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Rede municipal do Rio retoma aulas presenciais para 9º ano e Peja

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A rede municipal de educação do Rio de Janeiro retoma hoje (17) as aulas presenciais para alunos do 9º ano do ensino fundamental e do último ano do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja). Também poderão retornar às escolas os estudantes do projeto de correção de fluxo do Carioca 2.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, os 61 mil alunos que estudam nessas séries, em 427 unidades escolares, poderão optar pelas aulas remotas.

As aulas presenciais foram suspensas em março deste ano, devido à pandemia de covid-19. A secretaria informou que os protocolos da Vigilância Sanitária serão cumpridos, com redimensionamento dos espaços utilizados e a disponibilização de produtos de higienização pessoal e do ambiente, como sabonete líquido, máscaras e álcool em gel.

Profissionais e alunos que tenham comorbidades não precisarão retornar ao serviço presencial. A decisão foi tomada com autorização do Comitê Científico da prefeitura, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

Professores decidiram ontem (16), em assembleia do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ), continuar em greve para pressionar a prefeitura a rever a decisão de retomar as aulas.

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Edição: Graça Adjuto

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Momento Educação

Pesquisadores criam tecnologia para eliminar metal cancerígeno da água

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Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) e do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp) desenvolveram uma tecnologia para filtrar e degradar, ao mesmo tempo, metal cancerígeno e corante que podem ser encontrados na água. O material é uma membrana composta de celulose bacteriana revestida por uma camada de dissulfeto de molibdênio, um metal não tóxico, que pode ser usada repetidas vezes sem perder a eficácia. A membrana percebe substâncias tóxicas que não são identificadas pelas estações de tratamento de água.

De acordo com um dos autores da pesquisa, professor Ubirajara Pereira Rodrigues Filho, do IQSC, para funcionar a membrana precisa de uma fonte de luz para fornecer energia para um dos componentes e assim estimular reações químicas que resultam na degradação dos compostos tóxicos, conforme eles se prendem na membrana. Os testes mostraram que, depois de duas horas, o material removeu 96% do corante azul de metileno e 88% do metal cancerígeno crômio. A membrana foi capaz de degradar as substâncias tanto de forma isolada como misturadas.

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Segundo Rodrigues, o material tem inúmeras vantagens em relação a outros materiais. “Além de ser uma matéria-prima renovável, a celulose bacteriana permite a construção de um material mais leve, flexível, resistente, com maior durabilidade e menos suscetível a trincas. Embora nossa pesquisa ainda seja apenas uma prova de conceito e esteja em estágio inicial, é muito gratificante ter a possibilidade de proporcionar a quem desenvolve as estações de tratamento de água novas tecnologias para melhorar a qualidade de vida da população”, disse.

O autor principal da pesquisa e pós-doutorando do IQ-Unesp, Elias Paiva Ferreira Neto, explicou que há anos os contaminantes emergentes (tintas, metais, remédios, cosméticos e produtos de higiene pessoal) são um grande desafio para os cientistas, que trabalham para buscar soluções e entenderem os impactos desses compostos. Segundo Paiva, essas substâncias podem ser encontradas nos rios que abastecem os municípios, chegando até as torneiras. 

“As estações de tratamento de água precisam de equipamentos adequados para removê-los. Há uma necessidade muito grande de desenvolver novos materiais com propriedades melhoradas e com maior aplicabilidade para a remoção eficiente de uma ampla gama de poluentes da água”, afirmou. 

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De acordo com ele, o estudo significa um grande avanço no desenvolvimento de tecnologias para a remoção de contaminantes orgânicos e inorgânicos da água e pode resultar em uma ferramenta importante para as estações de tratamento de efluentes das indústrias têxteis e de couro do estado de São Paulo.

“Nos próximos passos do estudo vamos testar a nova membrana para a degradação de outras substâncias, como amostras de medicamentos e pesticidas. Por se tratar de uma tecnologia simples e escalável, nós esperamos que futuramente ela possa reduzir os custos do tratamento de águas residuais e se tornar uma solução para mitigar os desafios ambientais”, ressaltou.

Edição: Fernando Fraga

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