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Rede estadual de ensino do Rio retorna às aulas 100% presenciais

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A rede estadual de ensino do Rio de Janeiro retornou hoje (25) às aulas 100% presenciais. Desde março, o sistema de ensino na Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) estava híbrido, com aulas presenciais e remotas. No ano passado, as aulas foram apenas remotas por causa da pandemia de covid-19.

Em coletiva de imprensa, o secretário estadual de Educação, Alexandre Valle, informou que a direção das escolas tem procurado os estudantes que não estão frequentando as aulas e que a Seeduc anunciará nos próximos dias um grande programa de busca ativa para evitar a evasão escolar.

“As nossas diretoras, a todo momento, trabalharam em busca ativa para que nossos alunos retornassem às nossas salas de aulas, por meio de e-mails, de mensagens, de telefonemas, e, principalmente, indo buscar os alunos em sua residência. A partir dos próximos dias, o governo do estado apresentará um grande programa de busca ativa que envolverá aproximadamente 9 mil mulheres e 1,5 mil assistentes sociais”.

Valle lembrou que faltam apenas cerca de 60 dias para o fim do ano letivo, mas que esse período será importante para a secretaria identificar e corrigir problemas gerados pela pandemia.

“São 60 dias muito importantes onde faremos o diagnóstico da realidade atual dos nossos alunos, onde poderemos traçar medidas pontuais e cirúrgicas pra que cada vez mais tenhamos esse resultado que todos nós desejamos, alcançamos a educação do Rio de Janeiro, com investimentos em reforço, em recuperação, onde possamos fazer com que, apesar de 60 dias apenas, o aluno possa ter o melhor aproveitamento”, explicou.

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Segundo o secretário estadual da Saúde, Alexandre Chieppe, o cenário epidemiológico da pandemia está favorável para o retorno às aulas presenciais.

“O cenário epidemiológico da covid-19 hoje no Rio de Janeiro é bastante tranquilizador. Isso muito por conta da vacinação, que vem avançando de forma satisfatória no estado. Hoje, nós já temos em torno de 60% da população vacinada com as duas doses e mais de 75%, com uma dose. Isso já reflete na queda dos indicadores. A tendência é que essa queda se consolide e se reflete no Mapa de Risco que a gente divulga semanalmente. Pela primeira vez, todas as regiões do estado estão em amarelo, temos somente dois municípios em laranja. No próximo mapa, poderemos ter alguns em verde”.

De acordo com ele, os protocolos sanitários não preveem o fechamento da escola em caso de registro de covid-19 entre estudantes ou professores.

“A primeira recomendação é: não se fecha escola, caso aconteça algum caso. Identifica-se o aluno, isola-se o aluno, ele é encaminhado para o posto de Saúde, e essa equipe do posto começa o monitoramento daqueles indivíduos próximos daquele aluno. Obviamente, caso aconteça um surto, com vários casos secundários naquela escola, outras medidas poderão ser adotadas. Desde a suspensão daquela turma especificamente e o monitoramento dela, até a modificação de algum protocolo, que pode ter havido algum erro”, disse.

Sindicato

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) apresentou na semana passada para a Seeduc questionamentos sobre o retorno às atividades presenciais. O Sepe argumenta que a pandemia não acabou e que ainda existe risco de contágio, apesar do avanço na vacinação.

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“A direção questionou, ainda, os problemas estruturais de muitas escolas que não têm espaço físico adequado para receber um grande contingente de pessoas na atual situação sanitária”, informa o Sepe-RJ. O sindicato questionou a interrupção abrupta da plataforma virtual, sendo que há garantias para que os servidores com comorbidades permaneçam no trabalho remoto até o final de 2021.

O sindicato argumenta também que os estudantes ainda não completaram o ciclo de vacinação e que a decisão de retornar ou não à escola deve ser da família, e não uma imposição da Seeduc. Segundo o Sepe-RJ, a direção do sindicato volta a se reunir com a secretaria no dia 28 e uma assembleia está marcada para o dia 30.

Rede municipal

Na rede municipal de ensino do Rio de Janeiro, o retorno das aulas presenciais sem rodízio de alunos começou no dia 18, com as turmas de pré-escola, 1º, 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e programa Carioca II.

A segunda fase da retomada das aulas presenciais começou hoje (25), com o retorno das creches, classes especiais, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 3º, 4º, 6º, 7º e 8º anos do ensino fundamental.

Por causa da pandemia de covid-19, as aulas presenciais vinham ocorrendo em sistema de rodízio, com metade da lotação das turmas em cada semana.

Edição: Valéria Aguiar

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Hoje é o último dia para pagar taxa de inscrição do Revalida 2021

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Hoje (1º) é o último dia para o pagamento da taxa de inscrição da segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2021. O boleto deve ser gerado pelo sistema do exame e pago respeitando os horários de compensação bancária.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a inscrição será confirmada mediante o pagamento, que pode ser feito em qualquer agência bancária, dos Correios ou em casa lotérica, obedecendo aos critérios estabelecidos por esses correspondentes bancários.

Provas

As provas de habilidades clínicas serão aplicadas nos dias 18 e 19 de dezembro. Para participar da segunda etapa, que é um exame prático, é necessário ter sido aprovado na primeira, que contemplou as provas objetiva e discursiva.

Os resultados definitivos dessa última fase foram divulgados na última sexta-feira (19). Participantes do Revalida 2020 aprovados na prova teórica e reprovados na prática também poderão se inscrever nesta segunda etapa do Revalida 2021 e dar sequência ao exame.

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Ao todo, são 7.280 vagas disponíveis, distribuídas entre as 22 cidades de aplicação. São elas: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campina Grande (PB), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Niterói (RJ), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP), Santa Maria (RS), Teresina (PI) e Uberlândia (MG).

De acordo com o Inep, na segunda etapa, os participantes realizarão provas de habilidades clínicas. O exame é estruturado por um conjunto de dez estações, que serão percorridas ao longo dos dois dias de provas, nas quais os médicos deverão realizar tarefas específicas das áreas determinadas. Isso pode incluir investigação de história clínica, interpretação de exames, formulação de hipóteses diagnósticas, demonstração de procedimentos médicos, aconselhamento a pacientes ou familiares, entre outras.

O participante aprovado nesta etapa estará apto a prosseguir com o apostilamento da revalidação do diploma de medicina junto a uma das universidades parceiras do exame. Após a divulgação do resultado final, a relação das instituições será disponibilizada no Sistema Revalida. Caso o participante reprove na segunda etapa, ele poderá se reinscrever diretamente nela, pelas duas próximas edições do exame.

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Revalida

Aplicado pelo Inep desde 2011, o Revalida busca subsidiar a revalidação, no Brasil, do diploma de graduação em medicina expedido no exterior. O exame é composto por duas etapas (teórica e prática) que abordam, de forma interdisciplinar, as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva).

Edição: Aécio Amado

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