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Subida dos juros deve provocar desaceleração na economia, diz Guedes

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Paulo Guedes, ministro da Econimia
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Paulo Guedes, ministro da Econimia

O ministro da economia, Paulo Guedes, reconheceu que a subida dos juros para combater a inflação vai provocar uma desaceleração na economia no ano que vem. Para ele, o resultado será o melhor possível a ser feito, e a política econômica está seguindo o caminho correto.

“A Faria Lima e os banqueiros estão prevendo um crescimento menor. É natural. No ângulo de visão de financistas, é claro que vai haver uma desaceleração forte, porque os juros estão subindo. A inflação subiu, de novo estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão. O importante é fazer a coisa certa. O resultado será o melhor possível. Quando previram que o Brasil ia cair 10 [%], eu apenas descredenciei a previsão de 10. Eu não disse quanto ia cair. Aí surgiu uma guerra de fatos. Eu acreditava em recuperação em V. Não disse em quanto tempo e aconteceu até mais rápido do que eu esperava. Em compensação, veio acompanhada do componente inflacionário”, disse, ao participar nessa sexta-feira (3) do Encontro Anual da Indústria Química.

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Em contrapartida ao efeito dos juros, Guedes conta com o avanço da taxa de investimentos, que vem registrando evolução e pode chegar em 2022 a 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o ministro, o crescimento do Brasil é inevitável e o país está recuperando sua economia de forma sustentável. Segundo ele, a economia passa por uma fase de recuperação cíclica em forma de V, que é quando registra recuo seguido de ascensão, baseada em transferência de renda e agora passa para a etapa do aumento dos investimentos.

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“É um número importante. Estamos subindo a nossa taxa de investimentos”, afirmou.

Guedes acrescentou que não vai fazer projeções do crescimento do PIB para 2022 .

“Eu não estou prevendo quanto vai ser o crescimento do ano que vem. Eu estou tentando de novo colocar um certo ceticismo nessas previsões, que foram de queda de 10%, de depressão, de desemprego em massa. Estou tentando justamente inspirar uma volta à normalidade da economia brasileira e até transcender esse estado, questionando essas previsões do PIB e de crescimento zero. É verdade que a subida de juros para combater a inflação desacelera o crescimento, mas também é verdade que uma taxa de investimento de 20% do PIB é um sinal de bom crescimento à frente”, observou.

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Secretários e diretor pedem demissão do Ministério da Economia

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Secretários e diretor deixaram pasta para assumir cargos no governo, Legislativo e empresa privada
Reprodução: iG Minas Gerais

Secretários e diretor deixaram pasta para assumir cargos no governo, Legislativo e empresa privada

O Ministério da Economia teve novas baixas nesta quarta-feira (19), com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) da exoneração, a pedido, de dois secretários e de um diretor.

Deixam seus cargos Cristiano Rocha Heckert, que comandava a Secretaria de Gestão, vinculado à Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital; Gustavo José de Guimarães e Souza, que estava à frente da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria, subordinada à a Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento e Mauro Sérgio Bogea Soares, que era Diretor de Programa da Receita Federal.

As saídas desta quarta-feira, no entanto, não foram motivadas por insatisfações sobre a gestão da política econômica, de acordo com integrantes do Ministério da Economia. Além de serem cargos intermediários, eles saem para outros cargos no governo ou para a iniciativa privada.

O Ministério da Economia informou que Heckert deixou o cargo para assumir como diretor-presidente da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe). Guimarães ocupará uma função no Legislativo e já tem um substituto definido: Fernando Sertã Meressi, que atuava como subsecretário de planejamento governamental.

Desde o início do governo, o Ministério da Economia já teve ao menos 14 baixas nos principais cargos, como secretários especiais e presidentes de bancos públicos.

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