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Safra de grãos deve ser 4,2% superior à produção de 2019, diz IBGE

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A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas este ano deverá ser recorde, estimada em 251,7 milhões de toneladas, ou seja, 4,2% superior à registrada no ano passado, de 241,5 milhões de toneladas. A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola realizado em agosto, e que ainda aumentou em 0,5% a projeção da pesquisa de julho.

A área colhida deve chegar a 65,2 milhões de hectares, 3,1% a mais do que no ano passado. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação à produção, são estimadas altas de 6,6% para a soja, de 7,2% para o arroz, de 0,3% para o algodão, de 38% para o trigo e de 6,1% para o sorgo. São esperadas quedas, no entanto, para o milho, de 0,4%, e para o feijão, de 2,9%.

Outros produtos

Além de cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também divulga a previsão de safra para outros produtos importantes da agricultura brasileira. A cana-de-açúcar deve ter crescimento de 3,7% e o café, alta de 19,4%. Outro produto com alta prevista é a laranja, 4,4%.

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Por outro lado, devem apresentar queda a banana, de 5,1%; a batata-inglesa, de  10,2%; a mandioca, 0,2%; o tomate, 4,6%, e a uva, de 0,3%.

Edição: Fernando Fraga

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Ipea revisa queda do PIB de 6% para 5% em 2020

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Brasil Econômico

Intensidade da recuperação, medida no PIB, depende da pandemia de Covid-19, diz o instituto ligado ao Ministério da Economia
Tomaz Silva/Agência Brasil

Intensidade da recuperação, medida no PIB, depende da pandemia de Covid-19, diz o instituto ligado ao Ministério da Economia

Nesta quinta (1º), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontou uma recuperação da  atividade econômica. Os pesquisadores revisaram a previsão de queda de 6% para 5% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.


A análise trimestral da conjuntura econômica brasileira, divulgada nesta quinta, mostra um desempenho econômico melhor do que esperado para o terceiro trimestre.

As estimativas para agosto são de crescimento da produção industrial (+6,1% em relação a julho), serviços (+7,6%), vendas no varejo ampliado (+7,5%) e vendas no varejo restrito (+5,6%). Para 2021, foi mantida a projeção de crescimento de 3,6% do PIB.

Apesar do cenário de recuperação, o ano deve fechar com ociosidade elevada na economia. O hiato do produto, que mede o grau de ociosidade, saltou de 4,2% no primeiro trimestre deste ano para inéditos 13,9% no terceiro trimestre.

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O penúltimo trimestre do ano também registrou aceleração da inflação, devido à alta nos preços dos alimentos. No acumulado de 12 meses encerrados em agosto, os produtos alimentícios responderam por 70% de toda a variação do IPCA.

Isso fez com que a previsão de inflação geral para 2020 fosse revisada de 1,8% para 2,3%. As projeções, porém, foram revisadas para baixo em serviços educacionais (5% para 1,2%), demais serviços livres (2% para 0,7%) e preços monitorados (1,2% para 1%). Para 2021, a taxa de inflação estimada pelo Ipea é de 3,3%.

A análise trimestral de conjuntura mostra, ainda, que o conjunto de medidas emergenciais lançado pelo Governo Federal para combater os efeitos da pandemia acarretará forte aumento do déficit e da dívida pública. Os gastos da União em ações relacionadas à Covid-19 no ano de 2020 estão estimados em cerca de R$ 590 bilhões.

“É importante que o país saia da pandemia reforçando o compromisso com o equilíbrio fiscal, que é pré-requisito fundamental para a retomada sustentável da nossa economia”, diz o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do instituto, José Ronaldo Souza Júnior.

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