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Aulas presenciais retornam em 18 municípios do estado do Rio

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As aulas presenciais para as turmas da 3ª série do Ensino Médio, nas modalidades regular, técnico e de Educação de Jovens e Adultos (EJA – Fase IV) serão retomadas amanhã (19), em 18 municípios, incluindo a capital, Niterói e Duque de Caxias, segundo o governo estadual do Rio de Janeiro.

No restante do estado, as atividades pedagógicas serão exclusivamente remotas, por decisão das prefeituras ou por causa da classificação laranja de contágio (risco moderado), como é o caso da região centro-sul fluminense. Mesmo sem aulas presenciais, todas as escolas da rede ficarão abertas para que os estudantes retirem o material didático, além do kit alimentação, informou o governo do estado.

O retorno deve acontecer em 420 escolas estaduais. Juntas, essas unidades somam 63 mil alunos que poderão optar por voltar às aulas presenciais na segunda-feira. Os municípios que aderiram à flexibilização são Carapebus, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Italva, Itatiaia, Macaé, Macuco;,Mesquita, Miracema, Natividade, Nilópolis, Niterói, Piraí, Rio de Janeiro, São Francisco de Itabapoana, São Pedro da Aldeia, Seropédica e Trajano de Morais.

Entretanto, nos municípios que vão retornar, 27 escolas não iniciarão suas aulas presenciais com as demais, pois suas equipes de direção declararam fazer parte do grupo de risco da covid-19. O Executivo estadual informou que, ao longo da semana, a Secretaria de Educação providenciará uma solução administrativa para a retomada das atividades. 

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Todos os estudantes de escolas públicas da rede estadual de educação do Rio de Janeiro serão aprovados em 2020. A decisão foi publicada no último dia 14 pela Secretaria Estadual de Educação no Diário Oficial. Pela resolução, independentemente do resultado obtido pelos estudantes, excepcionalmente este ano, não haverá reprovações. 

Confiram os nomes das unidades escolares que não voltarão no dia 19/10:  

Rio de Janeiro

CE Agostinho Neto      

CE Bangu         

CE Barão de Santa Margarida           

CE Barão Do Rio Branco         

CE Deborah Mendes De Moraes        

CE Engenheiro João Thomé    

CE Francisco Caldeira de Alvarenga  

CE George Washington           

CE Professor Ney Cidade Palmeiro 

CE Professora Jeannette De Souza Coelho Mannarino 

CE Professora Vilma Atanazio            

CE Stuart Edgar Angel Jones   

CE Júlia Kubitschek      

CIEP 205 Frei Agostinho Fincias 

CE Chiquinha Gonzaga            

CE João Alfredo 

CE Souza Aguiar          

CE André Maurois       

CE Professor Antonio Maria Teixeira Filho 

Niterói 

Liceu Nilo Peçanha      

Duque de Caxias 

CE Doutor Ignácio Bezerra de Menezes 

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Mesquita         

CE Ana Neri 

Trajano de Moraes 

CE João de Moraes Martins   

CIEP 279 Professora Guiomar Gonçalves Neves 

Casimiro de Abreu 

CE Santa Maria           

CE Indaiaçu      

CE Rio Dourado

Edição: Graça Adjuto

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Momento Educação

Cientistas da UFRJ dizem que reabertura de escolas é imprescindível

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Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) defenderam hoje (30) a reabertura das escolas no estado. Em nota técnica emitida nesta sexta-feira, os participantes do Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da Covid-19 afirmam que a volta às aulas presenciais é necessária e imprescindível.

No comunicado, eles reforçam, porém, que o retorno às aulas deve ocorer de forma a minimizar os riscos de exposição, tanto das crianças e adolescentes quanto dos professores e funcionários, aos riscos de contágio do novo coronavírus. A informação foi divulgada pela assessoria da universidade, em nota publicada na página da instituição na internet.

“Precisamos agir para que o retorno às aulas aconteça o mais breve e da maneira mais segura possível para alunos e profissionais envolvidos. Conclamamos as autoridades federal, estadual e municipais a efetuar os procedimentos necessários para o retorno presencial no menor prazo possível, asseguradas as condições de segurança à saúde necessárias a todos os envolvidos. A dinâmica do dia a dia da comunidade escolar precisa ser resgatada, sob pena de termos efeitos mais danosos e irreversíveis sobre as perspectivas de vida de toda uma geração, principalmente os mais vulneráveis”, destacou o grupo de pesquisadores.

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Na defesa do retorno às aulas, após examinar dados existentes até o momento, os cientistas da UFRJ avaliaram que as escolas não parecem desempenhar importante papel na transmissão do novo coronavírus.

“Estudos realizados em fevereiro e março, ainda antes das medidas de isolamento social serem implementadas (portanto sem isolamento) já sinalizavam algumas lições: existem poucos relatos de transmissão a partir de crianças, levando a grandes surtos, especialmente no cenário escolar, e a transmissão na comunidade de crianças mais velhas é maior”, afirmam.

Transmissão

Os participantes do Grupo de Trabalho Multidisciplinar para Enfrentamento da Covid-19 destacaram ainda estudos segundo os quais o papel do adulto na cadeia de transmissão na escola é significativamente mais expressivo, como em Singapura, onde foram avaliados três casos que se apresentaram sintomáticos dentro da escola: duas crianças de 5 e 8 anos adoeceram sem transmissão secundária, enquanto um adulto adoeceu, transmitindo para mais 16 adultos dentro da escola, que levaram o vírus, em seguida, para 11 familiares.

“A experiência internacional nos ensina que existe um caminho para a reabertura de escolas, através da implementação de medidas para minimizar o risco de transmissão viral. Embora a faixa etária pediátrica seja menos suscetível às formas graves da covid-19, existe risco de a criança ser infectada em qualquer idade, por isso, as medidas de mitigação não podem ser negligenciadas sob nenhuma hipótese”, salientaram os integrantes do GT.

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Segundo os pesquisadores, após sete meses com as escolas fechadas, é preciso reavaliar os benefícios e os efeitos colaterais da medida, como o fato de que a evasão escolar corre o risco de aumentar de forma irreversível.

Coordenado pelo pesquisador Roberto Medronho, o GT destacou que cabe aos professores, pais e responsáveis dar o exemplo sobre o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento, além de enfatizar que “ninguém deve ir à escola ao menor sinal de doença”.

De acordo com a nota técnica, existem três níveis de proteção da comunidade escolar contra a entrada e disseminação do vírus que precisam ser considerados: minimizar a importação do vírus para dentro da escola; minimizar a transmissão do vírus dentro da escola, e minimizar o número de contactantes de um caso positivo dentro da escola.

A íntegra da nota técnica pode ser consultada na página da UFRJ na internet.

Edição: Nádia Franco

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