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Prefeitura do Rio flexibiliza regras de quarentena a partir desta sexta

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Decreto de Eduardo Paes libera praias em qualquer dia e horário
Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Decreto de Eduardo Paes libera praias em qualquer dia e horário

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta sexta-feira (07) a flexibilização nas restrições na cidade a partir deste fim de semana. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município e terão validade até 20 de maio.

A partir desta sexta, bares e restaurantes poderão funcionar sem restrições de horários, mas só poderá oferecer música ao vivo até às 23h. O decreto também libera praias em qualquer dia e horário.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), ainda liberou a abertura de casas de espetáculo , com ocupação máxima de 40% da capacidade, e aulas coletivas em academias com um aluno a cada quatro metros.

Paes afirmou que a cidade está em um momento melhor da pandemia e negou ter ‘liberado tudo’. No entanto, o estado do Rio de Janeiro tem apresentado índices recordes de casos de Covid-19 . Na quinta-feira (06), o estado registrou 9.185 casos, o maior número de registros desde fevereiro.

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O Rio de Janeiro ainda vive com a interrupção da vacinação contra a doença. A prefeitura precisou anunciar um novo calendário, mais espaçado, para conseguir distribuir as doses entre os bairros e manter a imunização da segunda dose da CoronaVac em dia.

Proibição

O decreto da Prefeitura do Rio de Janeiro mantém a proibição de abertura de casas noturnas, rodas de samba e entrada de ônibus fretado na cidade. A exceção neste último caso, são veículos que prestarão serviços no município.

Em coletiva, Eduardo Paes afirmou que se o decreto não for respeitado, há a possibilidade de voltar a restringir os estabelecimentos da cidade.

“Nós vamos adotar medidas mais restritivas se as pessoas acharem que não é para respeitar mais regra nenhuma. Essas regras são, de fato, mais complexas para a gente fiscalizar”, afirmou.

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Copom reajusta taxa básica de juros para 4,25% ao ano

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Selic é reajustada para 4,25% pelo Banco Central
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Selic é reajustada para 4,25% pelo Banco Central

Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom)  anunciou no fim da tarde desta quarta-feira (16) o reajuste em 0,75% da Selic, passando de 3,5% para 4,25% ao ano. Essa é a terceira vez consecutiva em que a equipe monetária aumenta a taxa básica de juros, atingindo as expectativas econômicas do Banco Central.  

De acordo com especialistas, a decisão do Copom era previsível e reflete as dificuldades econômicas que o país enfrenta em decorrência dos aumentos de casos de Covid-19, mesmo com aumento nas projeções de crescimento do PIB e redução inflacionária. O BC já havia anunciado nas últimas reuniões que estudava o aumento da taxa de juros para os próximos encontros.

Em sua decisão, o comitê entendeu ser necessária as alterações na taxa básica de juros neste momento de recuperação econômica. A equipe ressaltou a aprovação de reformas como alternativa para manter a situação monetária do país estável. 

“O Copom reitera que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, aponta o comunicado. 

“Neste momento, o cenário básico do Copom indica ser apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro. Esse ajuste é necessário para mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação. O Comitê enfatiza, novamente, que não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação”, concluiu o Copom. 

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O coordenador de pós-graduação em Mercado Financeiro da Faculdade Mackenzie em Brasília (DF), César Bergo, vê o reajuste como positivo para a economia do país e acredita em firmeza da autoridade monetária em seguir as expectativas inflacionárias. 

“Além de necessário, esse realinhamento das expectativas inflacionárias se mostra fundamental para eliminar ruídos e mostrar firmeza na atuação da autoridade monetária. O mercado já vem agindo de forma otimista no tocante aos indicadores de crescimento”, afirma. 

A alta na taxa Selic é uma sinalização para redução de estímulos no mercado de trabalho com objetivo de reduzir os índices de inflação , que apresentam alta nos últimos meses. Para o economista da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, as alterações anunciadas pelo Banco Central devem se manter nos próximos meses. 

“Desde a última reunião, os dados de atividade econômica, em especial o PIB do primeiro trimestre, surpreendeu as expectativas. O IPCA de maio também veio acima do esperado e mostrou uma difusão bastante significativa, demonstrando que a alta de preços está se tornando mais disseminada”, diz.

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“Apesar da queda recente na taxa de câmbio, o índice de preços no atacado (IGP-M) continua muito alto, o que deve pressionar os valores no varejo nos próximos meses. Além disso, a reabertura tem continuado e as expectativas de vacinação estão melhorando, favorecendo o crescimento no segundo semestre. Todos esses vetores estimulam uma postura mais conservadora por parte do Copom. Porém, mais preocupante. A continuidade da alta nas expectativas de inflação, em especial a do IPCA de 2022, demonstram que o processo inflacionário continua exigindo retirada de estímulos”, explica Borsoi.

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No entanto, o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, ressalta a necessidade de ‘ousadia’ da autoridade monetária para atingir as expectativas econômicas no próximo ano.

“Esperamos exatamente que o BC mantenha a sinalização de que o ritmo de avanço de 75bps parece prudente, mas deverá ‘ousar’ na sinalização sobre o tamanho do ciclo de aperto da política monetária. Com as próprias projeções condicionais subindo para 3,7% em 2022 (projetamos) a autoridade deverá se mostrar austera e afirmar que a redução do estímulo monetário deverá ser total e não mais parcial”, analisa. 

A redução de estímulos na economia vêm após a necessidade de controlar a inflação em meio à crise econômica provocada pela Covid-19. O impacto a geração de empregos e população provocou uma busca para reanimar a economia do país, seja com redução de juros – para manutenção de empregos – ou pela Selic – objetivada pelo aumento do poder de compra da população.

A previsão dos especialistas em mercado financeiro e do Banco Central é que a Selic encerre o ano entre 5,5% e 6%, as maiores taxas desde outubro de 2019. No entanto, os reajustes na taxa básica de juros vão depender da situação econômica do país nos próximos meses.

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