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Pós-pandemia: como agir para a retomada dos negócios

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Agência Brasil

Eduardo Orfão, especialista em gestão de negócios, dá dicas de como agir para a retomada dos negócios no cenário pós-pandemia

O ano de 2020 vem sendo diferente de tudo que estávamos acostumados. Mal começou, todos precisaram ficar em casa, isolados, empresas fechadas, mercado incerto e sem muitas alternativas. A crise provocada pelo novo coronavírus afetou as atividades de 76% das empresas e causou o fechamento de mais de 1200, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria – CNI e esta mostra ainda,  que pelo menos 55% dos empresários estão enfrentando dificuldades para pagar as despesas.

Porém um dado desta pesquisa chama muito mais a atenção que é o fato de que 3 em cada 4 consumidores pretendem manter redução no consumo pós-pandemia, ou seja, o cenário manter-se-á  pouco promissor pelo menos até o final deste ano. Neste período, os empresários apresentaram alternativas para atendimento aos seus clientes e devem manter este perfil por mais tempo, haja vista que boa parte destes clientes tiveram boa aderência a este novo modelo de negócio (atendimento on line, delivery e etc).

Se não conseguimos mudar o que está aí, então devemos enxergar este processo na medida do possível, com uma oportunidade: os negócios reduziram, frearam, e isso abre espaço para o empresário organizar sua casa, verificar gargalos, solucioná-los e buscar possibilidades ainda não exploradas. Use esse momento conturbado a seu favor, mas não esqueça:

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Em primeiro lugar, os empresários/empreendedores devem observar as ordens das autoridades de saúde, dos governos estaduais e municipais, para verificar qual o grau de exposição que suas atividades podem ter durante o distanciamento social.

Como retomar meus negócios?

Investigue o mercado, aproveite este momento para observar que lacunas há entre os nichos  que sua empresa atende às quais você ainda não ofereceu alguma solução. Identifique o real potencial do seu negocio e dê foco para potencializar tudo o que pode criar, inovar, diferenciar. Agora é a hora de aparecer e para fazer isso você precisará de informações que possam transformar suas promessas em negócios efetivos. Busque e crie informações, construa uma base de dados com indicadores de performance, consumo, carteira, perfil de clientes, comportamento do consumidor, formas de tributação das atividades. Facilite a sua tomada de decisão. Embase seu caminho de forma assertiva.

Como sabemos, as empresas já estavam passando por problemas financeiros em decorrência da crise econômica observada nos últimos anos e que foi agravada de maneira brutal agora, então mexa-se, com boas referências para a tomada de decisões; seu caminho, não será 100% facilitado, mas terá um direcionamento mais objetivo.

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Reinvente-se, reduza custos, identifique o ponto de equilíbrio financeiro de sua empresa e otimize sua produção e serviços a este nível.

Se precisar de ajuda técnica para estas análises, busque profissionais especializados (Consultores) que poderão agregar informações relevantes ao seu negócio. Eles de forma isenta, poderão de maneira mais clara interpretar as normas vigentes. Os micro, pequenos e médios empresários precisam se reestruturar de maneira mais rápida que as grandes empresas, porque tem menos reserva, menos capital de giro e mais dificuldade de acesso a crédito. Se você não fizer a lição de casa, certamente terá mais dificuldades para sobreviver a crise e se reinventar.

Como clientes e consumidores reagem?

Seja cordial e ágil com seus clientes por meio das opções on-line como sites, aplicativos, redes sociais e também por telefone. Sua empresa precisa manter sua identidade virtualmente também.

Seu cliente e consumidor quer ser acolhido neste momento difícil. Ele precisa ter uma experiência agradável com sua empresa mesmo não estando fisicamente em seu estabelecimento. Outro ponto que merece a atenção neste período e pós-pandemia é com a entrega, para quem não vendia através do e-commerce antes da pandemia, será necessário adaptar-se a esse novo perfil de venda. Não tenha dúvidas que o cliente/consumidor irá buscar mais conveniência na hora da compra e essa entrega de satisfação a ele, depende somente de você.

