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VP do iFood defende criação de nova categoria de trabalhador

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Diego Barreto, vice presidente do iFood, foi o entrevistado do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (6)
Guilherme Naldis

Diego Barreto, vice presidente do iFood, foi o entrevistado do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (6)


Diego Barreto, o vice-presidente do iFood , defendeu em entrevista ao  Brasil Econômico nesta quinta-feira (6) que o Estado deve criar uma nova categoria dentro das leis trabalhistas para garantir a seguridade social. 

“O Brasil precisa de uma nova classificação de trabalho, que valorize o trabalhador sob demanda . Ainda precisamos de proteção social para esta classe, que é cada vez maior”, diz.

Barreto explica que, apesar da expansão dos “trabalhadores sob demanda” no mercado de trabalho com a nova economia , esta classe já existe há muito tempo. Dentre eles estão os borracheiros, encanadores e jardineiros, por exemplo, além dos motoristas e entregadores de aplicativos. 


A fala acontece depois de  uma série de protestos de motoboys do iFood, de outras foodtechs e aplicativos de transporte requerendo melhores condições de trabalho. As manifestações passaram a acontecer com mais frequência na pandemia , já que muitos destes trabalhadores afirmam estar expostos ao contágio pela Covid-19 sem remuneração adequada pelo risco. 

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“Desde que feitas de forma pacífica e democrática, estes movimentos podem ser positivos até mesmo para as empresas”, diz 

Ele defende que o direito trabalhistas devem ser sempre respeitados, e destaca o ganho de prestígio dos entregadores durante a pandemia. “Neste processo, o entregador deixou de ser o ‘cachorro louco’, que chuta o carro, bate no parabrisa, e passou a ser uma serviço essencial, linha de frente”, comenta. 

Nova economia e empreendedorismo

Para o empresário, o empreendedorismo brasileiro teve muita dificuldade até então devido ao clima comercial do país, que cria muitas barreiras comerciais, precariza a competição e, portanto, enfraquece a inovação.

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“O Brasil é um péssimo país como parceiro comercial, com muitas tarifas de importação, poucos acordos bilaterais, muita complexidade aduaneira”, opina.

Barreto será o entrevistado da live do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (6)
Brasil Econômico

Barreto será o entrevistado da live do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (6)


“Via de regra, o Brasil sempre seguiu o que acontecia nos outros países. Nunca foi protagonista de uma revolução industrial. Nestes últimos 15 anos, algumas empresas surgiram, cresceram exponencialmente e criaram uma nova cadeia de produção através da tecnologia”, explica.   

A nova economia é menos dependente do Estado quanto à crédito, burocracia etc. devido à sua relação intrínseca com a tecnologia, que, segundo ele, permite que o empreendedor supere as dificuldades da economia antiga. 

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Barreto é autor do livro Nova Economia – Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro , de 2021, em que detalha as características da nova economia e a distingue da “economia velha” que, segundo ele, é o modelo vigente fadado a desaparecer se não se adaptar. 

Live do Brasil Econômico

Semanalmente, a redação do Brasil Econômico entrevista algum especialista para aprofundar um tema relevante do noticiário econômico. Sempre às quintas-feiras, as transmissões começam às 17h pela  página do Facebook e pelo canal do iG no Youtube.

Nesta edição, a entrevista foi tocada pela editora do portal iG, Ludmila Pizarro, e pelo repórter do Brasil Econômico, João Revedilho

Diego Barreto é Vice-Presidente de Finanças e Estratégia do iFood e professor de estratégia, negócios digitais e nova economia. É mestre em administração pelo International Institute for Management Development (IMD Business School), com passagens acadêmicas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e Fundação Instituto de Administração (FIA).

Na entrevista, ele também falou sobre as flexibilidade de horário e modelo de negócio da nova economia, sobre as escaladas de produtividade permitidas pela tecnologia e a perspectiva histórica das transformações econômicas desde a primeira revolução industrial, no séc. XIX. 

Assista!


