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Resgates superam investimentos no Tesouro Direto em R$ 1,14 bilhão

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O Tesouro Direto registrou mais resgates do que investimentos em agosto. Foram realizadas 419.578 operações de investimento em títulos do Tesouro Direto, no valor total de R$ 2,22 bilhões. Os resgates chegaram a R$ 3,36 bilhões, sendo R$ 1,39 bilhão referente ao pagamento de juros semestrais. Dessa forma, houve resgate líquido de R$ 1,14 bilhão.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 66,48% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 5.295,77.

Os títulos mais demandados pelos investidores no mês foram os indexados à taxa Selic (Tesouro Selic) que totalizaram R$ 825,05 milhões, representando 37,13% das vendas. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram, em vendas, R$ 865,32 milhões e corresponderam a 38,94% do total, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 420,19 milhões em vendas, ou 23,93% do total.

Nas recompras (resgates antecipados), também predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 1,11 bilhão (56,62%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGP-M+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 597,45 milhões (30,36%), os prefixados, R$ 256,28 milhões (13,02%).

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Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 41,87% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 28,93%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam a 29,2% do total.

Investidores ativos

O total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, atingiu a marca de 1.344.655 pessoas em agosto de 2020, aumento de 19.740 investidores no mês. Já o número de investidores cadastrados no programa cresceu em 315.683, ou 4,06% na comparação com julho de 2020, atingindo 8.096.273 pessoas.

Estoque

Em agosto de 2020, o estoque do programa fechou em R$ 61,23 bilhões, queda de 1,2% em relação ao mês anterior (R$ 61,98 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque somando R$ 29,55 bilhões, ou 48,27% do total. Na sequência, vêm os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 19,9 bilhões (32,5%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 11,78 bilhões, com 19,24% do total.

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Quanto ao perfil de vencimento dos títulos em estoque, a parcela com vencimento em até 1 ano fechou o mês em R$ 3,76 bilhões, ou 6,15% do total. A parcela do estoque vincendo de 1 a 5 anos foi de R$ 36,52 bilhões (59,64%) e o percentual acima de 5 anos somou R$ 20,95 bilhões (34,21%).

Edição: Aline Leal

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Auxílio emergencial da Vale: empresa quer cortar benefício e gera protestos

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Divulgação protesto

A população de cidades da região de Brumadinho (MG) está realizando protestos nesta semana contra o fim do auxílio emergencial da Vale

A população de cidades da região de Brumadinho (MG) está realizando protestos nesta semana contra o fim do  auxílio emergencial da Vale. Desde a data de fevereiro de 2019, a mineradora Vale S.A. foi obrigada pela Justiça a fazer um repasse mensal para os moradores de Brumadinho (MG) e para quem mora a até uma distância de 1 quilômetro da calha do Rio Paraopeba, de Brumadinho a Pompéu (MG). Agora, a Vale tem um plano para acabar com esse pagamento, que diminuiria pouco a pouco até abril de 2021.

Entre esta quinta e sexta, 22 e 23 de outubro, haverá audiências de conciliação no Fórum em Belo Horizonte. Se não houver acordo entre a população e a Vale, a decisão sobre o auxílio emergencial da Vale caberá ao Juiz Elton Pupo Nogueira.

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De acordo com a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), a Vale quer pagar a última parcela em 25 de outubro para a população afetada que, desde dezembro de 2019, já recebiam só metade do auxílio.

Para a população dos bairros Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira, Alberto Flores, Cantagalo, Pires, das margens do Córrego Ferro-Carvão e para pessoas que participam de programas de apoio desenvolvidos pela Vale, o auxílio emergencial da Vale seria reduzido gradualmente até abril de 2021, quando seria a última parcela.

Segundo informações da Aedas, o plano da Vale para fim do auxílio emergencial da empresa seria:
– Quem recebe 50% terá sua última parcela em 25 de outubro.
– A partir de novembro, durante quatro meses, quem hoje recebe 100%, passaria a receber 75%.
– A partir de março de 2021, quem hoje recebe 100%, passaria a receber 50%.
– Em abril de 2021, receberiam 25% de um salário, sendo essa a última parcela.

Instituições de Justiça querem rebater o plano da Vale

A Defensoria Pública e o Ministério Público propõem um auxílio econômico provisório para pessoas que tiveram abalo à renda e que possam realizar a comprovação.

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Seria desta forma: pagamento mensal de um salário mínimo para adultos; meio salário para adolescentes; um quarto de salário por criança e uma cesta básica por família.  Os atingidos devem comprovar perda econômica, aumento de despesas, desestruturação comunitária ou o comprometimento da atividade econômica.

“Essa proposta de suporte econômico provisório levou em conta os critérios apresentados pelas assessorias técnicas e foi construída junto com as pessoas atingidas. A proposta das ATIs foi também protocolada no processo na íntegra”, diz nota da Aedas.

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