Momento Educação

Defensoria Pública ajuiza ação pedindo que UFF convoque mais calouros

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A Defensoria Pública da União (DPU) no Rio de Janeiro ajuizou ação civil pública pedindo o imediato preenchimento de todas as vagas remanescentes do processo seletivo realizado por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o primeiro semestre de 2021 na Universidade Federal Fluminense (UFF). 

O pedido foi feito após o anúncio de que a instituição realizaria, neste semestre, apenas duas chamadas para o preenchimento das vagas. Em anos anteriores, a UFF fez mais do que duas convocações de estudantes para preenchimento das vagas. No ano passado, por exemplo, foram cinco chamadas. 

A universidade diz que a mudança ocorreu porque precisou se adaptar ao contexto de pandemia, de restrição orçamentária e também aos prazos para que possa cumprir o calendário letivo previsto para esse ano. A instituição reconhece, no entanto, que, em anos anteriores, com mais convocações, as vagas não foram completamente preenchidas.

Candidatos que participaram do processo seletivo e estão em lista de espera organizaram-se para pedir que sejam realizadas mais chamadas até que as vagas sejam todas preenchidas. 

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O defensor regional de Direitos Humanos no Rio de Janeiro, Thales Arcoverde Treiger, que assina a ação, destaca que, se há vagas disponíveis, “não há motivo algum para não as preencher, especialmente em se tratando de uma universidade pública, onde centenas de estudantes se beneficiarão de uma oportunidade única, a fim de garantir um futuro melhor para si e, consequentemente, para sua família.”

Treiger ressalta que estudantes deixaram de ingressar em outra universidade para optar pela UFF. Ele diz ainda que, “com essa medida da UFF, centenas de vagas deixarão de ser preenchidas, dentre elas vagas reservadas a estudantes negros e de baixa renda. São espaços que já se encontram reservados aos estudantes, havendo professores locados, salas designadas e estrutura para acolhê-los”, diz o pedido.

A ação, que aguarda julgamento, pede o imediato preenchimento de todas as vagas remanescentes do processo seletivo realizado por meio do Sisu, por meio da utilização prioritária da lista de espera disponibilizada pelo próprio sistema.

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Edição: Nádia Franco

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Momento Educação

Escolas de SP vão poder receber mais alunos de forma presencial

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A partir de 1o de agosto, as escolas de São Paulo vão poder retomar as aulas presenciais sem que seja estabelecido um limite máximo de alunos em sala. Atualmente, por causa da pandemia de covid-19, as aulas presenciais no estado são permitidas desde que a capacidade máxima fique em 35% do número de alunos e com limite mínimo de 1,5 metro de distância entre eles.

Agora, o governo de São Paulo não vai mais estabelecer limites. A partir de agosto, cada escola vai poder calcular quantos alunos serão permitidos de forma presencial, desde que seja mantido um distanciamento mínimo de 1 metro entre eles.

“Neste novo plano, a partir de agosto, cada escola deverá determinar a capacidade de acolhimento total de alunos de acordo com a sua realidade, desde que sejam respeitados todos os protocolos de prevenção, como uso de máscara, álcool em gel e distanciamento mínimo de um metro entre os estudantes na sala de aula”, explicou o governador de São Paulo, João Doria.

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Segundo o governo paulista, a volta às aulas presenciais não será obrigatória nesse primeiro momento. “Nós tomamos a decisão de que, no mês de agosto, ainda não será obrigatória a volta às aulas. A família ainda poderá no mês de agosto optar. Durante o mês de julho e até o início de agosto vamos discutir e rever”, disse o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares.

Testes e vacinas

O governo de São Paulo disse que vai adquirir 3 milhões de testes de covid-19 destinados exclusivamente para profissionais da área da educação e alunos. Os testes serão aplicados em casos sintomáticos.

Os casos devem ser notificados a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e registrados no sistema de monitoramento da secretaria de Educação de São Paulo, o SIMED, e atualizado com o registro médico.

Desde o dia 10 de abril, profissionais da área de educação com idade superior a 47 anos estão sendo vacinados no estado. No dia 9 de junho, começou a vacinação de profissionais da educação com 45 e 46 anos e, desde 11 de junho, todos os profissionais da Educação Básica do estado com mais de 18 anos também começaram a ser imunizados.

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Ensino superior

O governo de São Paulo também anunciou hoje que vai ampliar o número de cursos universitários que poderão retomar as atividades presenciais. Com isso, além dos cursos de medicina, os cursos de saúde pública, saúde coletiva e de medicina veterinária poderão funcionar de forma totalmente presencial.

“Nós temos um protocolo que fala que os cursos da área de saúde podem funcionar até 100% presencial, por exemplo, o curso de medicina. O próprio curso define qual será o seu protocolo, a sua forma de funcionamento. E nós estamos incluindo alguns cursos que não estavam na listagem do decreto que passarão a seguir as mesmas regras, que são os cursos de saúde coletiva, de saúde publica e de medicina veterinária”, afirmou o secretário.

Edição: Lílian Beraldo

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