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Transporte ultrapassa alimentação nos maiores gastos das famílias brasileiras

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Elisa Rodrigues/ SPTrans (16/06/2015)

O transporte pesou no bolso do brasileiro entre 2017 e 2018

Nesta sexta-feira (04) o IBGE divulgou parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-18. Entre os dados destaca-se a alimentação e habitação como os maiores gastos das famílias brasileiras que ganham até dois salários mínimos.

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O levantamento do IBGE traça um perfil do padrão de vida dessas famílias e como elas alocam suas despesas a partir de seus rendimentos.

Segundo o gerente da pesquisa, André Martins, alimentação, habitação e transporte correspondem a 81% das despesas das famílias . Mas, ele alerta para um fenômeno que vem crescendo entre a população.  

“Tem chamado a atenção a relação entre despesas fora de domicílio e no domicílio. A gente observou que, nas áreas rurais, essa participação da alimentação fora do domicílio tem, pesquisa a pesquisa, aumentado. Isso é uma questão de preocupação, porque às vezes a alimentação fora de casa está associada a fast foods, a tipos de alimentação que podem não ter a melhor recomendação nutricional”, explica.

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A pesquisa também mostra que, pela primeira vez, o transporte ultrapassou os gastos com alimentação. Pela hierarquia, segundo Martins, vêm os gastos com habitação, agora o transporte e depois alimentação.

“Na hora de você ajustar seu orçamento, na alimentação você pode fazer algumas combinações. No transporte, não tem muito o que fazer, você tem que circular, você tem que trabalhar, então você não tem muitas opções de troca”, considera.

Desigualdade social

Os dados mostram ainda que menos de 3% das famílias concentram 1/5 de toda a renda do país. O número corresponde a quase dois milhões de famílias que ganham acima de R$ 23 mil, enquanto 16,4 milhões de famílias recebem menos de dois salários mínimos, o que corresponde a R$1,9 mil – 6% da renda total.

Com assistência à saúde, as famílias com menores rendimentos comprometiam 4,2% do orçamento com remédios, enquanto as que possuem maiores rendimentos gastavam 1,4%. Por outro lado, os gastos com planos de saúde eram de 0,4% entre a classe mais baixa de rendimento e de 2,9% na classe mais alta.

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O estudo do IBGE também mostra que com educação, as famílias que ganham até dois salários mínimos tiveram participação de 1,9%. Já as famílias que ganham 25 salários mínimos representaram 5,1% entre 2017 e 2018.

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Loterias apresentam alta de 13% na arrecadação e atingem R$ 2,4 bilhões

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Valores foram repassados para fundos de educação, seguridade social e segurança pública
Divulgação/Caixa Econômica Federal

Valores foram repassados para fundos de educação, seguridade social e segurança pública

As loterias federais geraram R$ 2,74 bilhões em arrecadações no primeiro quadrimestre de 2021. O valor é 13% maior do que os R$ 2,42 bilhões em repasses contabilizados durante o mesmo período de 2020, informa o 1º Relatório do Mercado Brasileiro de Loterias divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Ministério da Economia.

De acordo com a pasta, esses valores incluem tanto os repasses sociais via Tesouro Nacional quanto o Imposto de Renda .

“O relatório aponta que os repasses sociais para o financiamento de políticas públicas chegaram a R$ 2,04 bilhões de janeiro a abril, o que representa um aumento de 21% sobre R$ 1,68 bilhão dos quatro primeiros meses de 2020”, detalha o ministério.

Com isso, o repasse dos recursos obtidos a partir dessas loterias para a Educação aumentou em 192%, passando de R$ 120 milhões para R$ 350 milhões, impulsionado pela reversão de um dos prêmios da Mega da Virada de 2020, que não foi resgatado.

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O ministério acrescenta que a maior participação relativa de repasses das loterias para a conta única do Tesouro Nacional, foi das parcelas destinadas à Seguridade Social (43,4%), seguida do Fundo Nacional para a Segurança Pública (23,3%) e da Educação (17,3%). Juntas, essas três áreas obtiveram 83,9% dos valores arrecadados.

“Além desses repasses, houve o recolhimento de R$ 450 milhões de Imposto de Renda, que poderão ser destinados ao atendimento de qualquer despesa do governo”, informa, em nota, a Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (Secap).

De acordo com o relatório, apesar da pandemia a maior parte das loterias federais registrou aumento na arrecadação, ano passado, na comparação com anos anteriores.

“Já no período de janeiro a maio de 2021, a arrecadação nominal das loterias operadas pela Caixa registrou crescimento de 9,6% sobre o mesmo período de 2020 e de 28,9% sobre os cinco primeiros meses de 2017”, complementa o documento.

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Houve também aumento de 58% nos bilhetes da tradicional Loteria Federal, ao longo dos cinco primeiros meses de 2021, comparado ao mesmo período de 2020. Com relação ao Lotofácil e à Quina, o aumento ficou em 38% e 32%, respectivamente, na mesma base de comparação. Já a Loteca aumentou suas vendas em 159% entre janeiro e maio.

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