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Procura por cruzeiros no país cresce 21% no primeiro semestre de 2019

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A procura de brasileiros por cruzeiros no país aumentou 21% no primeiro semestre. Este é o terceiro ano consecutivo em que o fluxo de passageiros apresenta crescimento, segundo dados divulgados hoje (17) pela Clia Brasil, associação comercial da indústria de cruzeiros. 

De acordo com a entidade, nos primeiros seis meses de 2019, foram registrados 293 mil embarques de turistas brasileiros em navios na costa do país, um aumento de 21% em relação ao mesmo período em 2018, quando foram transportados 231,4 mil passageiros. Somando os embarques em cruzeiros dentro e fora do país, foram transportados 402 mil passageiros, um aumento de 16,1% em comparação com os 346 mil do mesmo período em 2018.

Os brasileiros representam 64% dos consumidores de cruzeiros da América do Sul, o maior mercado do continente. Argentinos e colombianos representam 17% e 7%, respectivamente. Segundo a CLIA, a idade média entre esse tipo de passageiro é de 45 anos e a duração média da viagem é de 6,5 dias.

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Entre os destinos domésticos, a costa brasileira é a rota de cruzeiro mais popular do país, representando 73% de todas as viagens de passageiros nacionais, no primeiro semestre de 2019.

O Caribe é outro destino preferencial, com 64 mil brasileiros navegando para a região, entre janeiro e junho de 2019. A África e o Oriente Médio também são destaques, pois são destinos que quase dobraram de popularidade desde o ano passado. 

Na temporada de 2018/2019, o Brasil recebeu sete navios que cruzaram a costa do país durante 841 dias (5,4% a mais que na temporada anterior), transportando, aproximadamente, 462 mil passageiros.

“No Brasil, a temporada 2019/2020 de cruzeiros receberá oito navios, um a mais do que a temporada passada, trazendo 531.121 leitos que serão divididos por 144 roteiros e 575 escalas. A temporada 2018/2019 foi responsável por um impacto econômico de R$ 2,083 bilhões na economia do país, gerando 31.992 postos de trabalho”, disse a entidade.

Terminal de passageiros

Com o crescimento no número de cruzeiros, o Ministério da Infraestrutura assinou, em setembro, um contrato para a construção do primeiro porto com terminal de passageiros exclusivo para cruzeiros. 

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O terminal será construído no porto de Balneário Camboriú (SC) pela empresa PDBS. O projeto do governo é construir 15 instalações voltadas para o turismo marítimo em todo o Brasil.

O Ministério do Turismo estima que o impacto no turismo marítimo brasileiro com o terminal de Balneário Camboriú seja de mais 300 mil turistas, com mais cinco navios realizando cruzeiros, sendo 120 mil estrangeiros. “O impacto econômico seria de mais R$ 2 bilhões, um crescimento de 100% considerando os dados de 2018/2019”, disse a pasta.

Edição: Fábio Massalli
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Momento Economia

Subida dos juros deve provocar desaceleração na economia, diz Guedes

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Paulo Guedes, ministro da Econimia
[email protected] (O Dia)

Paulo Guedes, ministro da Econimia

O ministro da economia, Paulo Guedes, reconheceu que a subida dos juros para combater a inflação vai provocar uma desaceleração na economia no ano que vem. Para ele, o resultado será o melhor possível a ser feito, e a política econômica está seguindo o caminho correto.

“A Faria Lima e os banqueiros estão prevendo um crescimento menor. É natural. No ângulo de visão de financistas, é claro que vai haver uma desaceleração forte, porque os juros estão subindo. A inflação subiu, de novo estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão. O importante é fazer a coisa certa. O resultado será o melhor possível. Quando previram que o Brasil ia cair 10 [%], eu apenas descredenciei a previsão de 10. Eu não disse quanto ia cair. Aí surgiu uma guerra de fatos. Eu acreditava em recuperação em V. Não disse em quanto tempo e aconteceu até mais rápido do que eu esperava. Em compensação, veio acompanhada do componente inflacionário”, disse, ao participar nessa sexta-feira (3) do Encontro Anual da Indústria Química.

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Em contrapartida ao efeito dos juros, Guedes conta com o avanço da taxa de investimentos, que vem registrando evolução e pode chegar em 2022 a 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o ministro, o crescimento do Brasil é inevitável e o país está recuperando sua economia de forma sustentável. Segundo ele, a economia passa por uma fase de recuperação cíclica em forma de V, que é quando registra recuo seguido de ascensão, baseada em transferência de renda e agora passa para a etapa do aumento dos investimentos.

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“É um número importante. Estamos subindo a nossa taxa de investimentos”, afirmou.

Guedes acrescentou que não vai fazer projeções do crescimento do PIB para 2022 .

“Eu não estou prevendo quanto vai ser o crescimento do ano que vem. Eu estou tentando de novo colocar um certo ceticismo nessas previsões, que foram de queda de 10%, de depressão, de desemprego em massa. Estou tentando justamente inspirar uma volta à normalidade da economia brasileira e até transcender esse estado, questionando essas previsões do PIB e de crescimento zero. É verdade que a subida de juros para combater a inflação desacelera o crescimento, mas também é verdade que uma taxa de investimento de 20% do PIB é um sinal de bom crescimento à frente”, observou.

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