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MP da Eletrobras: Entenda o texto aprovado no Senado

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Privatização Eletrobras (ELET6 e ELET6): Conta de luz do consumidor pode ser reduzida em até 7%
Isabella Siqueira

Privatização Eletrobras (ELET6 e ELET6): Conta de luz do consumidor pode ser reduzida em até 7%


O Senado aprovou nesta quinta-feira o texto principal da medida provisória (MP) que abre caminho para a privatização da Eletrobras . Como passou por modificações, precisará ser apreciado novamente pela Câmara . Para angariar apoio à aprovação do projeto, foram incluídos diversos jabutis (elementos estranhos à proposta original). Confira os detalhes da MP.

Termelétricas em base eleitoral

O relator manteve no texto final a exigência de construir termelétricas a gás natural em redutos eleitorais. A maioria deles não conta com infraestrutura de transporte de gás, o que exigirá gastos bilionários para obras de gasodutos. O principal ponto de insatisfação do governo, porém, foi excluído do projeto: a necessidade de contratar estas usinas antes de vender a Eletrobras.

O governo considerava o prazo inviável pois pretende concluir a operação até o primeiro trimestre de 2022. Ainda assim, será necessário contratar por meio de leilão 8 mil megawatts (MW) de usinas nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. A Câmara havia aprovado a contratação de 6 mil MW. O Senado ampliou o volume de energia.

Aceno aos funcionários

Funcionários demitidos sem justa causa durante os 12 meses subsequentes à desestatização deverão ser aproveitados em outras estatais. Para integrantes do governo, isso deve ser vetado.

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Apoio ao carvão cai no texto

Relator propôs estender até 2035 o apoio a termelétricas a carvão, atendendo empresas do segmento e a bancada de Santa Catarina. A fonte está sendo deixada de lado no mundo todo. Diante da repercussão, o relator retirou esse incentivo no texto final.


Sem mudanças de sedes

É vedada a extinção, a incorporação, a fusão ou a mudança de domicílio da sede administrativa da Eletrobras e de suas subsidiárias pelo prazo mínimo de dez anos.

Esvaziamento de Funai e Ibama

O projeto dispensa as aprovações da Funai e do Ibama, responsáveis pela análise do licenciamento ambiental, para a construção do linhão Manaus-Boa Vista, que passa sobre uma terra indígena.

A linha de transmissão irá ligar Roraima ao Sistema Interligado Nacional. O empreendimento foi leiloado em 2011 e sua previsão era de entrar em funcionamento em 2015, mas até hoje as obras não começaram.

Indenização ao Piauí

O relator incluiu no texto uma forma de garantir o fornecimento de energia mais barata para a indústria da Região Norte e uma indenização de R$ 260,4 milhões ao governo do Piauí pela privatização da sua distribuidora de energia. O valor será pago pela Eletrobras.

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Governo ganhará menos

O governo ganhará menos com a privatização que o previsto. A previsão é que a capitalização da empresa levante mais de R$ 60 bilhões. Mas o relatório muda a destinação de parte do dinheiro. Metade será para políticas sociais no setor elétrico.

Mais R$ 9 bilhões vão para a revitalização de bacias hidrográficas. E o restante (cerca de R$ 20 bilhões) para o governo. Antes, eram R$ 25 bilhões.

ONS com aval do Congresso

O relatório muda a forma de nomeação da diretoria do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Agora, os nomes terão que passar pelo crivo do Senado. O ONS é responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia no país.

Ampliação do mercado livre

O texto também prevê que, a partir de julho de 2026, todos os consumidores poderão optar pela compra de energia elétrica de qualquer concessionário, permissionário ou autorizados.

Barragens

O relator exige que o Executivo elabore plano para viabilizar a recuperação de reservatórios de hidrelétricas do país — o que atende à demanda do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sobre o lago de Furnas, em Minas Gerais.

Realocação de pessoas

A Eletrobras também deverá realocar toda e qualquer população que esteja morando abaixo de linhas de transmissão de grande capacidade.

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