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Ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni defende contratação em prefeitura sem CLT

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Onyx Lorenzoni assumiu como novo ministro do Trabalho e Previdência
Agência Brasil

Onyx Lorenzoni assumiu como novo ministro do Trabalho e Previdência

O novo ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, pretende ampliar para o setor público, em especial para as prefeituras, a contratação de pessoas sem carteira assinada. O foco são os grupos entre 16 anos e 29 anos e acima de 50 anos.

Na prática, o projeto em estudo representa uma flexibilização sobre os novos regimes de trabalho já existentes, como temporário (por tempo determinado), intermitente (por hora de serviço), além da jornada parcial.

O ministro, que tomou posse de forma reservada em seu gabinete nesta terça-feira, pretende ampliar o chamado Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) para o setor público. A medida, até então desenhada para empresas privadas, consiste na concessão de uma bolsa em valor equivalente a meio salário mínimo (R$ 550), acompanhada de um curso de qualificação.

Parte do valor poderá ser pago, em ambos os casos, pelo governo.

O objetivo do governo é ampliar a contratação de pessoas sem vínculos empregatícios. A nova modalidade em estudo pelo novo ministro, contudo, vai além das mudanças trabalhistas que já ocorreram nos últimos anos por acabar com a exigência de que a remuneração seja baseada no salário mínimo, que equivale a R$ 5 por hora atualmente.

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A jornada seria de meio expediente e o contrato, de no máximo 18 meses, segundo técnicos da pasta.

A ideia faz parte de um projeto inicial do ministro, quando ele ainda comandava o Ministério da Cidadania. Onyx defendia o alistamento civil voluntário, mas para isso é preciso alterar a Constituição, o que foi descartado pelo governo.

A expectativa é que as prefeituras possam aderir à nova modalidade, com contrapartida do governo federal para ajudar no pagamento da bolsa.

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“A ideia é buscar um programa que seja bastante abrangente, tanto na área da empresa privada, quanto também no setor público para que a gente possa ao terminar o auxílio emergencial, ajudar milhões de famílias brasileiras que precisam de uma fonte de rendimento”, disse o ministro em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta terça-feira.

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Onyx também destacou que pretende regulamentar o serviço prestado por aplicativos nas plataformas digitais. Afirmou que aguarda o resultado dos estudos pela equipe técnica até o fim desta semana.

“Queremos dar mais segurança para quem trabalha e estabelecer uma relação onde a busca da melhora da renda seja o caminho”, disse o ministro.

Ele criticou a lei trabalhista, alegando que “o trabalhador tem muitos direitos e não tem emprego”.

A criação do BIP tanto no setor privado, quanto público depende de mudanças na lei. A equipe econômica aguarda a aprovação do relatório do deputado Christino Áureo (PP-RJ), que incluiu o mecanismo no texto da medida provisória (MP), que trata da redução de salário e de jornada.

A proposta precisa ser votada até o início de setembro, senão perderá a validade.

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Petrobras para usina com risco de “falha catastrófica” e ignora pressão do ONS

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Petrobras desliga usina mesmo após pressão
Divulgação/Petrobras

Petrobras desliga usina mesmo após pressão

O Operador Nacional do Sistema (ONS) pressionou a Petrobras a manter um usina termoelétrica ligada mesmo sabendo que a mesma precisava de manutenção. A estatal, porém, alegou a possibilidade de uma “falha catastrófica” na estrutura da unidade e desligou a usina. As informações aparecem em comunicados trocados entre Petrobras, ONS e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), obtidos pelo Estadão.

O ONS determina o que será gerado em cada usina do Brasil e, por conta dos baixos níveis nos reservatórios das hidrelétricas, o órgão tem exigido que usinas de geração términa funcionem em capacidade máxima.

Entenda o caso

Entre os dias 3 e 5 de setembro, a Petrobras havia comunicado o ONS que teria que paralisar as operações na usina de Três Lagos (MS) para fazer uma manutenção importante na estrutura. O serviço foi agendado para o final de semana, quando o consumo elétrico é menor, e o aviso foi feito com duas semanas de antecedência. 

Embora essa seja uma operação de rotina, o ONS rejeitou o pedido três dias antes da paralisação agendada, de acordo com os documentos obtidos pelo Estadão. Sem espaços para justificativas da estatal, o Operador disse que “em função do cenário energético, com cargas elevadas e alto despacho térmico”, era preciso manter a “máxima disponibilidade de unidades geradoras”. O ONS disse que a manutenção deveria ocorrer no feriado, entre 5 e 7 de setembro.

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A Petrobras, então, insistiu que a programação fosse mantida, porque “já não havia tempo hábil para reprogramar a atividade e que essa postergação de data ia contra as recomendações dos especialistas e do fabricante”. O ONS rejeitou as alegações mais uma vez e, por e-mail, ordenou que a parada fosse adiada, reiterando o cenário nacional de crise energética.

A Petrobras, então, ignorou o pedido do ONS e avisou o órgão. “Diante das recomendações do fabricante (dos equipamentos da usina) e da equipe de engenharia e, ainda, frente ao risco de falha catastrófica desta turbina, a Petrobras necessitou prosseguir com a parada emergencial”, diz comunicado enviado pela empresa. O laudo da manutenção foi encaminhado tanto para ONS quanto para Aneel.

“A Petrobras tenta, sempre que possível, coordenar as intervenções de maneira programada, inclusive enviando notas técnicas explicando a criticidade dos serviços a serem executados, quando necessário, mas existem situações emergenciais com risco para o equipamento ou instalações”, declarou a empresa ao ONS e à Aneel.

Em entrevista ao Estadão, o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro, diz que a estrutura das usinas térmicas correm risco, já que não foram desenvolvidas para operar o tempo todo.

“É uma situação delicada e de risco. O governo está forçando as estruturas, adiando datas ou encurtando paradas, justamente por causa da crise hídrica. Essa situação com a Petrobras é um reflexo dessa crise. A ordem é empurrar com a barriga até onde for possível para preservar água nos reservatórios”, diz Castro.

Depois da recusa da Petrobras em obedecer o ONS, a estatal foi questionada pela Aneel. “Infelizmente, na presente situação, houve necessidade técnica e urgente de parar a unidade”, diz parte da resposta da empresa.

Ao Estadão, o ONS disse que “como uma das ações para o enfrentamento da escassez hídrica solicitou, em julho deste ano, a todas as usinas geradoras que adiassem suas manutenções a fim de aumentar a disponibilidade de geração”. De acordo com o órgão, “cabe ao agente avaliar a viabilidade técnica e operacional de acatar a solicitação ou não”.

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