sistema financeiro. Isso porque a classificação de risco do empréstimo com problemas não será alterada e não afetará o nome do tomador.

O prazo para dispensar a caracterização de uma operação de crédito inadimplente como ativo problemático da instituição financeira também foi estendido, passando a alcançar operações reestruturadas entre 16 de março e 31 de dezembro de 2020. O prazo anterior também terminava em 30 de setembro.

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Edição: Fábio Massalli

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