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Réu da Lava Jato embolsou R$ 80 milhões ao participar de pirâmide financeira

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Réu da Lava Jato embolsou R$ 80 milhões ao participar de pirâmide financeira

O advogado Antônio Augusto de Souza Coelho se tornou réu da Lava Jato após a operação E$quema $, deflagrada nesta quarta-feira (9) pela Polícia Federal.

A operação tinha como alvo escritórios de advocacia que teriam sido usados para gerenciar propinas.

Entretanto, de acordo com uma matéria da Veja , o novo réu, é também investigado por ter desviado R$ 80 milhões de um golpe que ficou conhecido como Boi Gordo.

Trata-se de um dos maiores esquemas de pirâmide que faliu em 2004 e deixou um passivo de R$ 4,2 bilhões.

Pirâmide Boi Gordo

Segundo as acusações, Coelho teria feito os desvios de credores do esquema das Fazendas Reunidas Boi Gordo ( FRBG ). Para isso, teria criado a Associação de Parceiros e Credores da Boi Gordo ( APCBG ).

A ideia era intermediar os repasses da FRBG , no entanto, ao que parece, ele usou a associação para desviar o dinheiro.

A FRBG prometia altos retornos a quem investisse em bezerros e na “engorda do gado”. O esquema, com propagandas no horário nobre da TV, prometida retornos de até 42% em 18 meses. Por isso, teria atraído cerca de 30 mil pessoas.

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Entretanto, o esquema não passava de um golpe de pirâmide financeira. Já que os investidores iniciais eram pagos com recursos de novos participantes e não com o dinheiro do gado.

Sobre a Operação E$quema $

Segundo a PF , o objetivo da operação deflagrada na quarta-feira era desarticular um esquema de pagamento a escritórios de advocacia.

Isso porque esses escritórios atuavam em conluio com o ex-presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, Orlando Santos Diniz .

As investigações apontam o desvio de mais de R$ 150 milhões de entidades do Sistema S, como Sesc e Senac .

Agora, o advogado e os outros réus responderão por tráfico de influência, exploração de prestígio, peculato, estelionato. Além disso, também responderão por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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CMN amplia ajuda para combater efeitos da covid-19 na economia

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o escopo e prorrogou o prazo de medidas de ajuda para estimular o crédito e reduzir o impacto da pandemia sobre a economia. Os níveis mínimos de provisionamento (recursos parados no caixa dos bancos), que valiam apenas para alguns programas, foram estendidos para todas as operações amparadas em programas federais de crédito.

Até agora, a aplicação de níveis mais baixos de provisionamento estava restrita aos empréstimos do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese). Com a decisão de hoje (24), qualquer operação custeada parcialmente com recursos da União passará a exigir volume menor de recursos parados sobre a parcela da operação custeada pela instituição financeira.

A medida beneficiará ações como o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac-FGI), o Peac-Maquininhas e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

De acordo com o chefe do Departamento de Regulação do Banco Central (BC), João André Pereira, a medida foi necessária porque somente o Pese estava em vigor quando o novo modelo de provisionamento foi adotado. Os demais programas foram criados mais tarde.

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Por meio dos provisionamentos, as instituições financeiras deixam recursos parados em caixa para cobrir o risco de inadimplência nas operações de crédito. Ao operarem empréstimos com recursos federais, os bancos assumem o risco de calote por parte dos mutuários, usando os provisionamentos para cobrirem eventuais prejuízos. Quanto maior o provisionamento, menor o volume emprestado.

Prazos

O CMN também prorrogou o prazo de vigência das medidas que permitiam classificar os empréstimos renegociados entre 1º de março e 30 de setembro para o nível em que estavam classificadas em 29 de fevereiro deste ano. A reclassificação poderá ser aplicada a renegociações feitas até 31 de dezembro.

Com a medida, mutuários que ficaram inadimplentes durante a pandemia de covid-19 e renegociaram a dívida não terão de pagar juros mais altos ao contratarem novos empréstimos no sistema financeiro. Isso porque a classificação de risco do empréstimo com problemas não será alterada e não afetará o nome do tomador.

O prazo para dispensar a caracterização de uma operação de crédito inadimplente como ativo problemático da instituição financeira também foi estendido, passando a alcançar operações reestruturadas entre 16 de março e 31 de dezembro de 2020. O prazo anterior também terminava em 30 de setembro.

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Edição: Fábio Massalli

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