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PIX: 47% dos usuários não configurou limite noturno; saiba como fazer

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Quase metade dos usuários não configurou limite noturno do Pix
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Quase metade dos usuários não configurou limite noturno do Pix

Embora as instituições financeiras tenham lançado mecanismos para limitar o valores transacionados pelo Pix , quase metade (47%) dos usuários dos meios de pagamento ainda não configurou novos valores para suas transferências no sistema. Os dados são da pesquisa C6 Bank/Ipec, que ouviu dois mil brasileiros das classes A, B e C com acesso à internet.

Em outubro do ano passado, diante do aumento de casos de sequestro, roubo e fraudes bancárias , o Banco Central (BC) editou uma instrução normativa para que o cliente pudesse alterar os limites das transações por meio dos canais de atendimento eletrônico das instituições financeiras. No entanto, os aumentos serão efetivados de 24 horas a 48 horas depois do pedido.

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De acordo com os dados da pesquisa, mais de 70% dos entrevistados sabem que é possível ajustar os limites máximos. De acordo com a pesquisa, 36% já definiram novos valores para suas transferências com Pix, 6% fizeram esse ajuste para apenas um dos bancos que usam, e 12% responderam que não se lembram.

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“O ideal é que as pessoas ajustem os limites diário e noturno de transações com Pix para o menor valor possível, de acordo com seus gastos diários”, afirma José Luiz Santana, chefe da área de cibersegurança do C6 Bank: “Assim elas ganham mais segurança no app e controle nos gastos, sem perder em praticidade no dia a dia”.

A definição de novos limites para pagamentos pode ser feita pelo próprio cliente diretamente no aplicativo do banco. Na maioria dos aplicativos bancários, o usuário deve entrar na aba de Pix e buscar por “Limite” ou “Ajustar Limites”. Dependendo da plataforma, é possível ajustar os valores para pagamentos e transações noturnas.

Dependendo das condições da instituição financeira, quando alguém pede para mudar esse limite, o novo valor só passa a valer depois de 24 horas — ou no próximo dia útil, no caso de sextas-feiras ou vésperas de feriado.

Fraudes

A pesquisa também mostrou que quase 30% dos entrevistados disseram que outra pessoa já tentou fazer compras ou contratar serviços em seu nome .

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Uma das principais recomendações para se proteger de fraudes desse tipo é usar senhas seguras tanto nos aplicativos de bancos quanto nos marketplaces. Outra recomendação é que as pessoas não gravem os dados do cartão nos e-commerces e, de preferência, utilizem o cartão virtual na hora das compras on-line.

“O cartão virtual é mais seguro para fazer compras online, pois o código de verificação utilizado para validar a transação é trocado periodicamente. Assim, fica mais difícil fraudar esses dados. Além disso, em caso de perda ou furto do cartão físico, o cliente pode continuar usando o virtual”, explica Santana.

Passo a passo para alterar o limite do Pix:

  • – Entre no app do banco
  • – Procure a opção “Pix”
  • – Busque a alternativa de gerenciar limites por valor e horários
  • – Ele deve ser ajustado na hora
  • – Para aumentar novamente o limite do Pix, os bancos costumam solicitar prazo de 24 horas a 48 horas

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Momento Economia

MP que autoriza exploração de urânio por empresas privadas é aprovada

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Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares
Divulgação/Eletrobras

Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares

O governo Jair Bolsonaro publicou nesta sexta-feira uma medida provisória (MP) que libera a mineração de urânio para empresas privadas, por meio de parcerias com o setor público. Atualmente, a mineração de urânio no país é feita apenas pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A Constituição Federal diz que compete exclusivamente à União “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados”.

Por isso, as atividades de pesquisa, lavra, enriquecimento, industrialização e comércio de minérios nucleares e derivados são exercidas exclusivamente pela INB. A empresa atua em toda cadeia produtiva: da mineração à fabricação do combustível que gera energia elétrica para as usinas nucleares brasileiras.

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A MP permite que sejam feitos novos modelos de associação entre a INB e empresas privadas para exploração de jazidas de minérios nucleares e também a produção, a conversão e o enriquecimento do material.

O texto publicado nesta sexta-feira permite que a INB firme contratos com companhias para a exploração de urânio em todos os níveis da cadeia e remunere essas empresas com o percentual do valor arrecadado na comercialização do produto da lavra; com o direito de comercialização do minério associado; com o direito de compra do produto da lavra com exportação previamente autorizada; ou outros arranjos definidos em contrato.

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“Com a atualização da legislação, espera-se que a INB, em parceria com o setor privado, aumente investimentos em pesquisa e lavra e a capacidade de produção nacional de urânio”, informou em nota o Ministério de Minas e Energia.

Atualmente, quando o titular de autorização para pesquisa ou de concessão de lavra encontra elementos nucleares associados a uma substância mineral, ele é obrigado a comunicar à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à INB. Caso os elementos nucleares tenham valor econômico superior a outra substância mineral, toda a jazida é incluída no monopólio estatal e o titular perde a autorização de pesquisa ou concessão de lavra. Com a edição da MP, independentemente do valor econômico dos elementos nucleares presentes numa jazida mineral, será possível parcerias entre o minerador e a INB, para o aproveitamento de todos os recursos minerais presentes na jazida.

A MP autoriza ainda que a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBpar) passe a ser controladora da INB. A ENBpar foi criada para controlar as usinas nucleares de Angra e a hidrelétrica de Itaipu, antes pertencentes a Eletrobras e que não podem ser privatizadas.

“Com responsabilidade socioambiental, a MP busca atrair capital privado e desonerar o contribuinte, gerando emprego e renda para a população e consolidando o Brasil como um porto seguro para investimentos”, afirma o MME.

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O Brasil é dono da sétima maior reserva de urânio no mundo, segundo a INB. São 309.000 toneladas do minério distribuídas entre os estados da Bahia, Ceará, Paraná e Minas Gerais. Porém, o governo estima que as reservas brasileiras sejam ainda maiores, já que menos de um terço do território nacional foi alvo de pesquisas em busca do minério.

Embora estando entre as dez maiores reservas de urânio do mundo, Brasil vem importando tudo o que consome de países como Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Outros países com grandes reservas são Austrália, Canadá e Rússia.

No Brasil, a exploração desse mineral ocorria na mina de Caetité, na Bahia, a mais de 600 quilômetros de Salvador. A produção nacional parou em 2015 e voltou em 2020. Agora, a INB tenta buscar recursos para voltar a explorar o minério em novas minas na região e em outras áreas.

O urânio é matéria-prima, principalmente, para a geração da energia nuclear. Ele passa por um processo químico, gerando um pó amarelo (chamado de yellow cake), que posteriormente é enriquecido para permitir a geração de energia elétrica nas usinas nucleares. No Brasil, há duas usinas desse tipo em operação: Angra 1 e 2. O governo também tenta concluir Angra 3, em construção há décadas. A Constituição também determina que a energia do urânio só pode ser usada no país para fins pacíficos. Além da produção de eletricidade, a energia nuclear vem sendo utilizada em outras áreas: na medicina, no meio ambiente, na engenharia, na produção de radiofármacos e na agricultura.

Fonte: IG ECONOMIA

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