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Ipea: taxa de desocupação cresce porque pessoas estão buscando emprego

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Ipea: taxa de desocupação cresce porque pessoas estão buscando emprego
Agência Brasília

Ipea: taxa de desocupação cresce porque pessoas estão buscando emprego

Em análise técnica divulgada nesta sexta-feira (18), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ( Ipea ) destaca que uma parcela de pessoas que estava fora do mercado de trabalho voltou a procurar emprego. A constatação de se dá a partir dos dados da mais recente edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios ( Pnad ) Covid-19.

Disponibilizada mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), a pesquisa traz dados referentes ao período entre 23 e 29 de agosto e revela que a taxa de desocupação atingiu 14,3%, o maior nível desde o início do levantamento em maio deste ano.

“A elevação deveu-se ao aumento da taxa de participação na força de trabalho, que passou de 55,1% em julho para 55,8% em agosto”, registra a análise assinada pelo diretor adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea , Marco Antônio Cavalcanti , e pelos técnicos de planejamento e pesquisa Maria Andreia Lameiras e Lauro Ramos .

A população desocupada corresponde às pessoas não estão trabalhando, mas que tomaram alguma providência para conseguir trabalho. Já a população na força de trabalho engloba tanto ocupados quanto desocupados. Isso significa que, quanto mais pessoas estão procurando emprego, maior é a participação na força de trabalho.

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“Muitas pessoas que gostariam de trabalhar pararam de procurar emprego por conta da pandemia. Então, não eram contadas como desocupadas, e sim como população fora da força de trabalho”, observa Cavalcanti .

Esse contingente de pessoas que deixaram de procurar emprego na pandemia chegou a ser de 19,4 milhões no fim de junho e.agora está em 16,8 milhões. A redução significa que as pessoas estão voltando a procurar emprego, levando a um aumento simultâneo de desocupados e de participação da força de trabalho.

Segundo Cavalcanti , três fatores influenciaram a queda na busca por emprego no primeiro semestre.

“O primeiro foi o desalento. No início da pandemia, muitas pessoas acreditaram que era baixa a possibilidade de encontrar emprego e sequer se dispuseram a procurar trabalho. O segundo é o distanciamento social. Por conta das restrições e do temor de se contaminarem, muitas pessoas não puderam ou não quiseram sair às ruas para buscar emprego. E o terceiro fator é o auxílio emergencial, que deu condições para que algumas pessoas pudessem esperar um pouco mais para procurar trabalho”, explica o pesquisador.

Ele afirma que tais fatores já não exercem o mesmo efeito. A recuperação gradual da economia gera algum otimismo e motivação para que as pessoas voltem a acreditar nas chances de obter emprego. Além disso, o relaxamento das restrições e a redução do valor do auxílio emergencial também contribuem para aumentar a busca por trabalho. A análise técnica, no entanto, sinaliza que o impacto negativo da pandemia no mercado de trabalho tende a persistir ainda durante algum tempo.

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Cavalcanti nota que, ao mesmo tempo em que subiu a taxa de desocupação, subiu o nível de ocupação, passando de 47,9% em julho para 48,2% em agosto. Para ele, esse crescimento sinaliza que os efeitos da pandemia estão se arrefecendo gradualmente e, como resultado, cada vez mais pessoas devem se estimular a procurar emprego. “É razoável esperar que a taxa de desocupação volte a elevar-se nas próximas semanas e mantenha-se em patamar elevado no próximo período”, avalia o pesquisador.

Teletrabalho

A nota técnica também sugere que parte das pessoas ocupadas no país podem ter passado de forma definitiva para o modo teletrabalho (ou home office). “Os dados mostram que, embora o contingente atual tenha recuado em relação ao início da pandemia, este vem se mantendo constante ao longo das últimas semanas”, registra o documento.

Atualmente, 8,29 milhões de pessoas estão em teletrabalho. Esse número tem se mostrado estável desde o início de julho, tendo variado entre 8,18 milhões e 8,61 milhões nas últimas seis edições da Pnad Covid-19. “Acreditamos que algumas das mudanças que estão ocorrendo vieram pra ficar. Em alguns casos, vemos as empresas percebendo que é possível operar algumas atividades de forma razoável em modo remoto”, acrescenta Cavalcanti.

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